Seja bem vindo, boa leitura, será um prazer teu comentário.
Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Meu Diário
09/11/2006 20h06
Um dilema político o problema das drogas ilícitas.
Existem certas conjunturas deixando-nos perplexos, nos levando a focalizar determinadas posições e assim, seguir em frente mesmo sabendo que existem muitas situações que precisam mudar. Obriga-nos a ofuscar os olhos para vários jogos de interesses escusos em determinadas leis. Uma desta é a questão das drogas ilícitas, por exemplo. Creio que há consenso que determinadas drogas são ilegais por vários fatores que envolve desde o usuário, a família e a sociedade. As drogas ilícitas têm os efeitos tanto orgânico, psicológico e social para aquele que a consome.

Hoje, acredito não haver duvida que as drogas que mais preocupa a comunidade médica são as licitas (cigarro e álcool), esta ultima com efeitos bio-psico-social desastrosos. O álcool é em distancia a mais consumida, e é o maior responsável pelos óbitos como acidente, mortes fúteis, etc. Porém o que fazer? Nada, a não ser o trabalho preventivo e fiscalizador. É impossível se pensar em proibir o uso do álcool enquadrando em droga ilícita. O álcool é consumido por quase 90% da sociedade e gera uma fabula de impostos. O governo não faz a conta custo - beneficio da arrecadação destes impostos, e, também sabe que não tem como fiscalizar tal droga caso fosse proibido o consumo. A experiência da lei seca nos EUA responde por si só o problema de imaginar proibir o consumo.

Quando entramos nas drogas ilícitas vemos um quadro um pouco diferente, porque o consumo é bem inferior proporcionalmente ao do álcool, embora seja preocupante. Sendo assim, com políticas publicas é possível trabalhar preventivamente aos jovens não fazerem o uso, como também é mais fácil fiscalizar e combater o consumo.

Mas por outro lado, vemos que a proibição leva ao narcotráfico, produz a violência e o mercado das drogas é muito poderoso economicamente. O dinheiro do trafico de drogas não se paga imposto e serve para o enriquecimento ilícito; serve para comprar a lei e outras práticas de contravenções. O dinheiro do trafico serve para a construção de um governo paralelo que produz suas próprias leis e que podem inclusive comandar um país. O dinheiro do trafico elegem políticos assumindo o governo legal. Em suma, o dinheiro do tráfico mantem um governo paralelo e se infiltra no governo institucional.

O maior poder é o poder das armas. Uma sociedade onde se torna refém das armas perde sua autonomia e se desmonta estruturalmente as instituições. O homem, por mais valente que seja diante a arma se torna o maior covarde. Sendo assim, quando o narcotráfico cresce de maneira espantosa criando um governo paralelo e institucional mudando as leis para benefícios próprios, torna o país refém das leis, segundo interesses do narcotráfico.

A liberação das drogas significa desmontar este cartel, significa enfrentar o crime do narcotráfico; significa a cultura do uso de drogas; significa a destruição das famílias. As drogas licitas como as ilícitas seus prejuízos são os mesmos bio-psico-social. Evidentemente as proporções clínicas serão segundo a potencialidade de cada uma delas.

Em suma, é uma situação complexa e de difícil decisão política, se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. É uma opção difícil de se tomar pelos dois ângulos que se vê. A decisão está entre enfrentar o narcotráfico e desestruturar todo seu organograma, eliminando os pontos podres que estão generalizados nas instituições públicas, uma tarefa quase impossível, ou criar-se um caos total na sociedade pela legalidade do consumo ou, então, continuar esta política fechando os olhos ao narcotráfico, com medidas superficiais e paliativas de repressão ao quarto escalão da droga continuando a ilegalidade do trafico e do consumo para o bem comum da sociedade.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 09/11/2006 às 20h06
 
15/10/2006 11h15
Dependência química e grupos de mutua ajuda
Uma doença possui vários estágios e, por conseguinte em cada estagio há formas diferentes de tratamento. Também é importante salientar que em cada situação há os estágios psicológicos do doente.

Pois bem, dentro deste estagio psicológicos há mais empenho do paciente ou menos; há mais medo da doença ou menos. Porem, o que fica claro que muito embora as pessoas desejem o ideal, no entanto, em certas fases se admite o possível.

O que vemos mais nítidos na grande maioria das pessoas é o medo da morte, certamente, este medo leva o indivíduo superar as barreiras, quebrar preconceitos enfim, buscar solução onde se diz que existe.

É bem verdade que as pessoas neste desespero acabam agindo erradamente, tendo determinados procedimentos mais prejudiciais que benéficos, mas isto é a ancia de se curar, de conseguir o alivio para sua dor, ou mesmo não morrer.

É a partir desta introdução que gostaria de falar sobre dependência química e grupos de mutua ajuda. Uma instituição que de fato tem salvado vidas e aliviados muitos sofrimentos reconduzido pessoas com problemas de álcool e outras drogas ao retorno social.

Porem, como todo programa de tratamento recebe criticas, e estas críticas podem ou não ser infundados assim, os grupos de mutua ajuda também recebem. As criticas referentes aos grupos de mutua ajuda para dependentes químicos vem quase que na sua maioria de profissionais da área de saúde como psicólogos e psiquiátricas. Uma delas é que pessoas que participam de grupos de mutua ajuda se tornam alienadas; outra é que os participantes destes grupos acabam adquirindo outras dependências; ainda há aqueles que dizem que estes grupos são seitas, isto é, entidades religiosas; há também os que falam que estas entidades leva seus membros se auto estigmatizarem e finalmente há aqueles que dizem que estes grupos não têm base cientifica.

Iniciaria meu questionamento sobre estas criticas primeiro, lançando uma reflexão. Como sofre uma pessoa dependente álcool ou outras drogas. Quem trabalha junto a elas sabem como alguns gostariam de vencer a dependência. Pessoas que já perderam a saúde, a família, trabalho, enfim, vivem numa dor profunda, sabendo que a dependência fatalmente os levará a morte.

Pois bem, os grupos de mutua ajuda tem proporcionado a estas pessoas a esperança da vida; tem mudado o contexto social daqueles que a ele socorrem. Se há de certa forma alguns efeitos colaterais como a estimulação há outras dependências, estas são bem inferiores aos do álcool. Embora, os grupos de mutua ajuda não são seitas, ou religião estimula seus membros a acreditarem num Poder Superior para sustentarem sua sobriedade. Qual é mais nocivo; a continuidade no álcool ou numa crença espiritual com mais consistência e ênfase? O que mais importa, é a base cientifica ou os resultados que os membros destes grupos atingem? Quando falamos em estigmatização, isto é muito subjetivo, porque posso imaginar que alguém se sente estigmatizado, no entanto, ele encarar certos pensamentos ou conceitos como algo natural, isto é, se sentir bem da forma como pensa e vive.

É importante dizer também, que os grupos de mutua ajuda não anula ou estimula seus membros a não buscarem ajudas complementares. Esta decisão é individual de cada um.

Porem vê que algumas críticas vêm de ordem pessoal, é algo que precisa ser vencido por determinadas profissionais de saúde. É aquela pergunta inexplicável para alguns: Como eu especialista, que estudei sobre o corpo e a mente não consigo e os grupos de mutua ajuda conseguem? É talvez a falta de entendimento que num tratamento todas as etapas são um processo que tem um resultado final.

É também um questionamento sentimento de inferioridade do profissional de saúde quando se sente menor por um membro de grupo de mutua ajuda dar mais créditos a um colega de grupo que o próprio profissional.

Finalizando, vejo que é importante haver mais abertura para aqueles que ainda resistem à abordagem dos grupos de mutua ajuda e, ao invés de se oporem a ele, procurem o vê-lo como algo extremante importante e necessário para aqueles que têm problemas de dependência. Percebendo, que os efeitos colaterais fazem partes de qualquer tratamento seja ele medicamentoso ou apenas psicológico. Que o importante é o resultado atingido segundo o estagio clinico e psicológico do paciente.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 15/10/2006 às 11h15
 
07/10/2006 17h02
Drogas e preconceito caminham juntos infelizmente.
Já escrevi vários textos sobre drogas e a relação delas com a marginalidade ou mesmo o preconceito existente tanto em relação aos usuários como o preconceito da pessoa que está por detrás do usuário.

Vejo que a sociedade, ou melhor, grande parte dela associa drogas a pessoa quem faz o uso e a partir daí cria-se um bloqueio e passa a associar pobreza, drogas e marginalidade dentro de um só contexto.

Porque escrevo isto. Primeiramente todos sabemos que existem usuários em todas as classes sociais, culturais. Também sabemos que há usuários em todas as doutrinas espirituais. E por fim, também há muitos usuários de drogas em famílias desestruturadas e estruturadas.

Comecei este artigo com esta introdução, para dizer que a nova lei sobre drogas, embora seja necessária para legalizar o que já de fato ocorre, isto é, a não prisão dos usuários, na verdade também não vem mudar a triste realidade que é a discriminação dos usuários pobres.

Também é inegável que esta lei de certa forma privilegia os usuários de condição melhor financeira, embora repito, estes já não iam presos mesmo, no entanto, não mais passarão pelo constrangimento de serem algemados e irem até a delegacia prestar depoimento e após fiança serem liberados.

Por outro lado, infelizmente as instituições governamentais são constituídas por parcela de corruptos, sendo assim, podemos deduzir que a nova lei sobre drogas estimula a propina aos policiais. Não vivemos no país das maravilhas, da ética e da seriedade, então, acreditar que a nova lei estimula a corrupção não é ser fantasioso.

Enquanto o usuário classe média ou rica será abordado e dispensado caso esteja portando drogas e seu inquérito levado ao judiciário, o pobre será abordado, coagido levado para a delegacia e atuado como traficante, isto é, será enquadrado no artigo 12, até que a justiça derrube para o artigo 16, enquanto isto ele permanecerá preso. Porem, nada disto poderá ocorrer se liberar propina aos policiais, ou mesmo na delegacia.

Infelizmente, é esta as conseqüências que vejo como resultado desta nova lei. Um tratamento diferenciado dado aos usuários de drogas e agora respaldado pela lei. É fundamental que esta lei haja alguma regulamentação para evitar este tipo de situação.

É fundamental que a sociedade através de informações, educação se conscientize e possa diferenciar usuários de drogas com pessoas problemas relacionados a marginalidade; que a sociedade entenda que pobreza e droga não têm nada a ver com bandidismo. Pois, certamente, com este conhecimento muito se poderá fazer para que estes usuários e dependentes (carentes) possam encontrar na sociedade força para superação das drogas, bem como não serem marginalizados pelos órgãos governamentais.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 07/10/2006 às 17h02
 
24/09/2006 15h20
Uma analise sobre tratamentos a dependência química
Uma das perguntas que se procura responder é: qual o melhor tratamento para pessoas que tem problemas com o álcool ou outras drogas?

A grosso modo poderia se dizer que o tratamento esta relacionado a cada pessoa, isto é, na verdade todos os tratamentos acabam atingindo seus objetivos. Sendo assim, todos. Porque a abordagem de tratamento estará condicionada a aceitação daquele que o busca.

Bem, então poderíamos fazer uma pergunta diferente. Qual tipo de abordagem que atinge mais pessoas e assim tem um percentual maior de êxito? Por esta indagação podemos afirmar que alguns tratamentos são mais eficazes atingindo maior numero de pessoas com percentual mais positivo que outros programas.

Pois bem, é dentro disto que este meu artigo pretende abordar. Porem, gostaria de afirmar que esta minha analise segue um raciocino de uma palestra o qual li do expert no assunto “alcoolismo” o Dr. George E. Vaillant, psiquiatra e psicanalista, que trabalha em Harvard, conhecido mundialmente pelo seu livro “The Natural History of Alcoholism”. E seu conteúdo veio de encontro com o meu pensamento sobre a melhor abordagem.

Segundo ele existem três tipos distintos abordagem frente ao tratamento. Há o tratamento que é via psicanálise e psicoterapia; há o tratamento feito visando a desintoxicação e por fim, aqueles que acreditam que não precisar buscar ajuda de espécie alguma. Pensam que somente a força de vontade é o suficiente.

George levanta criticas e algumas infundadas por pesquisas. Fazendo uma pesquisa com 46 alcoólatras, que receberam 5000 horas de psicoterapias, somando uma media de 200 por pessoa, um único recuperou através deste tipo de tratamento (psicoterapia).

A desintoxicação já é mais que sabido que não faz com que a pessoa pare de fazer uso de drogas. O problema não é parar de fazer uso, a questão é manter sem retornar o uso, e nisto a simples desintoxicação não é capaz de atingir seu êxito.

Por fim, unicamente a força de vontade é muito pouca para fazer com que pessoas deixem as drogas ou o álcool. Posso constatar esta afirmação por ter presenciado muito pessoas que demostram muita vontade em deixar o álcool seja por experiências negativas de meus pacientes, que após uma melhora fisicamente abandonam o tratamento, e algum motivo banal momentânea acabam recaindo.

A partir deste pensamento devemos compreender que dependência química é complexa e que de fato ela é uma doença que não há uma cura definitiva. O tratamento passa por uma preparação e fortalecimento do emocional para não haver a recaída.

E para esta prevenção da recaída quatro fatores são fundamentais como uma supervisão compulsória; a substituição por outras dependências (saudáveis) substitutas; novas relações de amor e por fim, o aumento da espiritualidade ou mesmo uma filiação em grupos de mutua ajuda.

Vou procurar sintetizar o porquê estes quatro fatores são fundamentais para uma prevenção as recaídas. Primeiro; uma pessoa que tem problemas de dependência referente ao álcool e outras drogas quando desejam parar e encontram pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades e são monitoradas e acompanhadas acabam encontrando formas de diblarem as compunções e ansiedade que se manifestam. Uma pessoa torna-se suporte a outra.

Em relação a substituição de dependências ( saudáveis ) colabora, pois, com a falta de drogas, álcool se abre um vazio que precisa ser preenchido com outros comportamentos que de certa forma irão competir com a droga, álcool.

Já na questão das relações de amor é fundamental entender porque são importantes, pois, abre uma nova perspectiva de vida sem a necessidade de se sentir culpado, não se sentindo devedor. Por fim, levar a pessoa ex dependente a evoluir na dimensão espiritual produzindo diminuição da culpa, aumentando da esperança moral e assim, consegue um substituto não farmacológico para o prazer produzido pela dependência.

Finalizando este artigo, diria que os grupos de mutua possui este fatores tão importantes para evitar a recaída, pois, neles há empatias entre os membros sendo companheiros de todas as horas e também uma pratica de freqüência nos grupos cresce ainda mais o vinculo de partilhamento que ultrapassa a sala de reuniões. É comum cada membro ter seu padrinho agindo como monitores compulsórios. Sabemos que maus hábitos, comportamentos devem ser substituídos por outros e certamente, o grupo de mutua ajuda caminham neste sentido que é ajudar, provocar e encorajar seus membros a buscarem novas atividades. Também procuram promover eventos que proporciona ao membro a cada vez substituir velhos comportamentos por novos outros saudáveis.

A conquista de novas amizades também é de fundamental importância e a relação afetuosa, pois de certa forma leva as pessoas que tem problemas com álcool e outras drogas a não se sentirem culpados com estas novas relações, proporcionando um aumento da auto estima e assim construir novos objetivos.

Por fim, a espiritualidade é algo que alivia o homem da culpa o levando a um aumento de sua responsabilidade enquanto pessoa, e isto, o promove a uma nova reflexão sobre a dimensão da vida e de sua responsabilidade nela.

Sendo assim, as reuniões de grupos como o AA e outros como NA proporciona para aquele que o busca como forma de tratamento encontrar nestes quatro requisitos básicos aços para se prevenir contra possíveis recaída. Certamente, são estes fatores que colaboram para que muitos aprovem e recomendem tais programas para pessoas que estão envolvidas ( dependentes ) a buscarem.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 24/09/2006 às 15h20
 
21/09/2006 10h50
O usuário é quem alimenta o tráfico e por conseqüência a violência.
Existem alguns bordões que são pejorativos e reducionistas, podendo soar muitas vezes preconceituosas. São colocações embora com determinados fundos de verdade, mas que de certa maneira desvirtua ou reduz algo que é muito complexo.

Pois bem, é sobre uma destas frases que gostaria de comentar. “O usuário é quem alimenta o trafico e por conseqüência a violência. ” Se partirmos do princípio que saber dirigir, ser habilitado e com o dinheiro ou facilidade para a compra de automóveis, poderíamos dizer que é o motorista que alimenta a indústria automobilística; se partimos do principio de que tendo consumidor de determinado produto, uma empresa se expande a frase acima é verdadeira. Se as pessoas não buscassem as drogas certamente não teríamos a venda delas. Por outro lado, poderíamos dizer que se determinadas drogas não fossem ilegais, não aumentaria a violência e nem o trafico, mas sim, os impostos e como resultado mais recursos para educação, saúde e tudo mais.

Por esta analise colocada por mim, dizer tal bordão “O usuário é quem alimenta o trafico e por conseqüência a violência.” é mais negativo que positivo na contribuição para debater o assunto. Existem vários contextos que proporciona as pessoas experimentarem as drogas, como existe vários fatores que levam as pessoas a tornarem se dependentes dela.

Poderíamos então dizer que a falta de assistência às famílias alimentam o consumo de drogas; as faltas de políticas públicas sociais alimentam o consumo de drogas; a falta de emprego; a falta de educação; a falta de espiritualidad; o acesso a elas Enfim, inúmeros fatores de ordem pública, social e pessoal alimentam o consumo aumentando o mercado de drogas desaguando em ns situações de violência.

Segundo meu pensamento, trabalhar no combate as drogas não é usar bordões pejorativos, reducionista ou preconceituosos, mas olhar o problema das drogas a nível educacional, pedagógico e com uma comunicação sobre o assunto que seja motivacional, informativo para que os adolescentes, os jovens possam sobressair ilesos durante o período que está propenso, susceptíveis ao experimento seja pela curiosidade, seja pelos fatores inerentes a faixa etária, ou por diversas outras circunstâncias.

Outro fato importante para colaborar no combate as drogas é de ordem familiar seja na formação sobre conhecimento deste tema bem como suas responsabilidades enquanto pais nos limites, no acompanhamento educacional dos filhos e nas estruturas emocionais da formação da personalidade com a inclusão de alguns princípios básicos na formação estrutural dos filhos.

Finalizando, com a evolução do conhecimento das causas, dos fatores que proporciona o uso de drogas devemos ser cuidadosos quanto aos termos usados para lidar e debater este tema. Precisamos tomar cuidado com determinadas semânticas usadas para abordar a custo que estigmatizarmos as pessoas, produzindo conceitos que embora não sejam falsas verdades, mas que podem produzir mais efeitos negativos que benéficos. Além de simplificar temas extremamente complexo.

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 21/09/2006 às 10h50
Página 19 de 25