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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
17/01/2014 10h09
Dependência química se cura com o amor e respeito
Este projeto da prefeitura de São Paulo de dar moradia, alimentação e uns trocado por 4 horas de trabalho para os dependentes químicos sem a obrigatoriedade de ingressar num tratamento de desintoxicação  não é novidade, na Holanda há algo semelhante e que bom que a prefeitura de São Paulo está querendo copiar este modelo, bem verdade, que lá o projeto é mais aprimorado.
 
É preciso ressaltar que não há um modelo de tratamento para dependentes químicos que atinja 100% de êxito e que seja para todos os dependentes, pois, esta doença é muito particular e cada um adapta a um modelo de tratamento, no entanto, é preciso dizer que alguns modelos são mais eficazes que outros e depende também do estagio da doença de cada um e todo um histórico de vida.
 
Porém, não tenho duvidas que o mais eficaz seja aquele que conta com a vontade do dependente e esta vontade precisa partir dele e não de meios externos onde o obrigue a se tratar. Ou seja, esta obrigação em buscar tratamento deve partir do próprio, por isto, que questiono o modelo da internação involuntária e elogio este projeto iniciado pela cidade de São Paulo. Evidentemente, não terá 100, 90 ou mesmo 70 % de êxito como colocado acima, porém, não tenho duvidas que obtenha grande probabilidade de dar certo se de fato ele for seguido adiante, levando em consideração o interesse da prefeitura, juntamente com entidades que atuam nesta área, se de fato criar no dependente um aumento de sua autoestima, pois assim, o dependente por si só irá buscar o tratamento adequado para sair das drogas.
 
Certamente, um projeto como este vai de encontro com o respeito ao ser humano, discriminando o dependente químico como vagabundo e fazendo-o sentir-se resgatado em sua dignidade, através do respeito e do trabalho. Este projeto também colabora para uma visão diferente da sociedade que observará neste dependente limpo, trabalhando um desejo maior de contribuir para sua recuperação.
 
Dependência química não caso de policia, de segurança, mas sim, um problema de saúde pública e que tem suas peculiaridades para trata-la, para isto, primeiramente, precisa-se da vontade do doente e de um olhar diferente da sociedade para com ele, pois, o dependente precisa contar com este apoio.
 
A família é essencial para ajuda-lo na busca de tratamento, porém, a sociedade é de suma importância, haja vista, que nós enquanto pessoas acabamos mais dando ouvidos para pessoas de fora do que aquelas da própria casa. As pessoas de fora às vezes, tem mais paciência do que os familiares, principalmente, porque as famílias de dependentes químicos em sua maioria adoecem também e precisam de ajuda e de tratamento.

 

 

Publicado por Ataíde Lemos
em 17/01/2014 às 10h09