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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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10/05/2010 18h36
Projetos de prevenção às drogas para pais
          É na família que se constrói a base da sociedade, pois é nela que ocorre a formação valores éticos, morais e espirituais. Certamente é esta educação responsável pelo caráter do Ser humano.

          Pois bem, um fato que constatamos é que, muito embora a dependência química deforme o caráter do dependente, isto é, ele deixa de lado parte de sua educação constituindo uma outra mórbida, ela não destrói por completo toda esta formação recebida. Outro fato interessante é que, é a partir desta educação familiar recebida que se obtém maiores resultados positivos tanto para aqueles que estejam em tratamento como também colabora para que o dependente tome a iniciativa de procurar solução para a doença adquirida.

          Os que mais sofrem com a dependência química são os pais – no caso de serem filhos dependentes. No entanto, são os pais que conseguem mais êxito na busca de tratamento, pois são eles os primeiros a receberem o pedido de ajuda dos filhos.

          Porém, o que observamos é que, infelizmente, os pais somente dão conta da dependência de seus filhos quando estes já se encontram num estagio avançado da doença e, por conseguinte, estão completamente despreparados para ajudá-los de maneira correta e assim, torna-se co-dependentes com grande facilidade.

          A grande maioria dos pais não conhece os sintomas do uso de drogas, ignorando atitudes estranhas dos filhos. Não procuram se informar sobre dependência química com participações em palestras ou lendo literatura sobre o assunto. enfim, agem como se o problema da droga estivesse somente na casa do vizinho.

          Também podemos observar que existe uma falha enorme do Estado em relação a projetos de prevenção às drogas para pais. Observamos que existem alguns projetos direcionados aos adolescentes, jovens, mas são raros projetos de prevenção as drogas aos pais. Em suma, falta orientação a eles de como prevenir que seus filhos entrem nas drogas.

          Normalmente, o acesso às drogas ilícitas (maconha, cocaína, ckack e outras) inicia pela licitas como o álcool e não há nada de projetos, oriundo do Estado em nível de mídia que oriente os pais, a não ser a lei existente que é proibido vender bebida as menores, que também não se dá publicidade a ela.

          A dependência química não ocorre de um dia para o outro. Muito embora,o ckak seja uma droga de grande poder de dependência ela não é uma droga de iniciação do adolescente. Sendo assim, para se chegar até ela o jovem já passou pelo álcool, pela maconha e infelizmente, o despreparo dos pais não os deixa perceber toda a mudança de comportamento e emocional que ocorre em seus filhos ao longo do tempo de uso, ao ponto que darem conta somente quando eles iniciaram no ckak.
 
          Enfim, trabalhar a prevenção às drogas é necessário que os projetos atinjam adolescentes e jovens como também as famílias. Todos sabemos o quanto é difícil alguém que envereda nas drogas consiga liberta-se, sendo assim, o melhor caminho é diminuir a demanda que ocorre por meio da prevenção.


Ataíde Lemos


 
Autor dos Livros escuro Drogas um vale e grande desafio para familia
O Amor Vence de Drogas

Publicado por Ataíde Lemos em 10/05/2010 às 18h36
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
05/05/2010 20h22
Internação involuntária é sinônimo de prisão
     A internação involuntária do dependente químico, nada mais é do que uma maneira sutil de prisão, isto é, retirar do meio da sociedade o dependente químico. Enfim, retornar ao passado onde o dependente químico era considerado doente mental, em outras palavras, um louco. 

     Qualquer profissional de saúde que atua nesta área sabe que internação involuntária não resolve, não leva a pessoa deixar a dependência. Isto é, para que alguém vença a dependência química é fundamental o desejo partir dele. 

     Atuo nesta área a mais de 12 anos e nunca presenciei alguém deixar as drogas por imposição, pelo contrario, os que venceram foi porque decidiram de foro intimo deixar as drogas e assim se posicionaram neste pensamento procurando tratamentos e hoje estão sóbrios mantendo uma vida saudável.

     É fundamental pensarmos que uma entidade onde se obrigue alguém permanecer involuntariamente precisará escolher um de dois métodos; um é dopar o dependente químico constantemente, porém, qualquer médico sabe os malefícios deste tipo de procedimento. Certamente, este artifício levará o dependente adquirir uma doença de ordem mental. O outro é usar da força, isto é construir cadeias dentro das entidades e também punir o doente (preso) com a força e os métodos que se dispuser. 

     Imaginamos hipoteticamente os dois métodos, partindo das primícias que para se deixar às drogas é necessária vontade do dependente: no primeiro caso, evidentemente este recuperando sairia completamente doente da entidade. No segundo caso, como alguém iria deixar de usar drogas numa entidade onde seria maltratado? Como que todo o programa de tratamento iria ser concebido por ele (dependente), num local onde ele não deseja ficar? Onde ele é punido constantemente?  Enfim, voltaremos às torturas do doente químico como no passado, depois de termo comprovado que a dependência química é uma doença. Enfim é algo que jamais pode ser concebido nos dias de hoje. 

     Como um profissional no assunto, este argumento de prender o dependente químico é uma loucura, mas é algo que já se poderia prever diante a inércia e omissão do Estado. Todavia, se o problema do tratamento à dependência química fosse tratada com seriedade pelo Estado, isto é, dando condição de tratamento a todos aqueles que são dependentes e não possuem condições financeiras para se tratar a realidade seria completamente outra. A verdade é que o Estado em se tratando de tratamento a dependência química nada faz e então, a sociedade perdida sem solução deixa ser levado por tais ideologias de segregação social. Enfim, para se resolver um problema esconde-o, ou seja, construa prisões para esconder ou proteger a sociedade dos doentes, como já ocorreu no passado com os dependentes químicos, os leprosos, etc. 

    Em nosso País é assim, o Estado não cumpre suas Leis, e então sai punindo com novas Leis, que na verdade, isto nada mais é do que seu próprio certificado de incompetência. Dou aqui alguns exemplos: uma pessoa é condenada à 20 anos de cadeia, sai com 3 a 5 anos, então observamos a violência aumentar pela impunidade do crime. O Estado não implementa na integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e então, procura diminuir a idade penal. Agora outro exemplo; não dá acesso de tratamento ao dependente químico construindo centros de tratamento e nem apóia financeiramente inúmeras entidades como as Comunidades Terapêuticas e clinicas e então, resolve literalmente construir prisões para os dependentes químicos.

Publicado por Ataíde Lemos em 05/05/2010 às 20h22
 
30/03/2010 21h45
O que fazer diante de um ente dependente?
               Às vezes passamos por determinados momentos, em que perdemos o rumo e ficamos sem saber o que fazer, ou melhor, sem nada poder fazer. Eu tenho me deparado muito com esta situação, no atendimento às famílias que têm um ente dependente químico que se recusa a se tratar, ou quando ele dá entrada numa clínica e logo a abandona. Então me perguntam: o que fazer?
 
            Pois bem, esta resposta infelizmente é difícil de dar a elas, porque há muito pouco a se fazer por seu ente dependente, no entanto, muito se pode fazer por sua família. Primeiramente, é fundamental agir com a razão nesses momentos, porém outra pergunta se faz: como agir com a razão quando o coração fala mais alto? Quando de alguma forma a família se encontra também doente?

            Neste caso, penso que a família precisa procurar ajuda, seja através de profissionais da área de saúde ou mesmo em algum grupo de mútua ajuda, direcionado às famílias de dependentes químicos, pois a dependência desgasta emocionalmente, adoecendo todos os membros da família.

             Partindo da primícia, que para alguém que se encontra dependente, pouco se pode fazer, ou seja, que a decisão de tratar-se deve e precisa partir dele, os outros membros da família precisam manter a serenidade, para que a vida possa continuar apesar da situação difícil que estão vivenciando. Isto não implica em hostilizar o ente dependente, pelo contrário, se faz imprescindível dar-lhe atenção, carinho e mostrar-se sempre disposta à ajudá-lo quando ele desejar, porém deixar claro, que a vida continua e que a família não vai viver em função dele e por fim,  que será ele mesmo quem assumirá as conseqüências dos seus atos. Muitas vezes, por amor, acabamos nos deixando envolver a tal ponto, que nos tornamos carta de baralho ou peça de xadrez nas mãos de nossos entes dependentes e eles usam e abusam de nossos sentimentos, com o intuito de conseguir dinheiro para comprar drogas ou mesmo para que não o incomodemos.

            Em suma, a melhor maneira de ajudar um ente dependente a tomar uma atitude, é a família dar o primeiro passo, ou seja, procurar ajuda psicológica e passar a conhecer melhor o que é dependência química e quais são as características dela, para que não seja envolvida emocionalmente por esse ente e assim, poder ajudá-lo de fato, sem ser manipulada por ele. 

               Particularmente, acho muito interessante a metodologia usada pelos grupos de mútua ajuda, pois seu grande êxito está na interatividade e na empatia que proporciona aos membros participantes, através da troca de experiências entre eles. Sem dúvida, quando conseguimos partilhar nossas emoções, realidades e dificuldades, o fardo tende a se tornar mais leve, principalmente quando nos deparamos com realidades piores que as nossas, o que nos traz um certo conforto e força para superação dos problemas. Ainda é preciso dizer, que os grupos de mútua ajuda são envolvidos por uma mística espiritual, que colabora para a paz interior dos participantes, permitindo um desenvolvimento produtivo nas reuniões, que transcorrem em harmonia e com uma energia positiva, a qual eles levam para os seus lares.

     Ataide Lemos
     Autor dos livros Drogas um vale escuro e grande desafio para familia
     O Amor Vence as Drogas

     Revisão
     Vera Lucia Cardoso

 

Publicado por Ataíde Lemos em 30/03/2010 às 21h45
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
17/02/2010 07h38
Como surge a dependência química
     Como surge a dependência química? Ela surge de maneira sorrateira como uma poeira que vai infiltrando e lentamente tomando conta de tudo que encontra pelo caminho. No entanto, é só percebido quando nada mais se enxerga devido a poeira. 

     Assim também acontece com a dependência química; a pessoa faz uso hoje não percebe nada, amanhã novamente e assim sucessivamente, sem se dar conta que pouco a pouco está mudando seu comportamento interpessoal. Está mudando seu relacionamento com as pessoas e que seu organismo está se adaptando ao uso de determinada droga.. No entanto, como esta mudança ocorre paulatinamente o usuário não se dá conta que ele está passando de um usuário esporádico para um habitual a por fim, há um dependente químico. 

     O usuário começa a perceber que adquiriu a doença da dependência química quando vê que seus amigos do passado já não existem mais. Quando ao levantar sente necessidade de buscar droga, necessidade de uma bebida alcoólica. Percebe que está dependente quando experimenta ficar uns dias sem drogar-se ou alcoolizar-se e sente tremores pelo corpo, fissuras, dores, etc. A pessoa começa a sentir que está dependente quando percebe as perdas sociais que estão ocorrendo. 

     No entanto, quando ele se dá conta do que a droga, o álcool está lhe proporcionando em sua vida tanto no sistema biológico, emocional e também social inicia, então, as paradas estratégicas, ou seja, sempre quando a droga, o álcool está lhe fazendo mal dá uma parada por uma semana, um mês, enfim, até seu organismo recuperar-se. Porém, com o passar do tempo, se dá conta que não resolve ficar parando, sentindo que é preciso tomar uma posição que é deixar definitivamente as drogas devido as perdas que está ocorrendo consecutivamente.

     Pois bem, alguns por vontade própria decidem parar e acabam obtendo êxito. Por isto, ser muito comum o jargão “basta ter vergonha na cara para deixar as drogas ou a bebida”. Porém, é preciso entender que cada pessoa é uma. Cada um tem sua estrutura física e psicológica diferente. Cada um seu histórico de vida. Enfim cada Ser humano é subjetivo, ilustraria com um exemplo: há pessoas que se acometem de gripes e resfriados e não necessitam tomar medicamento, outros pelo contrário, chega a internar-se devido um resfriado. Portanto, dependência química não foge a regra, ou seja, há alguns que conseguem sair por si, já há outros que necessitam de tratamento especial seja por meio de ajuda de profissionais da área, seja por meio de grupo de mutua ajuda ou ainda, seja através de uma internação numa comunidade terapêutica ou mesmo numa clinica a base de terapia medicamentosa. 

     De um modo geral, grande parte da sociedade ainda é muito ignorante sobre dependência química e devido a isto, se perseveram alguns mitos sobre o dependente químico e sobre a doença da dependência. No meu modo de pensar, o grande motivo das inúmeras recaídas que há é pela falta de conhecimento tanto da família como da sociedade em saber lidar com o dependente químico após um tratamento. 

     Como qualquer doença grave, por exemplo, uma pessoa que tem problemas cardíacos, ou é diabético ou ainda é hipertenso necessita de cuidados especiais, assim também, é preciso atenção especial para aqueles que deixam as clinicas de tratamento ou que estejam em tratamentos, cuidados estes simples, para uma família que se ama como, por exemplo, dar atenção a esta pessoa, procurar incentivá-lo a construir objetivos de vida. Evitar promover festas onde haja bebidas – pelo menos numa fase inicial. Enfim, são cuidados que não mudam o ritmo da família radicalmente, mas que servem até mesmo para o crescimento, aprofundamento e um melhor relacionamento familiar. 

     Em suma, o surgimento da dependência química é sorrateira e leva tempo para que o dependente tome consciência e procure tratamento, no entanto, o numero de pessoas recuperadas após tratamento seria bem superior aos índices de hoje, se de fato a família, a sociedade também fizesse sua parte quando um ente está ou deixa um tratamento, no caso fazer sua parte é; ser consciente de que a pessoa saiu de um tratamento, porém, não está curada e sua permanência na sobriedade também está ancorado na família.  

Publicado por Ataíde Lemos em 17/02/2010 às 07h38
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
29/10/2009 07h40
O desespero das famílias em relação às drogas
          Após o pai de um jovem dependente químico de crack em desabafo, escrever uma carta pública ao saber que seu filho assassinou a namorada, a mídia tem levantado a questão das drogas, pressionando ações do Estado quanto ao tratamento de dependentes químicos desta droga.

           Pois bem, primeiramente é preciso destacar que a questão da dependência química não se resume ao crack, mas também abrange a cocaína, a maconha, o alcoolismo e os psicotrópicos vendidos alienatóriamente nas farmácias , etc, etc. 

            Diante das inúmeras tentativas para conseguir tratar o filho, mas sem êxito, ele questiona a internação voluntária, acreditando que não há como esperar de alguém, que esteja completamente comprometido biológica e psicologicamente com as drogas, as condições psíquicas necessárias para pedir ajuda, procurando assim a internação voluntariamente. 

            Realmente o desespero de ver um filho se matar vagarosamente e também de sentir a família  ir morrendo junto com ele, faz com que queiramos soluções práticas e imediatas ou que nos apeguemos a qualquer situação que possa paralisar ou terminar com tal sofrimento. Há famílias que nem pedem a internação compulsória, mas sim desejam a morte de seus entes para que cesse o sofrimento.

           Para um leigo que vê uma pessoa dependente química no seu estado mais degradante, certamente pode acreditar que uma internação compulsória resolveria o problema. Imagina que uma clínica “tipo prisão”, com profissionais clínicos, psicólogos, terapeutas, pastores, padres, enfim, um tratamento vip, vá resolver o problema das drogas ou então, a família imagina que é melhor um filho preso numa clínica eternamente, que solto usando drogas e sujeito a todas as conseqüências dela.

            No entanto, nós que atuamos muitos anos nesta área, sabemos que mesmo uma internação compulsória não vai fazer com que a pessoa vença as drogas. A grande maioria das entidades sejam elas clínicas ou comunidades terapêuticas, não internam compulsoriamente, por entenderem que não resolve. Não há como forçar uma pessoa deixar as drogas de maneira externa. O grande exemplo que a internação compulsória não funciona, é que a grande maioria das pessoas que procuram espontaneamente tratamento, menos de 10% ficam nas instituições e praticamente quase todos os 90% retornam às drogas. Portanto, a internação compulsória é mais uma manifestação do desespero em que se encontram as famílias pela ausência do Estado e pelas  conseqüências da dependência química.

          O que o governo poderia fazer e não faz é ajudar as famílias, criando e estimulando centros de auto-ajuda e clínicas com profissionais para dar apoio, amparando as famílias carentes de dependentes químicos, custeando parcialmente com diárias as entidades, caso o dependente decida por  ser tratado. Em suma, o que o governo de fato precisa fazer é assumir o tratamento daqueles que o buscam, não fazendo apenas demagogia com um caso tão sério de saúde pública como são as drogas.

Ataíde Lemos
Autor dos Livros: Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família;
O Amor Vence as Drogas
 
Revisão texto: Vera Lucia Cardoso

 

Publicado por Ataíde Lemos em 29/10/2009 às 07h40
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