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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
05/11/2007 19h41
Drogas um caos social

            Durante dias as televisões em seus noticiários vêm dando destaque sobre as festas rave e o consumo de drogas que nestes eventos ocorrem.  Certamente, este destaque é devido a morte de um jovem classe média.  Parece-me que são as classes A e B que mais freqüentam estes tipos  de eventos.

            É lamentável ver imagens como aquelas, embora nós que atuamos nesta área estamos acostumados ver cenas chocantes todos os momentos, não tanto com jovens classe média, mais jovens pobres que a televisão mostra, no entanto, com conteúdos opostos. 
 
            Realmente, a droga é o grande caos social que tem destruído não apenas os jovens, mas suas famílias a sociedade de um modo geral. Sem aqui entrar muito no tema por ser abrangente, não podemos também deixar de dizer que muitos jovens que são usuários de drogas da classe A e B e que são dependentes sem assumir, serão profissionais da saúde, professores... Enfim, os profissionais que vão cuidar da saúde, da educação, da segurança de nossos filhos e netos.  Quem não cuida dos adolescentes, dos jovens de hoje terão esta sociedade no amanhã.
 

             Um adolescente pobre para manter seu consumo de drogas furta, rouba, prostitui, age como avião (aquele que repassa drogas). Certamente, estes meios os levam para cadeia e o faz passar sua vida atrás das grades, ou adquirirem doenças como AIDS, hepatite e logo tem suas vidas ceifadas. Penso que grandes partes dos usuários, dependentes pobres não chegam aos 30, 40 anos. No entanto, os classe A e B, ocorre o oposto, pois grandes maiorias deles não precisam furtar, roubar ou agir como avião por serem mantido pelos pais; salvo raras exceções.

 

            Há mais ou menos um ano e meio atrás o documentário de Celso Athayde e MV Bill, reproduzido no programa do Fantástico, da Rede Globo que comoveu a sociedade. A pergunta que se faz é:  o que se fez a partir daquela reportagem em prol a prevenção e tratamento para esta população carente de adolescentes e jovens? Quem sabe após mais está reportagem, estas cenas chocantes algo pode ser feito. 

Ataíde Lemos 
Autor dos livros
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio pra Famìlia
O Amor Vence as Drogas
Poesias: Palavras Expressão dos Sentimentos

Publicado por Ataíde Lemos
em 05/11/2007 às 19h41
 
14/10/2007 10h13
Co-dependência uma doença oculta

            Há uma palavra evangélica que diz: Pode um cego, guiar outro cego? Pois bem é a partir desta frase que teço uma reflexão sobre co-dependência. Podemos nos tornar co-dependente de objetos, pessoas, etc.., porém, quero me ater a questão das drogas. 

            
         Primeiramente é preciso dizer que co-dependência e um estado doentio, neurótico onde um individuo acredita conseguir controlar a vida do outro. Certamente nesta tentativa insana o insucesso é fatal, leva-o desgastar-se emocionantemente desencadeando varias doenças sejam de ordem orgânica, psicológica, espiritual com conseqüências de desestruturação familiar e social. 


           
No entanto, um fato gravíssimo em relação  a co-dependência se é que, a maioria dos co-dependentes não se dão conta que estão doentes e que precisam de ajuda, assim, não buscam tratamentos por não conseguirem se verem doentes também. 


           
O insucesso de dependentes recaírem após tratamento ou mesmo muitos não buscarem ajuda de certa forma também está relacionado a esta questão (a falta de consciência dos familiares de sua co-dependência), pois, sem esta consciência agem sempre errados perdendo possibilidades reais com seus entes dependentes. 

 
          
Dias atrás escrevi um artigo dizendo que podemos vencer uma doença, ou superar determinada situação incontrolável quando admitimos o problema e a falta de controle sobre ele. É a partir desta admissão que direcionamos um olhar e mudamos o foco criando nossas estratégias para agir. No caso da dependência química esta admissão tem que ser visível. Não dá para imaginar ou querer controlar a vida de alguém que se encontra dependente. O máximo que se pode fazer é colocar limites dentro de um limite em relação a família. Isto é, dar a autonomia aquele que se encontra doente quanto sua vida, mas impor regras e condições para manter certa ordem familiar. No entanto, Imaginar que vai fazer com que o jovem, o cônjuge pare com o uso através de atitudes insanas como, por exemplo, domínio é aprofundar-se cada vez mais numa co-dependência.

 
          
É comum pessoas recorrerem a grupos de mutua ajuda e de certa maneiras saírem frustrados. Sem aqui entrar no tema, alguns insucessos de grupos de mutua ajuda se dá pela falta de consciência de seus coordenadores que, sendo dirigentes de grupos, não se dando conta que são co-dependentes também e assim, conduz erroneamente seus trabalhos. 


           
Esta falta de consciência dos coordenadores discrimina seus membros não permitindo que aqueles que recorrem este tipo de ajuda possam expor suas dores e suas necessidades as vezes até mesmo sendo arrogantes e prepotentes. Certamente este tema já é um outro artigo, mas é preciso levantar está reflexão sobre a co-dependência sobre este ângulo também. 

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas

       

Publicado por Ataíde Lemos
em 14/10/2007 às 10h13
 
18/08/2007 14h13
Doze Passos e a Família

            Quando analisamos os Doze Passos observamos que ele é uma filosofia de vida. Primeiramente, leva-nos a compreendermos que devemos viver o dia de hoje, deixando para o amanhã as necessidades do amanhã.


            Outro fato também é que, os Doze Passos permite aceitarmos que somos pessoas limitadas e que devemos admitir que não temos um controle total de nossa vida.  Partindo destas primícias aceitando estas limitações podemos viver de forma que nossos problemas sejam eles emocionais, físicos ou sociais não nos impede de sermos felizes.


            Em nossas histórias de vida deparamos como muitas situações as quais nos levam ao sofrimento. Há muitas circustâncias que fogem ao controle e que deixam seqüelas físicas, psíquicas, sociais – ou as três ao mesmo tempo – e de fato não sabemos como saná-las. Estes sofrimentos roubam-nos a paz, provocam angustias comumente levando-nos adquirirmos outras doenças. Os Doze Passos poder ser aplicados aos familiares que possuem entes dependentes.


            Quando há dependência na família ela provoca uma desestruturação que foge ao controle de todos os membros familiares de um modo geral. Pois bem, o primeiro passo consiste em admitir que alguém na casa está doente e que, a dependência foge do controle da família. Isto é, não serão atitudes impensadas que vão fazer com que esta pessoa (dependente) vai parar com o uso; admitir que o ente dependente vá se tratar segundo a vontade dele – não adianta ficar forçando a barra – a família é apenas um canal, uma estimuladora e precisa estar preparada para este momento. Enfim, admitir que ela não tem o controle sobre o outro.


            A partir desta admissão a família vai precisar aprender a conviver com esta realidade. Pois, se assim não for vai adoecer ainda mais e não solucionará o problema, pelo contrario, vai colaborar para o dependente afundar ainda mais.  Enfim, admitir o problema é iniciar um novo comportamento e estilo de vida no sentido de aprender a conviver com a situação, continuar a viver e também estar de certa forma estimulando o ente procurar ajuda.


            Admitir significa também procurar ajuda seja profissional ou encontrar força interior para conseguir superar as dificuldades que surgirão a partir de uma realidade nova. Aqui já se entra no Segundo Passo, pois esta força de superação precisa vir de um Poder Superior, sem isto será muito mais complicado para resistir a tantos sofrimentos que derivam como conseqüência de uma dependência.


            Há muitas outras maneiras de superar a tristeza, a angustia, a depressão, a ansiedades, no entanto, a maioria delas tem efeitos colaterais graves, isto é, “resolve” um problema, mas cria outro. Porém, buscar superação num Poder Superior é mais sadio e pode produzir mais efeitos positivos que negativo, também dá sobriedade para encontrar soluções mais práticas.


            Finalizando, quando a família do dependente adota a metodologia dos Doze Passos para superar a dependência, consegue de forma menos traumática a superações emocionais provocadas pela dependência, bem como descobre que apesar de todos os transtornos que esta doença causa é possível ser feliz apesar dela, evitando a desestruturação familiar.  

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas

Publicado por Ataíde Lemos
em 18/08/2007 às 14h13
 
17/08/2007 19h04
Acreditar num Poder Superior

  

            Quando tudo parece escuro sempre surge uma luz no fim do túnel. Quando as esperanças se findam obriga o homem se render, quebrando o orgulho permitir o afloramento do sentimento da humildade. Então, passa-se a aceitar ajuda e reconhecer assim sua impotência diante certas dificuldades.

            Pois bem, quando se admite a impotência perante o álcool e/ou outras drogas e também admite que perdeu o controle de si mesmo há uma necessidade de repensar a vida, colocando-se diante um espelho assumindo que precisa de ajuda. Esta ajuda precisa vir de alguém que de fato tenha um grande poder o qual possa restabelecer uma força interior.

            Ao mesmo tempo em que possa parecer ser complicado alguém que não tenha uma experiência espiritual acreditar num Poder superior quando uma pessoa se encontra totalmente no fundo do poço passa a se abrir para esta experiência. Pois, diante uma realidade sombria o homem acaba tendo que se apegar em tudo que lhe seja sinal de esperança.       

            Sempre procuro refletir alguns pontos para levantar a necessidade de se render e acreditar num Poder Superior para obstáculos o qual não se encontra saída. Na verdade, o segundo passo é um mergulhar na fé, ou melhor, é a única saída para aquele que se encontra num beco sem saída.  
 

            Estes pontos são situações práticas que vivem as pessoas dependentes no seu cotidiano como. 

  1. A grande maioria dos dependentes de álcool ou outras drogas que são conscientes de sua dependência já tentou parar. 
  2. Muitos que hoje se encontram dependentes tiveram muitas perdas, desde problemas relacionados a doenças biológicas, psicológicas e grandes perdas de ordem sociais como empregos, exclusão social, etc...
  3. Em relação aos alcoólatras muitos deles estão hoje com suas vidas familiares completamente desestruturadas. Vários se encontram separados ou as portas de uma separação.
  4. Ainda podemos dizer que grande parte daqueles que são dependentes já passaram por algum tipo de tratamento seja por meio de grupos de mutua ajuda, internações hospitalares, clínicas para tratamento de dependência química ou mesmo por analistas através de consultórios.

      No entanto, todas estas buscas de tratamento ou situações vividas para muitos dependentes não são capazes de libertar-se do vicio, então fica a pergunta: como sair desta? Pois bem, é neste momento que entra o segundo passo. É fundamental despir-se do orgulho e render ao Poder Superior, aceitando que sozinho e sem esta Força Superior é muito difícil. 

            Finalizando, acreditar num Poder Superior a nós mesmo é de fato iniciar um processo de abertura e crescimento espiritual. Porém, é preciso que se tenha consciência que o Poder Superior (Deus), não vai fazer um milagre, Ele será aquele o qual estará passo a passo caminhando junto, revitalizando as forças. Enfim, acreditar Nele é o inicio de uma nova caminhada para a construção de uma nova filosofia de vida, o qual vai sendo construindo dia após dia.  

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas

        

Publicado por Ataíde Lemos
em 17/08/2007 às 19h04
 
10/08/2007 19h37
Álcool e Adolescência

            A dependência química referente ao álcool realmente é algo muito sério e preocupante que a família, sociedade e o Estado precisam manter-se atenta. Muito embora, hoje vemos que a juventude tem feito consumo de varias drogas ilícitas como maconha, cocaína, ckac e outras drogas é notório que a mesma juventude consome álcool excessivamente, muitos se tornam dependentes dele( álcool ) sem ao menos se dar conta que também são alcoólatras. Este fato é comum constatarmos quando temos a oportunidade de conversar com jovens dependentes químicos de drogas ilícitas em tratamento, falam-nos abertamente sobre seu consumo de álcool, transparecendo serem mais familiares com ele do que as quais são dependentes (as ilícitas).


             A grande maioria iniciam precocemente no álcool na faixa dos dez aos 16 anos. Este dado poder obter facilmente em entrevistas com alcoólatras. Porém, tem seus quadros evoluídos procurando tratamentos após vários anos ou mesmo décadas de consumo e, também já depois de anos de constatação que são dependentes.


             Um adulto acima dos dezoito anos iniciar-se o consumo de álcool, de certa forma isenta a responsabilidade da família, da sociedade e mesmo do Estado, afinal de contas a partir de certa idade a pessoa está emancipada e sua estrutural emocional está formada, tendo a capacidade de escolher o que deseja para si própria. Enfim, a pessoa a partir de uma idade tem a sua própria responsabilidade e liberdade para decidir o que quer para si sem a necessidade de interferência de terceiros. No entanto, quando falamos de crianças e adolescentes o quadro é completamente o oposto.


             No caso de crianças e adolescentes a responsabilidade no primeiro momento é dos pais. Cabe a eles (pais) a educação, isto é, cabe aos pais saberem o que os filhos devem ou não consumir. São os pais que através da educação, dos exemplos e de atitudes orientarem os filhos quanto ao consumo de álcool. Não há necessidade dos pais se privarem de beberem para educarem seus filhos, mas sim, não permitir o consumo deles levando-o informações porque de não permitir.


             No caso da sociedade ela deve também assumir responsabilidades agindo como fiscalizadora, denunciando comércios que desrespeitam as leis de comercialização de bebidas para menores; criar movimentos que induz o governo por meio do executivo e legislativo criar projetos de Leis que não permitam a indução de adolescentes ao consumo de álcool. Cabe a sociedade também promover projetos preventivos, inserir em Conselhos em todas as esferas de governo específicos sobre o tema.   


             Por fim, o Estado tem a sua grande responsabilidade, pois, deve criar condições para que adolescentes não façam uso de bebidas alcoólicas quando de fato faz cumprir o que legislação no que se refere a venda de bebidas para menores, bem como criar mecanismos que dificulte a venda de bebidas para menores e também não cede as pressões de setores específicos que expõe o adolescente através da mídia incentivando-o ao consumo.


             Enfim, é necessário que todos família, sociedade e governo se concientize de seu papel quanto ao consumo de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Jamais se pode perder de vista que embora as drogas ilícitas façam muita mal para o indivíduo o álcool é em disparada a droga mais consumida e que provoca inúmeros prejuízos tanto em relação as doenças orgânicas, psiquiátrica e de ordem social.


Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Apostila: Educador e educando o que saber sobre as drogas          


Publicado por Ataíde Lemos
em 10/08/2007 às 19h37
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