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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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08/04/2006 18h14
Viva Feliz Sem Drogas / Entrevista : II Conferencia Estadual de Políticas Publicas sobre Drogas
Tema “Responsabilidade Compartilhada”

Estivemos em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde ocorreu a II Conferencia Estadual de Políticas Publicas sobre Drogas, cujo tema foi: “Responsabilidade Compartilhada”. Evento que contou com a participação de representantes do poder público federal, estaduais e municipais, representante da sociedade civil por meio de organizações não governamentais que atuam na prevenção, tratamento e reinserção social. Por meio de palestras e debates e propostas já elaborada nas Pre-Conferencias ocorridas no mês de março do corrente ano se deu todo evento.
Depois de discutidas as propostas foram selecionadas cinqüenta delas (50), para que a plenária pudessem aprová-las ou não.
Durante o evento tive a oportunidade de entrevistar duas autoridade, o secretário nacional Antidrogas (SENAD) General Paulo Roberto Yog Miranda Uchôa e o secretário da Subsecretária Antidrogas de Minas Gerais o Dr. Cloves Eduardo Benevides.
Iniciarei transcrevendo a entrevista, com a fala do secretário da SENAD General Paulo RobertoYog Miranda Uchôa.

P. VFSD: Quais as medidas práticas que a Senad tem feito para acabar com esta rota do trafico?

S. Uchôa: Olha o que poderia dizer para você e todos seus ouvintes, é que os trabalhos objetivos nesta área são feitos pelos órgãos executantes, principalmente, os órgãos policiais. Rotas de tráfico é um encargo da policia federal, com apoio das policias civis e militares. Então tem haver naturalmente com a Senad, porque a nossa secretária é a secretaria executiva do Conselho Nacional Antidrogas que tem haver com os aspectos das drogas, mas volto a dizer, o problema de trabalhar as rotas de tráfico é um problema da policia federal e da policia civil e eles vem fazendo isto com a coordenação da policia federal cada vez mais intensa, nós temos vistos resultados aí, que mostram um serviço de inteligência policial, um serviço também de apreensão, não só de aprisionamento de traficantes, mas com apreensão de drogas muito grande, está crescendo isto, o que mostra uma maior eficiência dos órgãos policiais. Então podemos confiar que a policia está fazendo o se papel, com dificuldade, mais está.
Agora temos que nos voltar, a cumprir o papel, a sociedade e o governo no que diz respeito ao usuário e ao dependente. Então, temos que trabalhar; claro ao dependente usuário, o tratamento e tudo mais.
O mais importante de tudo é que possamos trabalhar juntos o governo e sociedade para orientarmos os nossos jovens dizer não para as drogas. E o que queremos; é que ele diga não para as drogas; não por medo da policia, do professor ou do pai. Queremos que ele diga não para as drogas com conhecimento, com amadurecimento, com personalidade para isso é importante ajudarmos ele, levarmos ao conhecimento dele, levarmos a informação. Nós olharmos olho no olho para nosso jovem e ensinar. E quem precisa fazer isto? São os professores, as lideranças comunitárias que precisam trabalhar nesta área, por isso que peço aos ouvintes de sua rádio possam também se mobilizar todos. Os prefeitos das cidades que tenham um Conselho Municipal Antidrogas que possam ajudá-lo a ter um plano de trabalho e integrando suas secretarias municipais- como está acontecendo aqui no governo de Minas Gerais que estão integrando as secretarias de estados - e município trabalhar todas juntas num plano a ser elaborado pelo COMAD para que o prefeito assine e cumpre aquele plano com o apoio da sociedade.

P. VFSD: Depois que saiu a matéria sobre o Falcão – Meninos do tráfico houve muito comentários sobre legalização, Redução de Danos. O que teria a falar sobre isto?

S. Uchôa: Ligar o conceito Redução de Danos a Legalização de drogas é um equivoco. Redução de Danos não significa legalização das drogas. Redução de Danos é uma estratégia de trabalho, de tratamento que não se confunde com legalização, enquanto a legalização de drogas simplesmente isto não está nos planos do governo e acho que não está nos planos de governo nenhum dos paises da ONU, por exemplo, são 174 paises e nenhum deles pensa em legalizar drogas. Então é uma coisa fora de cogitação.

P. VFSD. Gostaria de agradecer pela entrevista.

S. Uchôa: Um abraço a você e seus ouvintes.

Esta foi a entrevista concedida ao programa Viva Feliz Sem Drogas dada pelo secretário nacional antidrogas (SENAD) Paulo Roberto Yog Miranda Uchôa.

Também tivemos a oportunidade de entrevistar o secretario da Subsecretaria Antidrogas de Minas Gerais, os qual reproziremos a entrevista transcrevendo.

P. VFSD. Como está sendo o evento, o que poderia dizer sobre esta II Conferencia Sobre Drogas?

S. Cloves: Na verdade é um grande evento, nossas expectativas foram todas superadas, mais de oitocentos inscritos, muitos municípios, muitas instituições participantes. Uma oportunidade que o governo tem de estabelecer um dialogo sincero, transparente entre os vários gestores, pessoas que estão trabalhando na área, lá na ponta e os órgãos governamentais, aqueles que determinam o financiamento, a circulação destas demandas, destes projetos que são implementados em Minas Gerais.

P. VFSD. Em 1999 foi promulgada a lei 13411/99 (autor Chico Rafhael), tornando obrigatória a inclusão, no programa de disciplina no ensino fundamental e médio de estudos sobre drogas e dependência química, porque está havendo dificuldade de implementação na rede estadual?

S. Cloves: Na verdade já se inicia um processo chamado projeto “Saúde na Escola”. Um projeto da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social em que dois projetos paralelos “ Ta Na Rosa e o Sexualidade, Prazer em Conhecer", estão sendo também direcionados a capacitação dos educadores e ai em atenção o que a Lei do deputado Chico Rafhael determina que seja implementada que a educação continuada no que se refere a álcool e drogas também na estrutura do ensino fundamental e básico.
Isto então está acontecendo a partir destes dois projetos que já se iniciam e vão chegar a duas mil escolas de Minas Gerais durante este ano.

P. VFSD: Minas Gerais saiu na frente em relação a criação da Subsecretaria Antidrogas. Qual a importância desta Subsecretaria?

S. Cloves: Na verdade um órgão, um órgão de governo que é responsável pela implementação de suas ações é o que na lógica faltava, então o governador a partir de 2003, Aécio, criou uma Subsecretária que é a única Secretaria de Estado no Brasil nesta área e que vem oferecendo a Minas Gerais na nossa avaliação melhor condição na estruturação dos programas.

P. VFSD: Gostaria que mandasse uma mensagem aos gestores sobre implantação de conselhos nestas suas considerações finais?

S. Cloves: É muito importante investir nesta área. Droga deixou de ser uma questão subjetiva e é uma questão real hoje. Tem que se investir, as políticas públicas precisam ser reestruturadas. Nós não podemos cometer com nossa população um erro histórico de não se investir nesta área e permitir que a nossa juventude sejam acometidas do uso prejudicial da dependência química.

Estas foram as entrevistas que tivemos com estas duas autoridades, e assim, trazer a todos os internaltas que acompanham nossos trabalhos pela internet e nosso programa Viva Feliz Sem Drogas.
Publicado por Ataíde Lemos
em 08/04/2006 às 18h14
 
02/04/2006 13h46
Viva Feliz Sem Drogas ( entrevista )
Presidente da Fundação Assistencial Educacional Jose Ruffo Bernardes fala sobre a instituição.

O programa deste domingo (02/04/2006), teve como entrevistado presidente da Fundação Assistencial Educacional Jose Ruffo Bernardes, Marcos Gerola Falaguasca, para falar sobre os objetivos da entidade e esclarecer duvidas que ocorreram na cidade de Ouro Fino, quanto a necessidade ou não da instituição.

O programa Viva Feliz Sem Drogas colocou algumas perguntas os quais reproduziremos taquigrafadas.

PVSD: Qual a finalidade da fundação Jose Ruffo Bernardes?

P. MGF: A finalidade é tão somente assistencial e educacional. Vamos promover a socialização da criança e do adolescente dentro da comunidade, oferecendo completa assistência para que possamos livrá-los das ruas, transformando o seu tempo ocioso em precioso e para isso teremos as mais diversas atividades e entreterimentos como esporte, praticas profissionalizantes, orientação religiosa, computação, sala de vídeo e inúmeras atividades culturais todas voltadas para socialização da criança e do adolescente.

PVSD: A fundação atenderá adolescentes de quais cidades?

P. MGF: Atenderemos todas as crianças e adolescentes que pertencerem tão somente a comarca de Ouro Fino, que subentende Ouro Fino, Inconfidentes e adjacências como Pinhalzinho dos Góes, Lopes, Peitudos, São Jose do Mato Dentro, Crisólia. Enfim, toda nossa jurisdição, mesmo porque, nosso estatuto não permite acolher ninguém que não pertence a nossa comarca.

PVSD: Uma das preocupações do bairro onde ela se localiza Jardim Centenário, está relacionado a questão da segurança dos moradores. O que você tem a dizer quanto a isto?

P. MGF: Posso dizer com convicção aos moradores do Jardim Centenário e Jardim São Paulo, não precisam se preocupar com a fundação, não vamos trazer problemas de forma alguma, mas sim soluções. As maiorias das pessoas ainda não perceberam que o problema social é da própria sociedade e todos nós não importando sem exceção somos todos responsáveis. Nós da fundação seremos simplesmente zeladores da obra prima de Deus e vamos cuidar com todo amor e carinho destas crianças que vão ocupar nossos lugares amanha, e digo mais, que as preocupações que hoje vocês têm por comentários maldosos, muito em breve se tornaram em alegria, vocês sentiram orgulho desta instituição que estará com certeza valorizando seu bairro.

PVSD: A entidade atenderá somente adolescentes infratores?

P. MGF: Sim, a fundação atenderá todos aqueles que cometerem delitos e forem encaminhados para nós via Ministério Público.

P.VSD: Os adolescentes assistidos pela entidade serão somente em regime de internato? Ou também a fundação atenderá em determinados períodos retornando estes adolescentes à seus lares no período noturno.

P. MGF: Não serão em regime de internato, serão em determinados períodos e retornarão para seus lares para que a família participe deste trabalho, salvo raras exceções onde o problema esteja na própria família, neste caso não podemos ser coniventes e sim coerente, como já disse anteriormente não seremos problemas, mas sim solução.

P.VSD: Há mais algo a acrescentar, alguma pergunta que você ouve no ar que gostaria de esclarecer?

P. MGF: Gostaria de aproveitar a oportunidade e dizer aos moradores do Jardim Centenário e Jardim São Paulo, que nos façam uma visita, pois, serão bem recebidos e estamos abertos ao dialogo e que nos ajudem a ajudar vocês. Estamos pronto para esclarecer qualquer duvida.

Com esta entrevista o programa Viva Feliz Sem Drogas, sente o compromisso cumprido de informar a comunidade de Ouro Fino, inconfidentes sobre os objetivos da Fundação Assistencial Educacional Jose Ruffo Bernardes repassado pelo seu presidente Marcos Gerola Falaguasca.
Publicado por Ataíde Lemos
em 02/04/2006 às 13h46
 
12/03/2006 11h09
Viva Feliz Sem Drogas ( Entrevista Secretaria Municipal Educação Ouro Fino )
Hoje (12/03/2006 ), tivemos o prazer de termos como entrevistada no programa Viva Feliz Sem Drogas a Secretária Municipal de Educação do município de Ouro Fino, professora Maria Angélica Benedita Maciel, onde abordamos a os projetos e atividades que a Educação Municipal desenvolverá durante o ano de 2006.

As perguntas respondidas pela secretaria municipal de Educação professora Angélica foram as seguintes

VFSD: Como a Secretaria da Educação vem trabalhando pedagogicamente a prevenção as drogas com os alunos da rede municipal? E quais são os projetos para trabalhar os alunos referente a prevenção as drogas no ano de 2006?

S.M.E. Profª. Angélica: Está iniciando nas escolas da rede municipal o programa desenvolvido pela policia militar o Programa Educação e Resistência as Drogas ( PROERD), há também a intenção de trabalhar o livro O Amor Vence as Drogas, repassando o gratuitamente a todos os alunos da 4ª e também através dele elaborar um material para professores.

VFSD: Quais os projetos de capacitação, formação para os professores da rede municipal referente ao tema drogas para trabalhar os alunos?

S.M.E. Profª. Angélica: Existe uma grande necessidade de formação dos professores da rede de ensino, esta é um das preocupações e que em parceria com o Conselho Municipal Antidrogas ( COMAD ), pretende desenvolver cursos ao professores.

VFSD: Todo trabalho preventivo passa pela estrutura familiar do aluno também. Há alguns projetos que visa trabalhar os pais por meio de palestras nas escolas levando-os as também participarem mais efetivamente a vida dos alunos? Como trabalhar a integração escola, aluno e pais?

S.M.E Profª. Angélica: O grande desafio está nesta interação escola, pais e alunos. Muitos problemas em relação as drogas e comportamentos dos alunos são relacionados a questões familiares e certamente é fundamental a Educação estar atento a isto. Promoverá através de palestras dirigidas aos pais e o seu acompanhamento constante da vida do aluno desenvolver esta interação escola, pais e alunos.

VFSD: Como é interação entre o COMAD e Secretaria de Educação, há projetos para que ambos elaborem conjuntamente?

S.M.E Profª. Angélica: Está boa e que pretende uma maior interação com o COMAD, para que juntos possam elaborar projetos que caminham juntos entre Educação e o Conselho, pois esta maior integração pode ser um fator muito importante para a criação de políticas publicas de prevenção as drogas nas escolas.

Finalizando o programa Viva Feliz Sem Drogas deste domingo 1203/2006, esperamos que este programa possa tem levado ao leitor algumas orientações que possam estimular uma maior participação da sociedade com os órgãos municipais visando cobrarem programas que possam ser desenvolvidos na Educação, estimulando projetos de prevenção e reinsersão social dos que saem de tratamentos.
Publicado por Ataíde Lemos
em 12/03/2006 às 11h09
 
24/02/2006 13h32
PRÉ – CONFERENCIA SOBRE DROGAS EM VARGINHA – MG
O programa Viva Feliz Sem Drogas, deste domingo devido a dificuldades pessoais do entrevistado o qual seria a Secretária Municipal de Ouro Fino, Professora Angélica Maciel Goulart, acabou enfocando outro tema.
Esta semana dia 23/02/2006, foi realizado em Varginha sul de Minas Gerais a pré conferencia sobre drogas, cujo tema foi “POLITICAS PUBLICAS SOBRE DROGAS: RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA”.
Compareceu cerca de 120 participantes representando 30 cidades (com a ausência de varias) que compõe a Regional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes.
Esta Pré – Conferencia teve como objetivo a formulação de propostas publicas para ser levado a Conferencia Estadual de Minas Gerais que ainda será agendada para o mês de abril, também a eleição de vinte cinco (25) delegados para representar a regional na Conferencia Estadual.
A Pré – Conferencia teve inicio com o credenciamento as 08h00min horas com o termino as 16h00min, sendo em todo seu curso objetiva.
Tivemos como coordenador geral dos trabalhos o Sr. José Geraldo de Oliveira Silva, diretor de Projetos e Pesquisa da subsecretária Antidrogas.
Tive a oportunidade de entrevista-lo, para o programa Viva Feliz Sem Drogas. Entre as perguntas feitas, duas delas taquigrafei para os leitores do site.

VFSD – O que o Estado tem feito de concreto para financiar o tratamento de dependentes químicos carentes?

JGOS – Com a criação da Rede Complementar de Suporte Social ( RCSS ) na atenção ao dependente químico, o Estado tem complementado Comunidades Terapêuticas ( CT ), quer seja com recursos para viabilização de projetos, muitos deles até para se adequarem as normas da Vigilância Sanitária ( ANVISA ), consequentemente, o Estado está tendo cotas nestas CT para encaminhar sem custo os que procuram o serviço publico do estado; através da rede se tem feito cursos para os gestores de CT.; tanto nas áreas de prevenção, tratamento e reinserção social e pesquisas executando políticas que em nenhum outro Estado vem executando porque não tem uma Subsecretaria Antidrogas. Dados nossos de dezembro é que Minas Gerais era o único Estado a ter uma Subsecretaria para tratar a questão do álcool e outras drogas.

PVFSD – Há uma grande dificuldade das CT. se adequarem as normas da ANVISA devido a falta de recursos financeiros. Como o estado tem agido nesta questão?

JGOS. – O caminho que o Estado tem encontrado é dentro da RCSS a atenção ao dependente químico. Dos vinte e um (21) projetos contemplando CT. , pelo menos oito deles as comunidades apresentaram projetos de adequação às normas da ANVISA. Dentro dos editais que estão sendo abertas na Subsecretarias Antidrogas é importante que as Comunidades fiquem sempre acompanhando o site da Subsecretaria é www.sedese.mg.gov.br, e linkem na Subsecretaria Antidrogas, que terão todas as informações, Poderão estar acompanhando os projetos, os editais que estão sendo lançados para beneficiar as Comunidades Terapêuticas.

Finalizando esta matéria, esperamos que realmente cada vez mais as entidades que atuam nesta área seja na prevenção, tratamento ou reinserção social possam estar unidas para que através de participações possam cada vez mais enfrentar o problemas das drogas, criando políticas publicas que atendam tanto familias, usuários abusivos, dependentes químicos e entidades que atuam neste setor.
Publicado por Ataíde Lemos
em 24/02/2006 às 13h32
 
19/02/2006 10h58
Viva Feliz Sem Drogas. Entrevista sobre o PROERD
Este domingo (19/02/2006), o programa Viva Feliz Sem Drogas dando continuidade sobre prevenção às drogas no âmbito educacional teve o prazer de ter como entrevistado o 1º Sargento Paulo, coordenador do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROED) na cidade de Ouro Fino e região.
Gentilmente o Stº Paulo embora, estava gozando suas férias teve a gentileza de atender nosso pedido e conceder a entrevista.
Iniciando Stº Paulo, disse como surgiu o projeto Proerd. nos EUA. e o motivo que levou sua criação. De certa maneira a droga inicia com o usuário fazendo o uso, atingindo a sua família e a sociedade e que, por fim, vários casos acabam finalizando com a violência.
Passou aos ouvintes como se dá o programa pedagógico junto aos alunos.
É fundamental que o policial militar tenha um perfil para atuar neste projeto, pois, a necessidade de uma grande interatividade com os alunos, adquirindo deles respeito e confiança. É através destes dos requisitos que a criança vai assimilar a mensagem que lhe é transmitida.
As aulas do Proed, são feitas basicamente por dinâmicas, onde o policial tem uma atuação com um psicólogo, brincando com os alunos. O policial tem que ter um espírito de criança para que possa através destas dinâmicas atingirem seus objetivos. A maior parte da aula o policia passa brincando como enchendo bexigas, e todas as brincadeiras infantis inerente da idade das crianças.
O programa do Proerd. tem como finalidade levar o aluno a buscar qualidade de vida sempre desenvolvendo numa vida saudável e também levar informações para que o adolescente saiba quando tiver que enfrentar a droga em algum momento de sua vida falar Não à ela, pois, já tem uma conscientização sobre os malefícios causados pelas drogas.
O programa não é uma palestra ocasional, e sim, uma seqüência de 10 lições, sendo uma aula de 40 a 60 minutos por semana, com duração de no máximo três meses, finalizando com uma redação e com o certificado de conclusão do curso para o aluno.
Disse que esteve fazendo um curso recentemente em Belo Horizonte, onde este programa deve se estender também ao aluno da 6ª serie, isto é, o curso dará uma seqüência que será muito bom esta extensão.
Foi colocado que, este programa é uma semente lançada e que seus frutos são atingidos cinco a seis anos após, pois, é na faixa dos 13, 14,15 anos que muitos adolescentes acabaram experimentando drogas e o Proerd ainda é um projeto novo.
Outro beneficio que este programa realizado pela Policia Militar e mudar a cultura que existe em relação à corporação. Pois, para muitos ela é tida como repressora e que causa de certa forma uma distancia entre a policia e o cidadão e este programa mostra o outro lado, isto é, uma policia próxima e que está também integrada a sociedade para ajudá-la, sem que isto delimite suas funções especificas. Em resumo, tem a finalidade de quebrar um preconceito existente entre a sociedade e a policia militar.
Por outro lado o Proerd tem a possibilidade de mostrar uma outra realidade das drogas para muitos, inclusive a própria policia militar. Devido suas funções se passa despercebido “conseguir separar a droga do usuário”. Quando começa a se atuar na prevenção e no tratamento certamente há uma mudança de pensamento, uma maior conscientização e humanização o qual abre a possibilidade de um crescimento humano nos envolvidos e assim, se consegue olhar no usuário ou dependente químico não como drogado, o bandido, mas aquele que precisa de tratamento clinico.
Este programa abre estas duas vertentes, um é a aproximação da sociedade com a policia, outra está relacionado a Policia Militar a possibilidade de uma adequação de conceito ao usuário e dependente químico sem deixar de cumprir suas funções constitucionais.
Publicado por Ataíde Lemos
em 19/02/2006 às 10h58
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