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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
19/01/2007 16h44
Deixar o álcool as drogas é questão de vontade e admissão
Estava conversando com os recuperandos que estão na entidade para tratamento da dependência química. O tema que abordava era a iniciativa de tomada de atitude. Ninguém mais que um alcoólatra de muitos anos de bebida sabe melhor de sua dependência pelo álcool. São tantas promessas consigo mesmo que vai parar de beber; são tantas recaídas. Para alguns são tantos programas de mutua ajuda; são tantas internações clinicas e, no entanto, são tantas recaídas que dá uma real exatidão de sua dependência.

A solução para um inicio de tratamento é a consciência que está com um problema e que precisa de ajuda. É ter a consciência que o problema o qual se encontra a solução está na sua vontade em primeiro lugar. É ter consciência que tal problema certamente entre tantas situações negativas decorrerá com o óbito. É a partir destas consciências que deve iniciar um processo de tratamento e busca de solução. Não há mágica para uma pessoa vencer a dependência química. É necessário muito esforço, muita força de vontade e, cada dia matar um leão. É a certeza que é a vida da pessoa alcoólatra que está em jogo em primeiro lugar.

O que leva muitas pessoas a não saírem das drogas é a falta da admissão interior e publica que precisa de ajuda. É acreditar que para quando quiser, ou melhor, é a alto manipulação deste pensamento.

O fundamento necessário para iniciar um processo de tratamento é realmente uma parada; uma alta analise de sua vida. Uma reflexão do caminho o qual está seguindo e a partir daí dar uma guinada de direção. Não há até o momento uma afirmação cientifica que um dependente possa voltar a beber. Pode-se haver alguns casos raros de pessoas que bebiam compulsivamente que conseguiram equilibrar. A experiência dos grupos de mutua ajuda; a experiência da grande maioria dos profissionais de saúde, das entidades como comunidades terapêuticas é que, aqueles os quais tornaram alcoólatras ao primeiro inicio com o álcool voltarão beber compulsivamente. É importante dizer que esta experiência da recaída no primeiro gole está no processo da vida de todos os alcoólatras, isto é, estes próprios alcoólatras que fazem afirmações como estas, pelas suas experiências durante toda vida de ativa.

Finalizando, nem o melhor especialista; nem a melhor clinica; nem o pastor, o padre; nem o remédio mais potente pode levar uma pessoa a parar de beber desde que ele não queira. Desde que ele não passa pela reflexão do seu passado, do seu presente ou do seu futuro caso não pare ou procure ajuda. Esta reflexão inicia-se pela aceitação da impotência diante a droga, o álcool. Não se enfrenta um leão sem armas, o que fazemos é desviar-se dele; é fugir-se dele. Assim, o alcoólatra somente vence o álcool não fazendo o uso.

Infelizmente, o que vemos constantemente ocorrer são dependentes químicos (alcoólatras) usando das paradas estratégicas – aquelas que a pessoa dá um tempo por alguma circunstância que geralmente é a saúde. Mesmo estas paradas sendo paliativas e sem uma real convicção de deixar a bebida, as drogas de certa forma colaboram no processo de conscientização para um futuro.

Ataíde Lemos; autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 19/01/2007 às 16h44
 
14/01/2007 09h56
PVFSD – Entrevistas
Entrevistado: Pastor Prof. Roberto Wagner A. Ferreira, presidente da Comunidade Terapêutica Jeová Shalon (Cruz de Carvalho).

O programa Viva Feliz Sem Drogas neste domingo ( 14/01/2007 ) entrevistou o Pastor prof. Roberto Wagner presidente da Comunidade Jeová Shalon, também conhecida como Comunidade Terapêutica Cruz de Carvalho. Este ano a entidade completa nove anos de existência atendendo para tratamento pessoas com problema de álcool e outras droga. A entrevista teve como objetivo um balanço; uma comparação entre a realidade passada e a realidade atual neste campo (drogas) tanto a nível nacional, quanto local.

Segundo Pastor Roberto, quanto ao conhecimento e aprendizado sobre este assunto é muito amplo. Quando inicio-se a entidade o conhecimento era quase nenhum sobre o aspecto da dependência química, então sobre o angulo do conhecimento é algo muito significativo. Em relação ao que mudou a sociedade durante este período poderia dizer nada, ou melhor, quase nada. Este tema ainda é um tabu e o que se vê hoje ainda é famílias se esconderem o problem; são os adolescentes cada vez mais cedo entrando nas drogas, e ainda há aquele retardamento na procura de tratamento. Isto é, quando as famílias e os dependentes procuram ajuda estão no "fundo do poço". Infelizmente, esta é uma situação que não mudou neste período de quase uma década.

Outra analise feita está em relação a prevenção a nível educacional deste período, quase nada mudou. Há muitos projetos, porém, todos mantem-se apenas no papel. Inclusive há uma Lei estadual obrigando a Educação criar no currículo escolar disciplinas intra-curriculares sobre o tema drogas, no entanto, nunca se colocou em pratica, o que há, são entidades que fazem pequenas palestras visando arrecadar recurso para suas despesas e instituições. Não há também por parte do estado cursos de capacitação visando o aprendizado dos educadores (professores). Sendo assim, muitos agem com total ignorância e ainda cheios de preconceitos e medos das pessoas usuárias de drogas.

Pastor Roberto Wagner lamentou o descaso que a sociedade local e os órgãos públicos dão tanto para a instituição Jeová Shalon (Cruz de Carvalho) bem como para nós diretores fundadores (Ataíde, Pr. Roberto). É triste saber que mesmo a entidade há quase uma década realizar um trabalho tão importante social em Ouro Fino; ter como clientela os moradores de rua e os mais pobres, dando tratamento sem custo financeiro a nenhum destes. Pessoas estas que na maioria são encaminhados pelos órgão públicos, mesmo assim, haver uma total indiferença aos nossos trabalhos. É comum vivermos rodeados de criticas, não sermos convidados aos projetos sociais, etc... Enfim, sermos ignorado por grande parte das organizações não governamentais e governamentais locais, sendo lembrado apenas na necessidade de internação de algum indigente, ou pessoa problemática que esteja enfeiando a cidade por morarem na rua. Porém, como contraponto se alegra (Pr. Roberto) ao sermos reconhecido a nível nacional devido a inúmeros contatos que temos através de convites para palestras e livros publicados por nós e vendidos através da internet.

Mesmo diante esta critica ressaltou que algumas pessoas nos ajuda por meio de mercadores, açougueiros e mesmo a prefeitura que dá esta contribuição com cestas básicas, pois sem está contribuição seria impossível a entidade existir, porém, dos órgãos públicos é muito pouco em relação serviço prestado pela entidade à eles. A instituição tem suas despesas rotineiras que devem ser saldadas todo mês. Enfim, a entidade sobrevive de alimentos, mas também de recursos financeiros.

Pastor prof. Roberto finalizou o programa repetindo uma frase que no inicio sempre falávamos entre nós quando criamos a entidade em Ouro Fino: “A entidade esta engatinhando, mas vai vencer, hoje digo, estamos vencendo, mas continuamos engatinhando”.

Esta foi a entrevista dada pelo Pr. Prof. Roberto Wagner, presidente da entidade Jeová Shalon (Cruz de Carvalho). Uma analise da realidade das drogas hoje a nível social, cultural, bem como os desafios enfrentados pela entidade e seus diretores a nível local.

Ataíde Lemos, autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 14/01/2007 às 09h56
 
09/01/2007 19h37
Viva Feliz sem Drogas – Depoimento de um ex usuário de drogas.
O programa Viva Feliz Sem Drogas deste domingo, entrevistou um jovem de 24 anos que se envolveu com drogas. Iniciou nas drogas ainda adolescente com 15 anos.

De origem pobre, durante 3 anos morou nas ruas de Belo Horizonte, abandonado pela família, dos 18 aos 20 anos morou em São Paulo. Hoje é um jovem recuperado, atua numa igreja evangélica como obreiro, porém, ainda há muitas coisas à serem conquistados como estudar, arrumar um emprego, construir uma família.

Para preservar sua identidade, vou chamá-lo de pingo para suas falas.

VFSD – Primeiramente, gostaria que você falasse como foi sua infância.

Pingo: Bem, Ataíde eu fui um adolescente, um jovem criado sem pai, não fui registrado no nome de meu pai. Minha mãe arrumou um moço pra morar com ela. Minha infância foi meio conturbada, porque nossa família era muito pobre, não tínhamos casa própria, morávamos de aluguel, vivíamos de um lugar para o outro até que um dia ela encontrou este moço. Ele a ajudou bastante, só que ele não se dava comigo (ele não gostava de mim).

Então, certa vez ele disse a minha mãe que teria que escolher; ou ficar comigo, ou escolher ficar com ele – minha mãe tem, eu e mais 5 irmãos. Como não teria como sustentar os outros irmãos ela acabou ficando com ele. Então com doze anos fui morar na rua. Morei três anos nas ruas em Belo Horizonte sofrendo, passando necessidades, fome, não tinha lugar de dormir. As pessoas têm medo de ajudar o pessoal que estão na rua. Eu sofri bastante.

VFSD – Como você iniciou nas drogas?

Pingo: Como te disse morei três anos na rua, então, quando estava com quinze anos, comecei a andar com uma turminha e ela me apresentou a maconha. De inicio não queria entrar, porem meus colegas começavam a falar; qual é! Você não é homem! Você tem medo! Você é um careta! Então, quis provar para eles que era homem – é o que leva muitos jovens entrar nas drogas, este contexto que os traficantes e usuários tem para poder conseguir mais um para o lado das drogas. Costumam dizer; se você não fumar não é homem; não vai mais participar do nosso grupo. Então com quinze anos comecei a usar a maconha, só que não fiquei só na maconha. Viciei tão rápido que comecei a fazer pequenos furtos nos supermercados da região para poder sustentar meu vicio, pois, ainda morava na rua e não tinha dinheiro para sustentar o uso da maconha. Quando estava com 17 anos comecei a fazer uso de ckac – mesclava maconha com ckac Fui aprofundando cada vez mais no ckac, até que um dia tive contato com um traficante que disse à mim que como não tinha dinheiro para manter o vicio ele ia colocar uma quantidade de drogas nas minhas mãos e revender para ele, teria meu lucro. Só que eu não pegava meu lucro em dinheiro e sim em produto. Foi desta forma que conheci as drogas e me aprofundei nela.

VFSD – Você aprofundou muito nas drogas?

Pingo – Eu tive um momento de ação muito grande, pois, como morava na rua, acabei indo eu e um de irmão morar numa favela em São Paulo. Este meu irmão no final de novembro agora foi assassinado na cidade de Igarapé devido a dividas de drogas.

VFSD – Como você conseguiu sair deste mundo tanto das drogas quando do trafico?

Pingo – Para sair das drogas tive que voltar de São Paulo para Belo Horizonte, pois, por medo de ser morto sai de São Paulo a pé sem rumo, inclusive fiquei perdido na Fernão Dias. Isto deve fazer uns cinco anos atrás, nesta ocasião passei por Ouro Fino e fui parar no albergue aqui da cidade. Um moço que trabalhava lá me arrumou um dinheiro para chegar até minha cidade e então, comecei a procurar caminhos para sair das drogas, pois, estava num lamaçal, no fundo do poço; havia emagrecido muito; totalmente desacreditado pela sociedade, não conseguia serviço. Então, resolvi pelas minhas próprias forças parar de usar, só que não conseguia. Foi quando conheci pessoas que me apresentava centros de apoio. Comecei a participar de reuniões em centro de apoio, grupos de jovens de igrejas, fui fazendo novas amizades e as pessoas me ajudando.

VFSD – Qual a mensagem que você deixa a todos que estão ouvindo o programa?

Pingo – A mensagem que deixo aos ouvintes que infelizmente estão neste caminho é para vocês mães não desesperarem, não coloquem seus filhos para rua, porque nestes momentos eles precisam de ajuda, e aqueles que mais podem ajudar são os pais. Então, vocês precisam estar ajudando, dando força e, sobretudo confiando em Deus.

VFSD – Estas foram às colocações feitas por um jovem de 24 anos, que ainda está na continuidade da luta para vencer as drogas e que disponibilizou o tempo, deixou de lado a vergonha, o medo para vir trazer esta mensagem a todos os ouvintes do programa como aos internaltas.

ATAÍDE LEMOS
Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 09/01/2007 às 19h37
 
30/12/2006 14h20
Retrospectiva de 2006 do Programa Viva Feliz sem Drogas
Neste ultimo programa de 2006, o programa Viva Feliz Sem Drogas vai fazer uma retrospectiva das matérias mais importante que foram abordados durante este ano que se finda.

Janeiro; iniciou-se uma serie de entrevista sobre o álcool, tivemos o prazer de entrevistar o médico gastrointerologista Dr. André Baganha, o qual fez abordagem sobre as doenças decorrentes do álcool. Dr. André Baganha comentou que existem varias formas de alcoolismo. Há aqueles de final de semana; o de uso contínuo. Mas, independente daquele que faça uso abusivo de álcool seja alcoólatra ou não, podem adquirir tais doenças e comprometer seus órgãos provocando doenças como pancreatite, cirrose ou desencadear outras doenças. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1087

Fevereiro o mês foi dedicado a discussão sobre prevenção a nível de escolar. O programa fez entrevistas com várias autoridades de ensino. Como o professor Roberto Wagner, presidente da Comunidade Jeová Shalon ( Comunidade Terapeútica ); primeiro presidente do COMAD – Conselho Municipal Antidrogas – OF. Sua entrevista se deu mais sobre a realidade do ensino quanto aos programas e projetos na área educacional, a educação preventiva das drogas na escola. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1145

Também em fevereiro o programa entrevistou o Sargento Paulo da PM-MG que falou sobre o programa realizado pela Policia Militar o PROERD, que atua com os alunos de 4ª série. Sargento Paulo falou como é a metodologia e a dinâmica usada com os alunos que certamente cria uma amizade entre instituição militar e a sociedade. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1176

Em fevereiro foi realizado em Varginha a Pré Conferencia Estadual sobre álcool e outras drogas, onde foram feitas propostas para a II Conferencia Estadual de Minas Gerais que seria realizada em abril de 2006. Nesta pré-conferencia tivemos juntamente com o prof. Roberto Wagner e a ex-secretaria da Educação Célia Butti a felicidade de sermos contemplados com propostas aprovadas as quais foram levadas a II Conferencia Estadual. Fomos constituídos delegados para representar a região na Conferencia Estadual. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1185

Março o programa Viva Feliz Sem Drogas iniciou o mês tendo oportunidade de entrevistar a secretaria municipal da educação a professora Maria Angélica Benedita Maciel, trazendo aos ouvintes do município, os trabalhos e projetos realizados na educação municipal na área educacional visando capacitação dos professores quanto ao tema drogas, bem como os projetos pedagógicos para os alunos da rede publica municipal. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1210

Em Abril o programa entrevistou o presidente da Fundação Assistencial Educacional Jose Ruffo Bernardes, Marcos Gerola Falaguasca, para falar sobre os objetivos da entidade e esclarecer duvidas que ocorreram na cidade de Ouro Fino, quanto a necessidade ou não da instituição.
http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1249

Ainda em abril ocorreu em Minas Gerais a II Conferencia Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas cujo tema foi: “Responsabilidade Compartilhada”.
Evento que contou com a participação de representantes do poder público federal, estaduais e municipais, representante da sociedade civil por meio de organizações não governamentais que atuam na prevenção, tratamento e reinserção social. Através de palestras e debates e propostas já ocorrida nas Pre-Conferencias se deu todo evento. Depois de discutidas as propostas foram selecionadas cinqüenta delas (50), para que a plenária pudessem aprová-las ou não.Durante o evento, tive a oportunidade de entrevistar duas autoridades, o secretário nacional Antidrogas (SENAD Paulo Roberto Yog Miranda Uchôa e o secretário da Subsecretária Antidrogas de Minas Gerais o Dr. Cloves Eduardo Benevides. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1273

Em junho o programa Viva Feliz Sem Drogas teve como entrevistado o medico ortopedista Dr. Mauricio Lemes de Carvalho que desenvolveu o tema tabagismo. O cigarro uma das drogas químicas que atinge um número expressivo da população mundial, responsável por inúmeras doenças bem como responsável pelo grande número de óbitos. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=1729

Em junho ocorreu a semana nacional antidrogas com vários eventos por todo o país, estado e também em nosso município, tivemos a participação no programa Viva Feliz Sem Drogas a presidente (Luzia) e a secretaria (Laudicéia) do COMAD – OF que falou sobre os eventos da Semana Antidrogas em Ouro Fino.

Durante todo mês de julho o programa Viva Feliz Sem Drogas dedicou sobre a automedicação e assim, pode abordar o tema por três profissionais da área da Saúde. Cada um colocou as realidades sobre a auto medicação segundo área especifica. Primeiramente, tivemos a farmacêutica Ariadna Castro Monteiro que abordou sobre a venda de medicamentos nas farmácias e a cultura que existe e ainda insiste em continuar da venda por estes estabelecimentos. Também tivemos a presença do médico Dr. Mauricio Lemes de Carvalho que trouxe informações relevantes sobre o perigo da auto medicação e, também levantou a questão da cultura da sociedade em automedicar-se. Por fim, tivemos o psicólogo Marcos V. N. Siqueira que abordou os efeitos dos medicamentos chamados psicotropicos (aqueles que atuam diretamente no sistema nervoso central), que pode ocasionar diversos danos psiquiátricos e de dependencia caso sejam usados de forma desorganizada e sem um acompanhamento clinico. Ressaltou o grande consumo de tais medicamentos pela sociedade.
Entrevista Ariadne; http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=2052
Entrevista Dr. Mauricio; http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=2106
Entr. Psic.. Marcos V. http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=2166


O programa Viva Feliz Sem Drogas durante o mês de agosto e setembro abordou mais uma vez a questão do álcool, enfatizando o tratamento feito pelos grupos de mutua ajuda, a importância deste tipo de tratamento que sem duvida até o momento tem sido aquele que mais êxito tem obtido devido a metodologia empregada.

Durante o mês de novembro o programa se dedicou a falar da nova lei sobre drogas que entrou em vigor final do ano. Tivemos a presença do comandante da PM de Ouro Fino, o Capitão Dantas que pode esclarecer os ouvintes sobre os novos procedimentos empregados pela PM para à execução da nova lei. Também entrevistamos o presidente da OAB de Ouro Fino Dr. Octavio de Miranda Junqueira, onde abordou a nova lei sobre drogas citando seus avanços, a nova concepção que ela cria sobre as drogas no que tange a ordem jurídica. Porém, também levantou algumas duvidas não bem explicada na lei, mas que será sanada somente com o tempo. Entrevista Comte. Capitão Dantas http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=3075
Presidente OAB – OF http://www.ataide.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=3141

Esta foi a retrospectiva dos temas que o programa Viva Feliz Sem Drogas, realizou durante o ano de 2006. Esperamos o próximo ano levar a todos os ouvintes do programa Viva Feliz Sem Drogas muitas informações. Esta é nossa proposta. Venha fazer conosco este programa.

Ataíde Lemos: autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 30/12/2006 às 14h20
 
26/11/2006 14h21
Limites entre uso habitual e dependência
Quero falar sobre o limite divisório entre usuário e estado de dependência química. Há algumas correntes de pensamentos que pensam diferentemente em relação há estes estágios. Sendo assim, uns minimizam o problema da dependência química sensivelmente, já outros, pelo contrario, acabam exagerando alarmando a questão.

Quero expor meu pensamento sobre este tema. É importante que saibamos que a manifestação da dependência química inicia com a dependência psicológica. Há drogas que somente provocam dependência psicológica não causando a física. É complexo delinear o avanço da dependência psicológica em seu estagio inicial. Sendo possível somente quando é visivelmente visualizada externamente. Então, para definir o grau de dependência psicológica é necessário estar atento às alternâncias do estado de comportamento. Há alguns fatores que serve para uma analise do próprio usuário quanto às mudanças comportamentais.

O próprio usuário pode fazer as seguintes perguntas respondendo tão honestamente quanto puder.

1 - Você alguma vez já perdeu de tempo de trabalho devido ao uso de drogas?
2 – O uso de drogas tem alterado a sua vida familiar?
3 - Você se droga para sentir-se melhor quando está na presença de outras pessoas?
4 – Drogar-se da maneira que você está se drogando está afetando de alguma maneira a sua reputação?
5 - Depois de se drogar sente algum tipo de culpa ou remorso?
6 - Chegou a ter alguma dificuldade financeira como resultado das drogas?
7 - Você freqüenta ou já freqüentou um ambiente inferior ao seu habitual para estar junto de outros companheiros para se drogar?
8 - Descuidou-se em algum momento do bem estar de sua família por estar envolvido com drogas?
9 - Você deseja uma determinada droga em algum momento definido do dia?
10 – A droga diminui a sua eficiência no trabalho?
11 – Drogar-se, em algum momento colocou em risco o seu trabalho ou o seu negócio?
12 - Você se droga para enfrentar preocupações ou dificuldades?
13 - Você se droga sozinho?
14 - Você alguma vez teve perda completa de memória como resultado de se drogar?
15 - Você alguma vez procurou o seu médico por problemas relacionados à drogas?
16 - Você se droga para construir ou afirmar sua autoconfiança?
17 - Você alguma vez foi a um hospital ou instituição por devido a um problema relacionado ao uso de drogas?

Evidentemente, estes fatores de analise por parte daquele que está fazendo uso de drogas devem ser analisados pelo conjunto, isto é, quanto mais a pessoa se identifica com maior número das indagações acima, maior o nível de dependência e assim maiores cuidados.

Estas perguntas não se relacionam somente as drogas ilícitas, mas como também a dependência do álcool, porem, evidentemente o álcool há também a acentuação da dependência física. Sendo assim, acredito que independente o diagnostico do profissional, uma simples, mais criteriosa e honesta avaliação do usuário de drogas já é capaz de identificar o estagio, e a partir daí atentar para os cuidados com a saúde, procurando meios para estacionar os problemas ou caso se encontre em estágios mais avançados buscar tratamento mais específicos.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 26/11/2006 às 14h21
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