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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
19/03/2007 13h08
Diferenças entre dependente de álcool e outras drogas
Costumo sempre dizer que o alcoólatra tem mais dificuldade em sair do álcool do que o dependente de drogas químicas, e vejo isto ocorrer por vários fatores, entre eles a questão do tempo de uso; o álcool ser uma droga aparentemente mais lenta para criar a dependência – embora acredite que sua dependência psicológica é mais rápida, porém não é dado conta pelo usuário.

O que observamos é que, há o inicio muito cedo no álcool que é devido a facilidade de acesso; o álcool ser uma droga social e muito consumida acaba passando desapercebido pelos pais; não tem uma fiscalização pelos órgãos públicos. Enfim, uma droga inserida culturalmente na sociedade que de certa maneira leva a negligencia do estado.

Pois bem, como se inicia a beber cedo, a dependência biológica é lenta, e é uma droga social isto leva o usuário a se construir sobre seus efeitos tanto no seu organismo como no seu psíquico. Isto proporciona ao dependente de álcool na fase adulta ter sua estrutura emocional e traços de personalidade formada sobre o efeito do álcool que de algum modo, esta personalidade é inserida em seu caráter. Sendo assim, o tratamento acaba sendo complexo devido tanto a dependência biológica e psíquica como a dificuldade de viver sem o álcool por este ( álcool ) estar inserido no contesto Existencial do alcoólatra. É comum as pessoas que tem problemas com álcool buscar tratamento aos 40 anos, faixa etária que está completamente comprometido com a dependência.

Este meu artigo não é baseado em dados científicos ou pesquisas, é um pensamento a partir de uma constatação por atender alcoólatras e de outras drogas e vendo as dificuldades em o alcoólatra adaptar ao tratamento. Os alcoólatras têm comportamentos distintos dos dependentes de outras drogas. É bem verdade que a faixa etária acaba também sendo um fator de comportamentos diferentes entre ambos, no entanto, é nítido perceber a dificuldade do alcoólatra aceitar um tratamento, não porque não quer, mas pela sua própria personalidade e a dificuldade em inserir no programa de corpo e alma.

Já os dependentes de outras drogas como cocaína, ckak entre outras, mesmo iniciando na adolescência estas drogas ainda não fazem parte de um contexto cultural da sociedade; são drogas ilícitas, sendo assim, não é uma droga que se consome em grande escala (mesmo que cada vez seu acesso seja fácil). A dependência biológica e psicológica pode ser percebida pelo usuário com certa rapidez e por fim, as conseqüências sociais são em proporção muito superior ao álcool. Tudo isto, leva o usuário dependente a procurar tratamento logo, colaborando para não criar traços de personalidade no usuário dificultando seu tratamento.

Finalizo com uma seguinte comparação para ilustrar e resumir o artigo. Se colocar um sapo numa chapa quente, imediatamente ele pula pelo calor. Porem, se colocar um sapo numa chapa fria e ir aquecendo aos poucos ele morre sem sair, pois fica imobilizado. É neste sentido que procuro dizer da dificuldade e das diferenças entre estes dois tipos de dependência; álcool e outras drogas. Sendo assim, a dependência do álcool exige muita vontade para conseguir se libertar. Enfim, é necessária esta conscientização da dificuldade.



Ataíde Lemos; autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 19/03/2007 às 13h08
 
16/03/2007 18h34
O Ser que há por trás da dependência química
Quando atuamos trabalhando com pessoas que tem problemas com álcool ou outras drogas ficamos sensíveis ao tema e ao vermos determinadas pessoas se destruindo na dependência sentimos um apertar na alma, principalmente quando este é uma pessoa boa e que infelizmente está auto se destruindo e não se dá conta disto ou mesmo dando conta, não consegue sair.

É comum ao trabalhar no tratamento da dependência química termos um perfil mais apurado dos recuperandos e também poder conhecer de maneira mais próxima sua personalidade, suas sensibilidades. Por fim, descobrir a pessoa maravilhosa que é, mas que a doença da dependência esconde. Certamente, isto acaba sempre nos motivando a continuar nesta luta (ajudar estas pessoas) mesmo que saibamos que é uma difícil tarefa, pela falta de estimulo da sociedade em colaborar de um modo geral.

Queria citar dois casos como exemplos entre tantos que acabam nos levando a carregar pedras ou beijar a pedra por causa do santo.

Certa vez fomos procurados por um amigo para internamos um alcoólatra que já estava morando na rua, pois toda sua família já havia abandonado. Esta pessoa era um motorista profissional carteira D, açougueiro de qualidade e trabalhava num supermercado. Porém sua doença teve uma progressão tamanha que infelizmente perdeu o emprego chegando ao ponto de ser morador de rua.

Foi uma convivência com este recuperando por mais de 2 anos na entidade. Durante este período houve algumas recaídas e o acolhemos sempre por vários motivos. Um deles é que, a recaída faz parte do processo, outra é que suas recaídas sempre foram circunstanciais, era notório perceber que esta pessoa travava uma luta contra a doença. E por fim, era uma pessoa de grandes valores intrínsecos dentro de sua personalidade. Hoje ele se encontra recuperado, casou novamente. Enfim, reconstruí sua vida.

O outro exemplo é de uma pessoa de uma família muito rica, como ele era também mesmo já dependente. Era casado, tem uma filha que se formou médica. A doença atingiu um estado tão elevado que ele foi perdendo tudo; a esposa o deixou, a família (irmãos) o abandonou por se cansarem de ajudá-lo. Quando nos procurou morava numa casinha de dois cômodos com sua ex amante que o assumiu como marido mesmo ele num estado elevado do alcoolismo.

Este, nosso convívio na entidade não chegou 30 dias de internação, porém mesmo sendo um período rápido deu para conhecê-lo e ver a pessoa maravilhosa que mantinha escondida pelo alcoolismo. Perdeu todos os bens, a família (ex esposa, irmãos) até mesmo a filha, pois durante o tempo que esteve conosco nenhum de seus familiares entrou em contato para saber como ele estava, se precisava de algo. Foi sua ex amante (agora esposa) que o levou para interná-lo e sempre manteve atenta ao seu tratamento. Hoje este homem encontra-se recuperado, feliz. Como é uma pessoa muito inteligente e com tino aos negócios está novamente recuperando-se financeiramente.

Estes dois exemplos citados foram alguns que tiveram resultados positivos, porém há inúmeros que infelizmente não tiveram o mesmo final. Muitos que partilharam conosco parte de suas vidas estando em tratamentos mesmo sendo estas pessoas de grande sensibilidade, de grandes valores não conseguiram vencer o álcool ou outras drogas. Uns ainda tentam recuperar, outros se entregaram a dependência ou já morreram.

Finalizando, o sentido deste texto é provocar uma reflexão; atrás de uma dependência seja do álcool, seja de outras drogas; independente seja um adolescente, um adulto ou já idoso existe um Ser que merece a atenção e a oportunidade; somente é preciso que cada um de nós estendamos nossas mãos para eles. É uma experiência que certamente, leva quem atua nesta área um crescimento emocional, espiritual sem proporção.

Ataide Lemos
Autor dos livros
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 16/03/2007 às 18h34
 
03/03/2007 11h45
Legalização x não legalização das drogas
O problema da legalização das drogas é sempre um debate acalorado por aqueles que a defendem, bem como por aqueles que são contra. A sociedade brasileira em quase sua totalidade é contra.

Poderíamos colocar 10 pontos distintos como argumentos na justificação da não legalização das drogas como:

1. Temos um grande exemplo das drogas legalizadas onde há varias leis que restringem sua comercialização como, por exemplo, o álcool e o tabaco. No entanto, sabemos que não há fiscalização e os adolescentes usam normalmente sem o menor problema.

2. O Brasil é um país continental, isto é, há vários brasis dentro do Brasil e assim, vemos que grandes partes das leis são inaplicáveis. Somos um país de varias culturas, de enorme diferenças de desenvolvimento cultural e social. Exemplo, enquanto há leis que exigem uma serie de normas para os transportadores de alunos, em determinados lugares no país as crianças tem como locomoção tratores para irem às escolas e sem as mínimas condições de segurança.

3. Temos uma policia corrupta e que se vende por pouco. Ainda é preciso dizer que ao mesmo tempo em que o comercio ilegal das drogas provoca violência, não se pode dizer que com a liberação do consumo irá diminuí-la, porque grande parte da violência se dá pelo efeito delas. Novamente podemos falar sobre as drogas legalizadas. Grande numero de homicídios, violência domestica é cometido sofre efeito do álcool

4. As drogas provocam um enorme estrago no individuo tanto de ordem biológica, psicológica e social, independente ela seja legalizada ou não.

5. A dependência química provoca uma desestruturação social e de ordem familiar sem proporção.

6. A legalização das drogas não impede o comercio ilegal delas. Temos exemplos neste sentido, um deles é a pirataria. Todos sabem que os produtos piratas são vendidos em escala de quase noventa por cento em relação aos originais.

7. Hoje sabemos que os maiores índices de dependência está relacionado às drogas lícitas como o álcool e o cigarro. Certamente, o fácil acesso leva ao maior consumo.

8. Mesmo sabendo que há um grande consumo das drogas ilícitas, ainda não há um descontrole. Exemplo, mais de 90 % da sociedade consome álcool, no entanto, nem 8% da sociedade consomem a droga ilícita mais consumida como a maconha. Neste sentido, não há um consumo incontrolável capaz de levantar uma discussão de legalização.

9. O custo em relação ao beneficio de uma legalização é disparadamente desproporcional

10. O índice de consumo de drogas varia de região por região. Isto é, embora seja uma situação preocupante o problema das drogas são localizados. Não se pode haver uma lei geral para situações diferentes. Porque está lei pode criar situações antagônicas.

Pois bem, vejo que parte dos argumentos de autoridades a favor da legalização as drogas se dá pelo desespero, pela emoção. É na verdade, um pensamento que vem pela falta de controle. Isto acaba gerando um clima de achar que se abrir mão de determinada situação pode-se resolver. É como aquele pai que dá um castigo para o filho proibindo de brincar tal dia por uma arte feita, ai o filho na fica na cabeça do pai; quero brincar, quero brincar e o pai para se ver livre daquele filho falando na cabeça acaba cedendo a vontade da criança.

Tivemos um caso recente no cenário nacional que de certa forma pode ser comparado. Diante o crime bárbaro praticado por um adolescente a sociedade pedia a redução da maioridade penal. No entanto, as autoridades agiram com maturidade em não ceder a pressão, por varias analises que muitas vezes no auge da emoção acaba sendo despercebido.

A questão da legalização das drogas também passa por este grande debate e reflexão, porem, uma reflexão profunda entre o custo e beneficio de uma lei que se pede no auge de uma emoção e de uma falta de estrutura do estado para que possa atuar sistematicamente tanto na diminuição da demanda como na repressão ao trafico.

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 03/03/2007 às 11h45
 
11/02/2007 09h47
Porque é difícil o tratamento da dependência química
Muitos fatores levam pessoas consumirem drogas. Entre tantos há grande parte destes (fatores) estão ligados a mecanismos de defesa para superar dores interiores, sentimentos de rejeição, complexos de inferioridades, timidez...

Todos nós usamos muitos artifícios para superar estes tipos de sentimentos até mesmo fazendo uso de algumas substancias químicas como café, cigarro e bebidas. Enfim, todos nós usamos de meios para minimizar a dor, o sentimento ou fugir emocionalmente de problemas psicológicos.

Certamente, quando estamos com uma determinada dor, buscamos um medicamento e se este resolver o problema, sempre quando estivermos com o mesmo sintoma recorreremos a ele. Desta forma ele resolverá as conseqüências, mas pode não resolver a causa.

Desta mesma maneira ocorre no caso das substancias químicas (drogas e álcool), se ao ser ingerido ele anestesia, resolve (ilusoriamente) as emoções, sempre será recorrido quando houver a necessidade dela. Pois bem, a diferença é que, para uns estas drogas, álcool não passará de momento e circunstâncias, já para outros estas drogas terão efeitos profundo de reação biológica e emocional levando o individuo a torna-se dependente, e quando estas pessoas se dão conta estão completamente comprometidas com a doença que não conseguem sair.

A dependência é um estado complicado, pois, a pessoa se encontra dependente tanto psicológica quanto biológica ocorrendo reações psicossomáticas que leva o individuo a fazer uso da droga e/ou álcool sintomaticamente e a partir deste uso há uma compulsão onde a pessoa não consegue controlar. O grande problema da droga para o usuário além dos efeitos colaterais está na compulsividade e na falta de controle de uso.

Desta maneira as possibilidade de trabalhar a drogadição é o auto conhecimento tanto emocional quanto dos efeitos das substancias psicoativas para assim, não fazer o uso delas, ou caso faça, estar atento para saber quando ela passou de apenas uma droga consumida e está consumindo quem faz o uso.

Porem, surge um grande obstáculo para este auto conhecimento das sustâncias do emocional que é a idade em que se inicia nas drogas. Infelizmente, este processo de inicialização é em uma idade precoce, de formação emocional, de conflitos psicológicos, de descobertas biológicas. É uma idade que favorece o consumo e, por conseguinte ajuda na construção de traços de personalidades.

Vejo como barreira principal a drogadição a idade em que as pessoas iniciam nelas. Como no passado o álcool era consumido já entre os 8, 9, 10 anos, da mesma forma as drogas químicas é iniciada pelos adolescentes entre a faixa dos 12, 13, 14, 15 anos e é tratado quando este se encontra entre os 23, 24, 25, afora. Enfim, estes jovens estão completamente comprometidos na dependência.

Finalizando, fica a grande interrogação: como resolver esta questão? Somente pela educação e família. Estas, no meu entender, são as únicas alternativas capaz de antecipar-se da droga, ou mesmo da instalação da dependência química.

Ataíde Lemos, autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 11/02/2007 às 09h47
 
09/02/2007 19h07
Eliminar os sentimentos nocivos por meio do perdão.
Muitas vezes não é difícil identificar em nós sentimentos nocivos que são auto destrutivos, porém, quando não estamos bem emocionalmente ou com certos ressentimentos procuramos alimentar tais sentimentos levando-nos á comportamentos destrutivos. Desta maneira ficamos cultivando dores, ressentimentos e traumas ao longo da vida. Infelizmente, para muitos estes tais sentimentos são alimentos para sua vida.

Quando resolvemos fazer um inventario de nossa vida, temos que estar preparados não somente para identificar e conhecermos, mas, sobretudo, estar dispostos às mudanças, pois sem esta disponibilidade de mudar de nada adianta identificarmos nossos sentimentos e dores.

A vida é construída de pequenos e grandes detalhes ao longo dela, e é eles que são responsáveis pelo que somos. É importante também entendermos que são nossas atitudes e nossos comportamentos que afasta ou nos aproxima das pessoas. Certamente, a característica da dependência química acaba causando muitos transtornos de ordem social e familiares sendo assim, estes transtornos levam a se criar ressentimentos tanto dos que são usuários ou de familiares para com eles (usuários). Desta maneira para que o inventário seja bem feito e haja uma reparação de fato é fundamental reconhecer que precisa iniciar um processo profundo de perdão.

Um grande passo à se dar em direção ao perdão, primeiramente, é reconhecer que muito dos ressentimentos causados e que cria um estado negativo emocional é fruto da dependência. Partindo deste principio deve-se colocar diante de si mesmo, do outro e do Poder Superior e a partir daí procurar reparar reconhecendo estas falhas e abrir o coração ao perdão.

Para que a busca da sobriedade possa trazer a pessoa melhor qualidade de vida; trazer não somente a sobriedade, mas uma nova vida é fundamental se reconhecer quem é, e abrir os sentimentos iniciando uma nova perspectiva de vida.

O que leva muitas pessoas recaírem e viverem de recaídas em recaídas, não é somente a ansiedade provocada por uma identidade inconsciente do tempo da adicção, mas um vazio que a falta da droga proporciona. Este vazio torna-se insuportável quando não se preenche com outras atividades, com uma transformação de vida. Este vazio se torna insuportável quando de fato não há novos horizontes e perspectiva de vida. Para que ocorra este novo horizonte, esta transformação é preciso abrir mão de vários sentimentos, ressentimentos que sempre é uma barreira para a mudança.

Para que o homem possa caminhar para um novo despertar precisa se sentir livre e para isto precisa se conhecer para até mesmo controlar suas emoções e não permitir que determinados situações emocionais ou comportamentais criem condições para reabrir o vazio e assim, ficar propicio a recaídas.

Ataide Lemos, autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas
Publicado por Ataíde Lemos
em 09/02/2007 às 19h07
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