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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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08/10/2010 15h09
Grupos de Apoio as Famílias de Dependentes Químico
a     Recebo vários e-mails de pessoas com problemas relacionados às drogas. Pessoas que às vezes tem um filho ou um cônjuge dependente, porém não sabem o que fazer e muito menos a quem recorrer. Normalmente, estas pessoas já se encontram co-dependentes em estágios avançados e precisam tanto ajudar seus entes como necessitam de ajuda a si próprios.

     A única resposta que tenho como retorno a estes e-mails é pedir que insiram nos grupos de auto ajuda. Que recorram aos órgãos públicos para buscarem orientação, internações ou ainda procurem ajuda profissional. Enfim, para tratar dependência química é fundamental o tratamento conjunto entre o dependente e a família. Pois, a dependência química adoece todo o núcleo. É importante ressaltar que em determinados casos a dependência é conseqüência de uma estrutura emocional anterior a dependência tanto do dependente como da família.

     No entanto, o grande problema é que; são poucas as cidades que possuem grupos de mutua ajuda ou há profissionais preparados para dar suporte e tratamento as famílias e portadores de dependência química. Também grande maioria das cidades não tem órgãos públicos preparados para assistirem os familiares corretamente. Em suma, o grande índice de dependência ou a falta de apoio ao tratamento e, conseqüentemente, às recaídas deve-se a falta de entidades civis e públicas de um modo geral. 

     Por outro lado, recebo vários e-mails de diversas localidades, onde pessoas relatam a felicidade por terem superado as drogas em seus lares e que sentem vontade em fazer algo voluntariamente nesta área.

     Hoje, o problema de dependência ocorre em todas as cidades, no entanto, faltam entidades para assistir familiares, neste sentido, é fundamentais pessoas que conseguiram vencer as drogas se unem somando os esforços e assim, criem entidades de apoio às famílias co-dependentes. Certamente esta atitude colabora tanto no fortalecimento daqueles que passaram por este drama, bem como é uma maneira de retribuírem a graça de terem seus entes recuperados. 

     Pessoas podem perguntar; mas como iniciar tal trabalho? Pois bem, há entidades sérias como, por exemplo, o Amor Exigente, a Igreja Católica através da Pastoral da Sobriedade, mas há também inúmeras entidades de tratamentos que possuem grupos de mutua ajuda visando dar assistência às famílias. Sendo assim, o ideal é que, após as pessoas interessadas decidirem fazer algo em prol a esta causa se unam e busquem orientações nas entidades acima citadas ou em outras para formarem núcleos em suas cidades ou mesmo terem informações suficientes para fundarem seus próprios grupos.

     Finalizando, é preciso que aqueles os quais passaram por este drama unam-se em prol esta causa, para que possam criar em todas as cidades grupos de auto ajuda para atenderem famílias dando o suporte emocional a elas. Não tenho duvidas que estas iniciativas alavancarão outros movimentos forçando as instituições  públicas darem suas respostas também.

Ataíde Lemos
Autor dos livros Drogas; Um Vale Escuro e Grande Desafio para Familia 
O Amor Vence as Drogas 

Publicado por Ataíde Lemos em 08/10/2010 às 15h09
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
04/08/2010 18h46
As famílias e as drogas
          Numa conversa com meu filho de 15 anos sobre um ex-colega dele que fora preso, ele me contara que este adolescente está vendendo drogas. Ao aprofundamento de nosso dialogo me relatava sobre fatos que presencia em seu dia a dia sobre este assunto. 
 
            Fiquei sereno e dando liberdade para que expusesse o cotidiano em relação às drogas em meu bairro. Fatos que ele, como garoto que brinca em quadras de esportes, estuda em colégio público, que interage com as pessoas presencia rotineiramente.
 
            Voltando ao caso deste adolescente, que está hoje traficando, lembro-me que desde 10 até aos 13 anos este adolescente brincava com meu filho em minha casa, faziam e soltava pipas, até que ele se afastou e hoje não andam mais juntos, embora se conheçam e se cumprimentam. Meu filho disse ter afastado dele devido estar nesta vida.
 
            Pois bem, a finalidade de descrever este acontecimento é promover uma reflexão; nós pais, não temos como colocar nossos filhos numa bolha ou redoma e mantermos de olhos fixos 24 horas todos os dias. Não temos como sentar ao lado deles numa sala de aula e ficar o tempo todo junto a eles, estando sempre aos lugares que estão. Nem mesmo com toda tecnologia oferecida, não há como monitora-los o tempo todo. 
 
            Com a medida em que há evolução da sociedade acontece, segundo ocorrem as mudanças culturais e também as estruturas familiares, nossos filhos vão conquistando mais espaços, terão mais liberdade ficando vulneráveis como terão varias opções de escolhas de vida; opções estas, que muitas vezes estão em desacordo com suas maturidades.
 
            É preciso que os pais também sejam conscientes que as drogas cada vez mais estarão acessíveis aos seus filhos; esta é uma realidade que não há como evitar. Embora, possa haver políticas que visam o seu combate é impossível que ela (droga) não se expande chegando às nossas ruas, vizinhos, etc. – esta já é uma realidade.
 
            Enfim, como conseguir dar uma estrutura emocional para os filhos diante toda esta realidade, para que eles possam saber fazer escolhas certas, evitando assim, envolver-se com drogas? Certamente, este é um grande desafio da família, da sociedade e do Estado enquanto promotor de políticas públicas de prevenção às drogas.
 
            Os desafios dos pais estão na formação do caráter, no desenvolvimento espiritual e na educação quanto aos valores universais do Ser humano como também no acompanhamento sócio e emocional dos filhos. A sociedade cumpre um papel importante nesta formação; já que somos frutos do meio em que vivemos, ou seja, somos influenciadores e influenciáveis ao que nos rodeia. Neste sentido, cabe a sociedade através da mídia, através das entidades promoverem sempre a pessoa com olhos voltados para a formação cultural, social e por fim, ao Estado cabe como executor e fomentador de políticas que visam promover o adolescente, jovem e as famílias para que através de projetos sociais; projetos relacionado a prevenção as drogas possam atingir de fato a sociedade como um todo e assim, construir uma estrutura para esta nova realidade da sociedade que vai se constituindo conviva em harmonia com a diversidade como também diminuir o uso de drogas incentivado pela queda da demanda.

Autor dos livros:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família 
O Amor Vence as Drogas

Publicado por Ataíde Lemos em 04/08/2010 às 18h46
 
28/07/2010 16h30
Internação para dependentes químicos
         
     O tratamento através de internação para dependentes químicos, quase sempre é o ultimo recurso usado pelo dependente para tratar-se da doença. Certamente, a busca pela internação, ocorre quando todos os outros meios usados não obtiveram resultados satisfatórios, muito embora, ao meu ver, toda busca de tratamento quer seja através de grupos de mutua ajuda, psicoterapias individuais e outros tipos de tratamento são válidos, pois a recuperação é um processo, onde por meios de varias tentativas, ainda que pareçam frustrantes, sempre atinge um processo de crescimento do individuo na busca de sua sobriedade.

     Quando me refiro que a internação é sempre a ultima fase do tratamento, realmente ela precisa ser, até porque, para uma pessoa interna-se precisa estar predisposta e consciente para se manter um determinado tempo dedicando-se inteiramente a si próprio e, para que isto ocorra o recuperando deve estar focado apenas em seu tratamento. É muito complicado manter-se numa entidade por um período determinado quando se está com parte do tempo inserido dentro da entidade, isto é, com pensamento unicamente voltado ao seu tratamento e outra pensando no que deixou lá fora da entidade. Enfim, um recuperando que esteja internado, porém com pendências extra-entidade certamente estes mecanismos serão usados pela sua dependência para abortar o tratamento.

     Outro fato importante que também se torna essencial à internação ser uma ultima fase é que, a internação acaba sendo uma nova experiência para um recuperando pelo fato de estar sobre um regulamento, ou seja, o recuperando precisa ser consciente que terá sua liberdade limitada, vigiada e disciplinada precisando respeitar os direitos dos outros como também permanecerá por um tempo longe dos familiares. Se realmente ele não estiver com este propósito não resistirá ao tratamento. 

     Portanto, algo se precisa refletir; os dependentes químicos não precisariam chegar a internação, no entanto, para muitos, somente acordam para o fato de sua dependência quando perderam quase tudo, por exemplo, a saúde, a família a vida social e assim, a internação tornam-se algo necessário e como ultima oportunidade. No entanto, por outro lado, a internação é um fator positivo para o recuperando, pois a partir do nada ele inicia se transformando num novo homem, quando de fato ele deseja vencer as drogas. Normalmente ao se encontrar no fundo de poço e não tendo mais onde baixar-se o recuperando passa através de sua força de vontade, por meio de experiências mutuas, através do desenvolvimento espiritual se reerguer, porém como uma nova pessoa. Sempre uso de um pensamento: Não há sobriedade permanente se não houver a transformação interior em seu todo.

Publicado por Ataíde Lemos em 28/07/2010 às 16h30
 
26/06/2010 19h14
Internação involuntária para dependentes químicos
          Inconscientemente, toda busca de tratamento para dependência química por meio de internação ocorre de maneira involuntária, pois o dependente ao se inserir numa clinica ou numa comunidade terapêutica estará sujeito a determinadas regras que não seja de sua vontade. Enfim, mesmo que ele esteja por sua vontade, de alguma forma, sente-se preso pela limitação da liberdade e do espaço físico. No entanto, mesmo que, esta decisão seja involuntária é uma tomada de atitude por vontade própria num desejo de deixar as drogas. É importante ressaltar que, normalmente a procura de tratamento ocorre num momento em que o dependente esteja passando por uma situação de intenso sofrimento psicológico, físico e social ou por algum outro fator externo que o leve a pedir internação.

        Porém, como é estatisticamente comprovada, grande maioria daqueles que decidem trata-se “voluntariamente” não completam o tratamento. Isto, deve-se as características da doença da dependência química que são: a ânsia, a fissura, etc. Enfim, a dependência física e psíquica torna-se o fator essencial para o aborto dos recuperandos ao tratamento. Portanto para que alguém consiga completar todas as etapas do tratamento, exige-se muita dedicação, força vontade, espiritualidade, apoio familiar entre outros, ou seja, precisa querer e estar com muita vontade de livrar-se das drogas.

          Pois bem, partindo do principio de que o tratamento a dependência química parte de uma vontade pessoal do dependente a entidade não tem como obrigá-lo permanecer internado involuntariamente por duas razões simples; o não cumprimento do regimento interno da entidade e a desestabilização emocional dos outros internos que estão em tratamento.

          A partir do descrito acima, é impossível um tratamento involuntário, por meio da imposição de terceiros seja através da família ou do Estado. Qualquer tentativa neste sentido, deixa de ser tratamento tornando-se outro recurso utilizado como plano de fundo para minimizar o sofrimento da família ou retirar tais doentes de circulação trancafiando em “prisões” intituladas de clinicas.

          Como já abordei em artigos anteriores; há apenas duas maneiras de manter internado um dependente químico involuntariamente que são: usar da violência física e emocional ou mantê-los sobre medicamentos (psicotrópicos) o tempo todo. Certamente, estes expedientes causam indignação à sociedade e prejuízos irreparáveis aos dependentes químicos de ordem psicológicos e psiquiátricos. Quantas denuncias ocorrem de entidades que mantém seus internos em estado de violência física e emocional? Entidades que são denunciadas por maus tratos? Muitas vezes tais situações ocorrem devido ao internamento involuntário. Isto é, a família paga uma mensalidade e as entidades para manterem seus caixas acabam usando da violência para com os internos. Em suma, por dinheiro algumas clinicas ou comunidades terapêuticas mantem seus pacientes involuntariamente.

          Finalizando, mesmo que um dependente químico procure tratamento, sua decisão é por necessidade, portanto, inconscientemente involuntária, porém pela vontade do dependente e mesmo assim, a maioria esmagadora deles abortam o tratamento. Sendo assim, imaginar que uma internação involuntária através do Estado leve um dependente químico a tratar-se é ser ingênuo demonstrando não ter conhecimento sobre a dependência química ou estar com outras intenções que não seja o especificamente o tratamento desta pessoa que se encontra dependente.

            Autor dos Livros escuro Drogas um vale e grande desafio para familia
            O Amor Vence de Drogas

Publicado por Ataíde Lemos em 26/06/2010 às 19h14
 
14/05/2010 15h46
Ckack uma droga em discussão
     O ckack não é uma droga nova, há quase duas décadas vem destruindo adolescentes e jovens. Segundo estatísticas, não são mais os adolescentes os consumidores desta droga, ela já atinge faixas etárias entre 35 a 45 anos. Certamente, esta faixa etária está relacionada ao tempo em que ela surgiu.
 
     A questão é que, durante muitos anos os usuários desta droga eram usuários da classe pobre. É importante ressaltar que o ckack é o subproduto da cocaína e tem seu preço baixo, portanto é de fácil acesso de dependentes de baixo nível econômico, porém, seu custo baixo é uma ilusão, pois o uso produz um efeito avassalador no sistema nervoso central, mas de pouca duração, levando o dependente após o efeito consumir outra logo em seguida e assim consecutivamente. Enfim, a fissura é tão grande que leva o usuário usar muitas pedras em pouco espaço de tempo.
 
     É importante também dizer que há todo um ritual em consumo do ckack e algumas características que leva o dependente manter-se um comportamento de risco a sua vida constantemente.

     O ckack leva 10 segundos para fazer o efeito, gerando euforia e excitação; respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguido de depressão, delírio e "fissura" por novas doses. "Crack" refere-se à forma não salgada da cocaína isolada numa solução de água, depois de um tratamento de sal dissolvido em água com bicarbonato de sódio. Os pedaços grossos secos têm algumas impurezas e também contêm bicarbonato. Os últimos estouram ou racham (crack) como diz o nome.

     Cinco a sete vezes mais potente do que a cocaína, o crack é também mais cruel e mortífero do que ela. Possui um poder avassalador para desestruturar a personalidade, agindo em prazo muito curto e criando enorme dependência psicológica. As primeiras sensações são de euforia, brilho e bem-estar, descritas como o estalo, um relâmpago, o "tuim", na linguagem dos usuários. Na segunda vez, elas já não aparecem. Logo os neurônios são lesados e o coração entra em descompasso (de 180 a 240 batimentos por minuto). Há risco de hemorragia cerebral, fissura, alucinações, delírios, convulsão, infarto agudo e morte.

      O pulmão se fragmenta. Problemas respiratórios como congestão nasal, tosse insistente e expectoração de mucos negros indicam os danos sofridos.

       Dores de cabeça, tonturas e desmaios, tremores, magreza, transpiração, palidez e nervosismo atormentam o craqueiro. Outros sinais importantes são euforia, desinibição, agitação psicomotora, taquicardia, dilatação das pupilas, aumento de pressão arterial e transpiração intensa. São comuns queimaduras nos lábios, na língua e no rosto pela proximidade da chama do isqueiro no cachimbo, no qual a pedra é fumada.

     Com o passar do tempo o ckack deixou de ser droga da classe pobre, sendo usada também pela classe mais elevadas. Certamente este também tem sido o motivo da mobilização da sociedade está se fazendo em relação ao ckack, promovendo discussões e até mesmo se pensado em fazer Leis para procurar minimizar sua demanda fanççando o tratamento dos dependentes desta droga.

     É triste constatarmos que somente quando a classe mais elevada economicamente da sociedade é atingida por algum tipo de droga que ocorre toda uma mobilização, mas como diz o ditado, "de todo um mal Deus tira um bem". Isto é, a partir desta realidade talvez agora as classes mais pobres poderão ser beneficiadas.

Autor dos Livros escuro Drogas um vale e grande desafio para familia
O Amor Vence de Drogas

Publicado por Ataíde Lemos em 14/05/2010 às 15h46
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.



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