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Ataíde Lemos
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Meu Diário
24/10/2012 17h12
Uma prisão disfarçada

 

Uma prisão disfarçada
 

Há um problema muito sério no Rio de Janeiro que é mascarar as mazelas provocadas pela dependência química limpando a cidade, ou seja, jogando os dependentes químicos adultos e crianças em prisões disfarçadas de clinicas.

Qualquer profissional da saúde que atua nesta área, sabe que o grande problema para os dependentes químicos é conseguir internação  O Estado em todas as esferas (municipal, estadual e federal) é omisso neste sentido, pois possui algumas instituições para este tipo de tratamento e que não repassa verbas às infinitas instituições existentes pela sociedade civil (com raras exceções). Entidades estas que para manterem-se precisam mendigar, apelando para pessoas caridosas e empresas, ou mesmo, colocando seus internos para fazerem campanhas nas ruas.

Agora o governo vem com esta que vai internar involuntariamente os dependentes químicos e alcoólatras para colocar onde? Em cárceres disfarçados de clinicas e entidade? Enfim, este procedimento está mais que na cara que é uma atitude para jogar debaixo do tapete a incompetência do Estado na área de tratamento a dependentes químicos e querer mostrar uma mentira para o mundo frente os eventos esportivos que teremos (copa do mundo e as olimpíadas). Os profissionais da área da saúde não podem se omitir deixando ser levado por esta grande mentira e esta maneira de tratar os dependentes químicos como bandidos mantendo-os presos ao invés de trata-los.

 

Publicado por Ataíde Lemos
em 24/10/2012 às 17h12
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