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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
03/02/2008 10h45
As drogas e a discriminação.

           Quando a Lei atual sobre drogas foi promulgada levantei algumas criticas, por acreditar que, embora ela parecesse bem intencionada, certamente na pratica provocaria uma maior discriminação entre usuário pobres e ricos. Parece que não estou me enganando. 

            O que ocorria na antiga Lei é que, embora usuários da classe A não fossem presos, a Lei os colocavam em constrangimentos quando a imprensa noticiava a prisão de uma pop star, um alto empresário ou filho deles quando eram pegos com drogas. E com a nova Lei isto acabou. 

            A Lei atual em sua praticidade vem sendo preconceituosa, auto discriminatória, pois vem punindo severamente o usuário pobre que muitas vezes é pego com drogas para seu consumo como, por exemplo, um cigarro de maconha, uma, duas pedras de crack sendo atuados como traficantes e deixando impune usuários da classe A, B pego com grande quantidade de drogas qualificados apenas como usuário. 

            Certamente a Lei atual teóricamente é boa. Sua intenção era olhar o usuário como problema de saúde não de segurança e punir veemente o traficante, neste sentido ela é um avanço. Porém, o problema de qualquer Lei é que sempre esbarra no Poder, e no Ter, isto é, quem tem o poder na mão, quem tem o dinheiro sempre será tratado acima da Lei. E esta Lei atual, ainda que não seja, acabou sendo criada para estes. 

            Infelizmente, o que sempre digo em relação às drogas é que, o grande problema social dela está relacionado a contextos preconceituosos, isto é, a pessoa não é punida por ser estar cometendo um ato ilícito, mas por ser pobre, negro ou provir de uma família pobre e desestruturada. 

            É fácil constatar este fato quando olhamos sobre as diferenças de tratamento segundo a Lei para estas diferentes classes. É fácil observar esta realidade no descaso do puder público referente ao tratamento que se dá para aos dependentes químicos pobres, negando para eles o direito à saúde não oferecer clinicas gratuitas para tratamento.  

            Finalizando, é lamentável todo este preconceito que há entre as pessoas, entre o Estado e a sociedade carente. Esta parte da população que merece e precisa atenção do Estado, pois é que elege os políticos, a que mais paga impostos por ser a grande maioria da população brasileira, no entanto, é marginalizada, desamparada e discriminada por ele.  

            O mais triste ainda é que isto ocorre num país onde mais de 90% se diz cristão entre católicos e evangélicos. 

            A discriminação entre pessoas é o maior pecado que uma humanidade pode cometer. É a discriminação que gera fome, miséria, violências, doenças... A discriminação foi e sempre será fonte das maiores barbarias humanas. Enfim, ela é a fonte da ignorância e intolerância humana. 

Meus livros publicados

 
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos
Publicado por Ataíde Lemos
em 03/02/2008 às 10h45
 
27/01/2008 16h23
Famílias e as drogas

 

            É comum ser abordado por alguém me pedindo ajuda para si ou mesmo para um terceiro em relação às drogas. De certa forma, me sinto impotente e sem ação, quando percebo na fala destas pessoas um total desconhecimento do assunto, bem como um grau auto de coodependencia. É sobre isto que vou desenvolver este artigo.

            Começaria fazendo algumas comparações. Quando um país vai para uma guerra algumas analises são necessárias de serem feitas para ter êxito ao enfrentar o inimigo como; saber o poder bélico, a quantidade de soldados, o terreno onde se dará o combate... Enfim, todo o potencial como também conhecer os pontos fracos do inimigo.   

            Uma outra comparação é a seguinte; quando nos sentimos doentes vamos ao médico, seu diagnostico preliminar é a partir do que estamos sentindo no momento da consulta. Após esta analise pede-nos exames mais detalhado e nos medica juntamente com uma dieta seja alimentar ou algumas mudanças de hábitos. Enfim, é a partir do conhecimento de nossa doença que tomamos atitudes para curá-la. 

            Pois bem, é a partir do conhecimento que um país cria estratégias para enfrentar o inimigo. É a partir do conhecimento e da consciência que tomamos postura para cuidarmos de nossa saúde. Sem isto, certamente estaremos vulnerável as derrotas. 

            A questão da dependência química não é diferente destes dois exemplos colocados acima, porém o que encontramos são em sua maioria pessoas completamente desestruturadas e repletas de vícios. São famílias completamente coodependentes, como um histórico familiar e psicológico totalmente disfuncional, que precisam primeiramente serem reestruturadas emocionalmente. Somente após isto que se inicia um processo de conhecimento e iniciar as mudanças de postura, posicionamento diante o problema.
 

                        Sem um conhecimento das características da dependência química nos tornamos marionetes diante a doença. É importante dizer que, quando alguém procura ajuda profissional são anos num estilo de vida disfuncional criando-se uma condição de resistência, impedindo a pessoa de tomadas de atitude. Enfim, a pessoa se encontra num estado doentio psicológico que somente pode ser trabalhado com o tempo. Por isto, ser comum pessoas terem dificuldades de permanecerem em grupos de ajuda, pois é difícil mudanças de postura e comportamentos para determinados pessoas devido ao grau de coodependência que se encontram. 

            Partindo desta realidade, acredito que o processo de ajuda a ser oferecido para uma família que esteja vivendo esta situação é ouvir, permitir com que ela coloque tudo o que sente, exponha sua vida. Desabafar é uma oportunidade para a pessoa expor toda sua complexidade, oferecendo a ela a oportunidade de limpar sua mente. Certamente este é um processo lento e exige mais que um primeiro contato e sim vários. 

            Enfim, para os que se encontra com problemas de dependência química na família o passo inicial e buscar conhecimento sobre ela por meio de literaturas, ajuda profissional e também através de grupos de mutua ajuda. Como também para nós que atuamos nesta área é a serenidade para no primeiro momento ouvir, ser atencioso ainda que observamos grande complexidade no histórico de quem nos procura tendo a consciência que cada caso é um caso, e também ser consciente que não será no primeiro momento que a pessoa tomara as atitudes necessária para enfrentar o problema, há necessidade de muita paciência em determinados casos. 

Ataíde Lemos
Autor dos livros 
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
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Publicado por Ataíde Lemos
em 27/01/2008 às 16h23
 
05/12/2007 19h17
Maconha uma droga perigosa

        Escrever sobre legalização das drogas é sempre fazer artigos polêmicos, porque embora a maioria da sociedade seja contra, há uma parcela que é favorável e isto, leva discursos apaixonados. Porque acredito que muitos favoráveis a liberação tem em mente a maconha. Então, levam a discussão da liberação enfocando esta droga por acreditarem ser uma droga inofensiva.

      Sou contra a liberação das drogas e sempre coloco meus pontos de vista a partir de experiências junto a dependentes e também analisando os textos de profissionais da área de saúde ( médicos ) e em especial a maconha especificamente, já que os embates a favor da liberação sempre é com o olhar enfocado nela.

 

     Pois bem, que a maconha é uma droga que cause dependência não há questionamento, ainda que aparentemente seja em proporção menor que muitas outras. Segundo alguns, de cada 10 que fazem uso da maconha 1 acaba tornando-se dependente, já no caso do álcool é 3 em cada 10. Isto causa uma falsa idéia que ela ( maconha) é inofensiva.

 

     Porém, vejo que não deve ser esta a matemática usada para liberar uma droga ou não. Há que considerar muitos outros fatores como as conseqüências biológicas, emocionais e psicológicas. Ainda que considerar a maconha ser uma droga " social ilícita", isto é, muito consumida, não chega a ser uma questão vital para uma desestrutura social sua proibição como ocorreu em relação ao álcool nos EUA ( Lei Seca ) quando proibiu-se a venda. É preciso levar em consideração que o álcool é consumido por quase 90% da sociedade, contrariamente o caso da maconha que, ainda que seja muito consumida não atinge 5% da população brasileira. Enfim, sua proibição não gera caos social.

 

     Para jogar por terra muitas informações - inclusive por profissionais na área de psicologia com ênfase aqueles que se destacam no cenário brasileiro e atuam nesta área sobre drogas - que as discussões sobre a maconha e seus efeitos é mais endomonizada que real, a cientista norte América Karen Bolla, relata seus efeitos e vem comprovar por pesquisa sua dependência e também seus efeitos psiquiátricos e psicológicos em quem faz seu uso continuamente.

 

     Segundo Bolla, a maconha vicia e quem tenta parar de consumi-la sofre com sintomas que vão da dificuldade de expressão a perda de memória. Em suma, estudos comprovam a necessidade de intervenção do estado para que tal droga permaneça na qualificação de ilícita sobre a rigorosidade da Lei no que tange ao tráfico.

 

     Esta informação trazida pela cientista veio num momento oportuno, haja vista a grande movimentação que se faz por entidades pro - liberação das drogas. Pena que a mídia não deu tanta ênfase a estas informações tão importante o qual acrescentou dados, não meramente criados, mas, por meio de pesquisas atuais.

 
Ataíde Lemos
Autor dos livros
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Publicado por Ataíde Lemos
em 05/12/2007 às 19h17
 
01/12/2007 00h24
Importância da família no tratamento da dependência química

 

            Observava dois jovens que deram entrada na entidade para tratamento da dependência química. Os dois têm vários pontos em comum como a idade 26 anos; são dependentes das mesmas drogas entre a cocaína, álcool também são usuários de crak. 

            Pois bem, logo os pontos em comum vão se acabando e começa a surgir as diferenças. Um acompanhei sua entrada na instituição, foi levado pela mãe, namorada e um tio. Muita roupa e uma condição financeira estável. No momento que ele dava entrada na entidade houve lágrimas dos familiares – saudades antecipadas – algo natural, embora devesse ser motivo de felicidade para os familiares, pois o jovem que busca tratamento está dando um passo para a vida novamente. 

            Logo que ele despediu dos familiares fomos para uma reunião de grupo, onde tive a oportunidade de conhecer o outro jovem – alias o outro rapaz me conhece de muito tempo, inclusive era meu vizinho, mas eu não o conhecia.  

            A partir de nossa apresentação comecei a conhecê-los, saber um pouco da história e de seus pensamentos em relação a dependência química e também as realidades diferentes dos dois.

            O jovem que já se encontrava na entidade dizia que procurou a instituição porque não estava conseguindo sair sozinho das drogas já encontrando abandonado pela família. Dizia que ninguém mais de seus familiares acredita nele, por isso procurou a entidade sozinho. Ainda acrescentou que em sua vida de drogaticto já tinha atuado como traficante (avião); ganhou muito dinheiro com vendas, porém nesta época ainda não havia conhecido o crak. No entanto, quando viciou nesta drogas perdeu tudo. Segundo ele, traficante não repassa drogas para usuários de crak, porque dependentes dela estão em fim de carreira. Em resumo, falou que não tem ninguém para contar e não pode continuar nesta vida, esta será a força que se agarrará para deixar as drogas. 
  

            Por um lado um jovem que tem a família do seu lado, todos dando força para que vença as drogas, por outro, um jovem abandonado sem total apoio da família. Qual dos dois tem mais probabilidade de vencer as drogas? É difícil dar esta resposta, embora pareça que o primeiro teria mais condições. 

            Porque digo que é difícil de responder! Pela característica da dependência química. Ainda que um tenha todo o apoio familiar, se esta família não procurar informar quais são as características desta doença; não participar de grupos de mutua ajuda ela pode manipulada pelo jovem que está em tratamento pelo sentimentalismo; pelo amor; por falta de conhecimento, pela coodepenencia  Então assim, se este jovem não conseguir superar as crises de abstinência sairá do tratamento com facilidade e com a aprovação dos familiares. 

            No entanto, o outro jovem sabe que não tem com quem contar e nem a quem manipular mais. Encontra-se sozinho e isto pode servir de força. Certamente, este vai lutar mais para vencer as crises de abstinência permitindo que pessoas que tenha conhecimento sobre a doença o ajude.

            Conclusão, uma família despreparada, sem conhecimento sobre o assunto acaba colaborando – ainda que inconscientemente – para que jovem não consiga superar as drogas. 

            Enfim, se me perguntarem: a família é essencial para ajudar uma pessoa sair das drogas? Digo que se ela estiver preparada emocionalmente, consciente, informada do que é dependência química, certamente, esta família será base. No entanto, se for desinformada, despreparada será o maior obstáculo para que o ente consiga vencer as drogas. Pode-se até dizer que ela terá muita responsabilidade pela não sobriedade do ente. Por isso ser fundamental que quando alguém recorre ao tratamento a familia na outra ponta também insira num programa conjuntamente. 

Ataíde Lemos
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Publicado por Ataíde Lemos
em 01/12/2007 às 00h24
 
26/11/2007 20h42
Recaídas não deve provocar frutração

             Já escrevi alguns artigos sobre drogas onde abordo a questão das recaídas. Este assunto é um dos grandes problemas da dependência química haja vista desespero das famílias que tem entes dependentes e mesmo daqueles que procuram tratamento. 

            Pois bem, para iniciar é fundamental que precisamos ter a consciência por tudo que aprendemos em relação dependência química é que, ela é uma doença que não tem cura, é progressiva e fatal. Sendo assim, é uma doença que uma vez adquirida precisa ser administrada para não haver recaída. Por isso a frase tão usada "Só por Hoje". 

            A grande frustração das famílias é acreditar que uma vez o ente passado por um tratamento e mantendo sua sobriedade por certo tempo seja pequeno ou longo venha recair. Essa recaída sem a falta de compreensão e entendimento da família é causa de muitas vezes a retornada da sobriedade daquele torna-se mais complexa. 

            A família precisa conscientizar e assim, ser mais tolerante, pois é muito difícil para alguém que bebeu ou usou drogas por longo tempo estar totalmente resistente e não recair quando seu tratamento é recente. Ainda que ele se esforce tem em seu inconsciente um histórico vivo, pronto para produzir sintomas que o leve a recair. 

             A dependência seja por álcool ou outras drogas exigem primeiramente a decisão de tratar-se, mas somando-se a isto a coesão de todos os membros familiares no envolvimento e fundamental. Na verdade, a manutenção da sobriedade e a boa qualidade de vida após tratamento deve ser um esforço coletivo da família, não se pode reduzi-la simplesmente àquele que se encontra dependente. A maioria das recaídas se dá por esta ignorância familiar. 

            Outro ponto das recaídas que gostaria de enfocar está em relação à pessoa que deseja trata-se e passa por tratamentos. Muitas vezes a recaída é vista como fracasso, isto é, trabalhei, trabalhei na sobriedade e de repente estou bebendo novamente. Aquele que recai sente como um fraco tendo sua auto estima abalada. No entanto, é preciso dizer que quando alguém de fato se propõe deixar o álcool ou outras drogas e passa por tratamentos ele esta construindo resistências e mecanismos que certamente serão subsídios para os momentos em que se fizerem necessário. Quero dizer com isto que, ainda que a pessoa tenha recaídas ela certamente já terá em seu psíquico forças para vencer novamente as crises de abstinência sem precisar ficar recorrendo a internações longas. É fácil contatar isto analisando pessoas que recaem e voltam aos tratamentos, elas com poucos dias já conscientizam que podem manter sua sobriedade novamente. Enfim, nestes casos de pessoas que recaem, mas estão conscientes de sua doença, o que precisam é apenas vencer a ansiedade e as crises de abstinências que surgem em decorrência da ingestão do álcool ou de outras drogas. 

Ataíde Lemos
autor dos livros 
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Publicado por Ataíde Lemos
em 26/11/2007 às 20h42
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