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Ataíde Lemos
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23/07/2006 11h20
Programa Viva Feliz Sem Drogas - Auto medicação - entrevista Dr. Mauricio L. Carvalho
Auto medicação e suas conseqüências

Continuando a serie de entrevistas sobre a auto medicação o Programa Viva Feliz Sem Drogas teve como entrevistado o médico ortopedista Dr. Mauricio Lemes de Carvalho.

Primeiramente, definiu o que é auto medicação “Administração de medicamentos sem a orientação ou a prescrição médica”. Esta pratica é muito perigosa haja vista que os medicamentos possuem efeitos colaterais. O uso sem acompanhamento ou prescrição médica pode acentuar os efeitos colaterais como também determinadas doenças podem ser agravadas devido à ingestão de medicamentos sem orientação.

A auto medicação pode levar o paciente as varias conseqüências como criar dependências, intoxicar, complicar o quadro clinico como também pode mascarar doenças dificultando diagnósticos. Determinados exames laboratoriais depois de uso de medicamentos costuma a dar negativos.

Segundo Dr. Mauricio, a Organização Mundial da Saúde ( OMS ), preconiza uma farmácia para cada oito mil habitantes e hoje o numero é muito superior que o recomendado pela OMS, isto certamente leva a uma necessidade maior de sobrevivência das farmácias induzindo a venda de medicamentos e assim, estimulando a auto medicação. Desta maneira cabe a ética e a seriedade dos farmacêuticos quanto à responsabilidade de não induzirem vendas alienatória de medicamentos.

É comum famílias terem alguns medicamentos como analgésico, buscopam em casa, embora também seja de certa forma auto medicação isto até não é tão prejudicial, o grande problema e perigo está na auto medicação sugestiva, aquela que a pessoa é induzida por outros, por exemplo, a pessoa está com algum problema de saúde a vizinha, a amiga recomenda determinados medicamentos como antiinflamatórios.

A questão perigosa da auto medicação está também relacionada às dosagens e o quadro clinico de cada pessoa, por exemplo, há doenças em que os medicamentos precisam ser ingeridos em espaçamentos de 8 e 8 horas, sem controle orientação o doente pode tomar elienatóriamente. Já há outros que são ingeridos a cada 24 horas e por falta de orientação médica serem tomados 2, 3 vezes ao dia. Existe ainda o fator de pessoas terem outros tipos de doenças e a ingestão sem orientação médica levar a quadros graves, citando um exemplo como diabete, o uso de terminados medicamentos pode levar um diabético ao coma e pensar que se trata de um derrame.

Existem medicamentos recomentado para faixa etária especificas, no entanto noutra faixa etária são perigosos e podem deixar seqüelas para sempre como os antibioticos por exemplo

Como foi dito no início, segundo a OMS, o excesso do ponto de vendas é um fator que estimula as farmácias a forçarem vendas de medicamentos, outro fator é o baixo poder aquisitivo da população, isto é, devido grande parte da população não ter condições financeiras para adquirirem planos de saúde ou ter acesso a médicos particulares e também a ineficiência do Estado proporciona que o doente se auto medique.

Segundo Dr. Mauricio a falta de acesso a Saúde não seria o fator da auto medicação em Ouro Fino, pois, há vários programas de atendimentos a população carente como o Pronto Atendimento, os Postos de Saúde existentes, o Programa de Saúde da Família e outros acessos que a população dispõe no município. E também colocou que a auto medicação não está tão somente na população carente, mas se faz também nas classes sociais mais elevadas, estas classes auto medicam na mesma proporção, isto é refletido nas estatísticas. A auto medicação também está relacionado aos costumes, a cultural que é passado de geração por geração.

Finalizando, a maneira mais eficaz de evitar a auto medicação está na conscientização da população sobre as conseqüências de se auto medicar. A escola tem um papel fundamental neste processo de conscientização, bem como as instituições de Saúde.

Esta foi uma síntese da entrevista dada pelo médico ortopedista Dr. Mauricio Lemes de Carvalho ao programa Viva Feliz Sem Drogas, que está desenvolvendo o tema auto medicação. Uma necessidade que deve ser cada vez mais refletida, para que a sociedade possa ter maiores informações e conscientização sobre as conseqüências e os riscos da auto medicação.
Publicado por Ataíde Lemos
em 23/07/2006 às 11h20
 
20/07/2006 17h20
Prevenção a melhor maneira de combater as drogas
Certamente, a droga tem atingido intensamente a sociedade de um modo geral, não escolhendo classes sociais, etnias, credos religiosos, nem raças. Enfim, quando alguém é predisposta à dependência química e faz o uso acaba também adquirindo a doença.

Mesmo que existam determinados preconceitos – relacionados aos itens acima citado – a dependência química atua de maneira igual em todos, isto é, compromete tanto o organismo, quanto o psíquico e social do dependente.

A dependência química possui algumas características próprias que é a progressividade, a incurabilidade e por fim, é uma doença fatal.

É preciso compreender que a incurabilidade está no sentido de que, uma vez dependente, mesmo que por longo tempo o individuo não faça uso, apenas um simples contato é suficiente para o retorno da compulsão e assim, consecutivamente a recaída. A progressividade está na tolerância que cada vez mais é aumentada evoluindo o quadro de dependência daquele que adquiriu a doença.

Pois bem, o correto de evitar a dependência química está na prevenção, isto é, conhecer bem para que as pessoas não precisem recorrer às drogas para resolverem conflitos emocionais, e também no conhecimento dos pais, dos jovens quanto às conseqüências desta escolha errada.

A Educação tem um papel fundamental no trabalho preventivo às drogas. O papel da escola é levar aos alunos informações, formações precisas e pedagógicas para uma maior formação emocional dos adolescentes e jovens.

As entidades sociais como as Ongs, as instituições governamentais são responsáveis também para que este trabalho preventivo às drogas aconteça. Atuações que devem ser contínua tanto com os adolescentes, jovens e com as famílias para que sejam atingidos de maneira mais eficaz.

Somente se poderá minimizar os problemas relacionados às drogas diminuindo a demanda por meio da educação, da informação e isto é tarefa de todos, tanto dos Poderes Públicos quanto da sociedade civil. É mais fácil prevenir do que após doente tratar-se.
Publicado por Ataíde Lemos
em 20/07/2006 às 17h20
 
16/07/2006 11h10
Entrevista sobre auto medicação farmacêutica Ariadne Castro Monteiro
Esta semana (16/07/2006) o programa Viva Feliz Sem Drogas, entrevistou a farmacêutica Ariadne de Castro Monteiro, que desenvolveu o tema auto medicação. Um assunto que precisa ser cada vez difundido e que as pessoas precisam ser conscientizadas para que não sejam influenciadas tanto por pessoas que auto-medicam ou mesmo por agentes que não são médicos, mas que fazem parte da cadeia como intermediário da Saúde.

Segundo a farmacêutica Ariadne, o problema da auto-medicação é complexa que vai deste a necessidade de ajuda a uma questão mercantilista. Hoje os medicamentos como os analgesicos, aspirinas e A.S são os mais procurados e vendidos pelas drogarias.

Também enfatizou que infelizmente hoje as drogarias atuam mais como supermercados visando a venda. Em determinadas redes, principalmente nas grandes capitais os funcionários recebem comissão pelas vendas, algo absurdo em se tratando de um mercado onde o foco principal é a Saúde e não o montante de vendas.

Para os fármacos que atuam diretamente no Sistema Nervoso Central – os psicotrópicos – há normas estabelecidas pela Agencia de Vigilância Sanitária (ANVISA). Há nas drogarias um livro de controle especial de saída é de entrada de tais fármacos. Há também um controle dos medicamentos onde o paciente deve apresentar a receita com duas vias no momento de efetuar a compra, uma via fica na farmácia e outra com o cliente. Porem há farmácias que acabam vendendo tais medicamentos sem a receita que é algo ilegal, e muito prejudicial para o paciente.

O programa Viva Feliz Sem Drogas, vai transcrever os pontos principais da entrevista:

PVFSD – Como você vê o problema da auto medicação hoje? Existe muita gente que toma medicamentos sem passar por profissionais da saúde?

Farmª. Ariadne – O problema da auto medicação é uma realidade em nosso país. No Brasil os remédios como os analgesicos, aspirina, AS são os mais vendidos. As pessoas estão tomando remédios sem saber os efeitos colaterais. Também existem muitas pessoas que não procuram os profissionais da saúde, principalmente em cidades pequenas.

PVFSD – Em cada três medicamentos comprados dois são adquiridos sem receita médica. Quais os fatores que leva pessoas a auto medicarem?

Farmª. Ariadne – Hoje existe um problema com quase todas as farmácias. Infelizmente, algumas farmácias e drogarias se tornam mais supermercados, um comércio simplesmente. A maioria delas está pensando no lucro ao invés da saúde, isto é um problema. Há comissões para os funcionários.

PVFSD – É muito comum as pessoas chegarem às farmácias e fazerem uma espécie de consulta, saindo de lá com medicamentos. O que você poderia falar sobre isto?

Farmª. Ariadne – Isto é muito comum nas farmácias. Principalmente para aquelas pessoas que não tem condição de pagarem consultas médicas, então, acabam recorrendo as farmácias. Às vezes temos que ajudar, mas o correto é consultar o médico evitando a auto medicação

PVFSD – Qual é o procedimento da venda de medicamentos como antidepressivos, calmantes, os psicotrópicos em geral nas drogarias? Existe algum formulário de controle, uma fiscalização da ANVISA, quanto à venda?

Farmª. Ariadne – Estes são medicamentos fortes, nem todas as pessoas devem tomar. Normalmente a pessoa apresenta receita na hora da compra, a primeira via é da farmácia e a segunda é do cliente. Infelizmente há farmácias que vedem sem a receita, isto é algo ilegal. Pois com este tipo de procedimentos haverá mais pessoas sobre efeitos de drogas e com problemas psíquicos e isto não pode acontecer.

Todas as farmácias que trabalham com estes tipos de medicamentos têm um livro que se chama Livro de Controle Especial. A farmácia fica responsável pela entrada e saída de todo medicamento que é fiscalizado pela ANVISA.

No passado não era tão fiscalizado as drogarias quanto a venda destes medicamentos, porem hoje pelo menos a regional aqui de Ouro Fino que situa em Pouso Alegre tem sido muito rigorosa nesta fiscalização.

PVFSD – Que mensagem você poderia passar aos ouvintes sobre a auto medicação?

Farmª. Ariadne – Não se auto-medique, quando tiver algum problema de saúde procure um profissional da área. A auto medicação pode causar problemas como a queimação de estomago, fígado, alergias além de outros efeitos colaterais. É importante frisar que a saúde não depende tão somente dos medicamentos, mas sim, do equilíbrio do corpo, mente e alma.

Esta foi a entrevista dada pela farmacêutica Ariadne Castro Monteiro. Semana que vem continuaremos no tema Auto medicação com a entrevista do médico Dr. Mauricio Lemes de Carvalho.
Publicado por Ataíde Lemos
em 16/07/2006 às 11h10
 
13/07/2006 14h59
A nova Lei sobre drogas
Ontem (12/07/2006) o Senado aprovou a nova Lei sobre drogas, abrandando as penas para os usuários e com aumento aos traficantes.

Ainda acredito que está capenga esta lei, porque sabemos que existem muitos jovens dependentes que servem de avião para os grandes traficantes e a pergunta que fica é: Qual o tratamento e as penas dadas a estes que também fazem o tráfico? Serão considerados traficantes de alta periculosidade e que merecerão o mesmo rigor dado ao traficante? Ou serão tratados como simples usuários que devem apenas cumprir medidas sócio educativas. Ao meu ver precisa-se uma pena intermediaria para não trata-los nem como bandidos perigosos nem como simples vitimas.

No submundo das drogas existem comportamentos diferentes de usuários e motivações completamente distintas para os delitos. Existem aqueles que são usuários, no entanto, não são dependentes, que fazem do trafico de drogas um trabalho, embora perigosa, mas com uma boa remuneração e uma vida fácil, também lhe proporcionando alguns prazeres como sexo, diversão. São pequenos traficantes cujo objetivo não é o enriquecimento. São jovens, adultos classe D, C e média. Já ouvi muitos depoimentos de presos por trafico que relatam depoimentos nesta direção. Na verdade são pequenos traficantes e distribuidores de drogas.

Há também aqueles que agem como aviões por serem dependentes químicos. A necessidade de obter droga s faz arriscarem ser presos comercializando pequenas quantias de drogas para manterem seu vício.

Muitos destes dependentes estão comprometidos com os traficantes devendo sempre à eles. Há traficantes que viciam estes usuários, e assim, usam para mantê-lo trabalhando no repasse de drogas.

Por esta analise já podemos observar que a Lei para estes pequenos traficantes devem ser diferenciados. Enquanto alguns devem responder pelo tráfico, mas com penas diferenciadas dos grandes traficantes, outros devem ser tratados como dependentes químicos e encaminhado a tratamento.

Outro aspecto interessante e que precisamos refletir está em relação a abordagem dos policiais junto aqueles que forem pegos apenas usando drogas. Como se dará esta abordagem?

Sou inteiramente favorável a não prisão em fragrante do usuário que estiver consumindo, revertendo a pena em medidas sócio – educativas, como também passarem por um processo educacional e para determinados casos serem conduzidos à tratamentos Portanto, acredito que está Lei também estimulará a corrupção que já existe. Penso que aumentará haja vista que o critério do enquadramento dos artigos cabe ao policial que estará na ocorrência.

Na pratica hoje já não se prende usuários de drogas, são presos em fragrante, mediante fiança respondem em liberdade. Agora, no entanto, ele não mais precisará pagar fiança e sim responder em liberdade com medidas sócio-educativas. Este usuário pode segundo o entender de que quem efetuar a ocorrência ser considerado um traficante.

A sociedade e particularmente todos que estão envolvidos neste tema drogas, devem estar atentos, para que esta nova lei não seja mais uma maneira de extorqui os usuários, privilegiando ainda mais os ricos e punindo de maneira arbitraria os mais pobres.
Publicado por Ataíde Lemos
em 13/07/2006 às 14h59
 
26/06/2006 11h32
Tratamento à dependência química passa pelo empirismo
Sempre estou a escrever artigos sobre o tema drogas. Gostaria de frisar que a maioria de meus textos são feitos a partir de experiências pessoais dentro do trabalho de atuação no tratamento com dependentes químicos em recuperação, por diversos contatos com profissionais da área. São escritos sem compromisso científico, porém, de certa forma serve para levantar provocações e discussões.

Neste artigo quero focar um assunto que vejo de grande importância referente ao tratamento, mais uma reflexão para levantar.

Não há duvida que a dependência química é uma doença bio-psico-social, sendo assim, deve ser tratada como doença biológica, psicológica e de dimensão social.

Existem varias abordagens terapêuticas para aqueles que estão envolvidos com drogas e que desejam tratamento. Porem, todas estas abordagens passam pela vontade do paciente. O fato de ter que passar pelo desejo, vontade já significa dizer que o tratamento inicia por novo entendimento de vida. Em resumo, por uma nova filosofia de vida do usuário abusivo.

Muitos fatores levam pessoas a iniciarem nas drogas como sempre dizemos, porém, estes fatores externos encontram sintonias com a questão emocional daquele que faz o uso, estes fatores se aprofunda devido à complexidade destes conflitos, bem como a predisposição do organismo a determinadas drogas.

Evidentemente, que se olhamos os benefícios emocionais que ocorrem para os que fazem uso de drogas são positivos – certo dia um ex-usuário sintetizou bem o que ocorre com um usuário de drogas. Segundo ele a droga materializa a ilusão, isto é, dá vida a ilusão. Isto faz com que a pessoa não consiga enxergar a realidade.

Por outro vemos que durante o uso contínuo das drogas, as pessoas vão absorvendo traços de personalidade, com o passar do tempo constrói um estilo novo de vida, que nada mais é que uma nova filosofia existencial. Uma nova relação inter-pessoal proporcionando um novo relacionamento com o exterior.

Tratar-se, é mudar toda concepção de vida a partir de uma necessidade seja pelo temor da morte, seja por não suportar os sofrimentos biológicos e psíquicos. Desta forma há necessidade de romper com o passado ou com alguns conceitos que de certa maneira está impregnado no existencial do dependente químico. Em suma, é construir uma nova filosofia de vida.

A partir do que foi colocado acima cada pessoa dentro de sua subjetividade, da experiência da dor também devido ao comprometimento da dependência buscará de maneira pessoal lidar com seu problema. Serão as recaídas, as dificuldades nos tratamentos diversos, cultura e sua personalidade que o levará à tratamentos distintos.

A grande maioria dos que tornaram dependentes químicos passará por diversas abordagens terapêuticas, por experiências empíricas subjetivas de tratamento, porém a adequação ao tratamento é personalizado e individual.

Finalizando este artigo digo que o êxito de alguns tratamentos está em sua metodologia e concepção. Uma dicotomia entre a ciência clinica e a filosofia (ciências gerais dos princípios e das causas).

Se por um lado o grupo de apoio leva a pessoa que tem problemas com substancias psicoativa entender sua compulsão, ansiedade, e assim não fazer uso de drogas, por outro colabora na estruturação emocional a partir da experiência de cada um. Contribui também na construção de uma nova filosofia de vida partindo das próprias experiências negativas, fomentando objetivos construídos a partir do hoje.
Publicado por Ataíde Lemos
em 26/06/2006 às 11h32
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