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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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08/04/2011 16h43
Propósito de vida

 

Ao fazer uma reunião de grupo com os recuperando numa comunidade terapêutica abordei o tema “Propósito de Vida”. Pois, conseguir superar as drogas é fundamental uma reformulação de conceitos para se construir um novo estilo de vida onde algumas metas devem ser traçadas visando deixar o passado para trás.
 
Um futuro se constrói no presente e o passado deve apenas ser analisado como referencia para que não se permita volta-lo, já que isto implica em recaídas.
 
O sofrimento quando é extenso, perde-se a referencia de sua proporcionalidade, ou seja, a pessoa não se dá conta do tamanho de sua dor. Isto ocorre com a pessoa dependente, isto é, muitas vezes um dependente não consegue ter a dimensão do tamanho das perdas que ocorrem na sua vida. Ele não consegue ter a dimensão do estrago que a droga lhe está proporcionando em relação sua saúde, sua vida social e emocional e assim, ele não procura de uma maneira efetiva trabalhar na sua sobriedade.
 
Deixar as drogas requer um esforço grande em mudar um emocional que está mórbido, mas que não se dar conta disto, pois a mente vai se condicionando ao estilo de vida do meio em que o dependente vive na sua vida ativa nas drogas, ou seja, o ambiente, os amigos de adicção, o estilo de vida que os dependentes químicos vivem os condiciona a uma visão deturpada e míope da sociedade.
 
Para aqueles que são dependentes ou vivem o mundo da adicção suas referencias normalmente são aqueles que também fazem parte do meio em que vivem, e os que estão fora deste grupo são os caretas, ou seja,  aqueles que não usam drogas. No entanto, a partir de um tratamento está visão deve ser mudada, isto é, os que devem ser referencia a partir de então para eles são os caretas, porém, isto se torna um grande desafio.
 
Um propósito de vida para que seja fortalecido e atingido exige perseverança, mudança de hábitos, determinação e acima de tudo viver um dia de cada vez sabendo onde quer chegar. Também exige humildade para reconhecer que precisa mudar seus pensamento e aceitar que não é o centro, mas faz parte de um meio, ou seja, é preciso integrar-se à sociedade, consciente que terá bons e maus momentos.
 
A droga condiciona o corpo e a mente de um dependente, levando-o a imaginar ser incapaz de viver sem ela. No entanto, a partir do momento em que o dependente assume mentalmente que pode supera-la e passa a adquirir um novo propósito de vida procurando ocupar-se tanto fisicamente como mentalmente com outros pensamentos e procurar-se inserir em novos grupos de relacionamentos, adquirindo novas amizades e se fortalecendo espiritualmente aos poucos vai se libertando e descobrindo que pode viver sem ela.
 
Ataíde Lemos
Escritor, poeta e palestrista

Publicado por Ataíde Lemos em 08/04/2011 às 16h43
 
02/02/2011 19h47
Tratamento a dependentes químico via comunidade terapêutica
Gostaria de fazer algumas colocações – segundo meu entendimento – contribui para que uma pessoa que seja dependente químico consiga encontrar a “cura”, por meio de Comunidade Terapêutica. Coloquei cura entre aspas por entender que dependência química não há cura definitiva, mas sim, um estado de sobriedade.

Pois bem, normalmente, uma Comunidade Terapêutica, o tratamento se dá baseada num tripé; Espiritualidade, Laborterapia e Reuniões de Grupos.

Este tripé proporciona o recuperando trabalhar seu biológico, seu emocional e por fim, seu Eu, enquanto um Ser místico.

Outro dado importante a se ressaltar é que Comunidades Terapêuticas, via de regra, evita o tratamento através de medicamentos fármacos, por entender, que nestes casos o que se está fazendo é; trocando uma droga por outra, no entanto, há casos que são necessários, porém são acompanhados por profissionais da saúde.

Laborterapia: a laborterapia tem como fundamentos à eliminação das drogas existente no organismo, bem como, iniciar um processo de reeducação biológica, haja vista que normalmente os dependentes químicos acabam criando hábitos que causa tanto uma disfunção psicológica quanto biológica. Ainda é necessário frisar que a laborterapia provoca ocupação física e mental, proporcionando o recuperando cansaço e por conseqüência, reorganizar seu sono e não ocupar a mente para fique pensando na sua vida de drogadição.

Espiritualidade: todo Ser humano necessita encontrar determinadas respostas para si que somente pode ser encontrada por meio da espiritualidade, ou seja, é fundamental que haja um desenvolvimento espiritual, pois é através da espiritualidade que as pessoas passam a direcionar a vida, se relacionar consigo mesmo e com os outros. É por meio da espiritualidade que as pessoas se abrem a buscar suas curas físicas e emocionais. Enfim, o desenvolvimento espiritual leva as pessoas a mudarem seus relacionamentos interpessoais se abrindo para uma nova dimensão de vida. Em suma, para o sucesso tanto da laborterapia como das reuniões de grupos é fundamental haver este desenvolvimento espiritual.

Reunião de grupos: pois bem, devemos analisar as reuniões de grupos abordando três aspectos fundamentais, ou seja, a questão psicológica, filosófica e educacional. Psicológica; para a construção de um presente visando um novo futuro é necessário reavaliar a vida e os comportamentos, isto é, o dependente precisa se conhecer, precisa superar seus traumas, suas deficiências emocionais, seus complexos de superioridade e inferioridade e isto se dá por meio da psicologia. Filosófica; depois de se conhecer e aprender a trabalhar seu emocional é fundamental construir uma nova filosofia de vida, não dá para ser diferente continuando no mesmo, ou seja, é necessário passar a ter uma nova visão de mundo, um novo perfil de futuro é isto se dá por meio de questionamentos e buscas. Toda relação com um novo que o dependente começa a construir está relacionada à filosofia de vida. Por fim, o terceiro aspecto é a educação, ou seja, é necessário conhecer o que é dependência química, como a doença inicia quais são seus sintomas, o que ela causa tanto no organismo englobando o sistema nervoso central como no psíquico.

Como podemos observar, o tratamento químico é complexo. No tripé que foi colocado no inicio exige uma total entrega do recuperando ao tratamento. Muitas vezes o fracasso se dá pela não sintonia deste tripé estabelecido. Porém, quando o recuperando está com firme propósito em deixar as drogas ou o álcool procurando assumir toda as etapas e todos os pontos básicos do tratamento não tem como fracassar, ou seja, ele consegue vencer as drogas.

Publicado por Ataíde Lemos em 02/02/2011 às 19h47
 
05/01/2011 21h42
O Estado é mercenário em relação às drogas
     Li uma matéria hoje (05/01/2011) no site da UOL, e não me contive em escrever este artigo. A manchete da noticia é: “Novo ministro da Justiça apóia discussão sobre descriminalização do uso de drogas”. Na minha opinião o Estado é mercenário, ou seja, tudo que for possível se fazer para que entre mais dinheiro nos cofres públicos o governo faz, independente, se é para o bem da sociedade ou não, no entanto, que seja bom para os cofres públicos, a fim de, que aumente o faturamento para a corrupção.

     Esta realidade fica muito nítida quando observamos de como o governo age em relação às drogas lícitas (álcool e tabaco). O governo sobretaxas estes produtos, arrecadando valores altíssimos em impostos, no entanto, é muito tímida sua ação quando o caso é promover leis para restringir as publicidades dos mesmos como também dar atendimento aos que adoecem. Uma Lei para conter a publicidade leva anos para ser aprovada e isto quando ocorre.

     Como colocado acima, o Estado não faz quase nada quando o caso é tratamento. Todos aqueles que tem problemas com álcool na família, conhece muito bem. Infelizmente, há pouquíssimas clínicas públicas para tratamento de álcool e as organizações não governamentais, em sua grande maioria não recebem verbas públicas para atenderem seus pacientes. Quando o assunto é tabaco, a situação é a mesma. Todos sabemos que grande parte daqueles que adquirem câncer é proveniente do cigarro, no entanto, este tipo de tratamento é muito obsoleto, ou seja, poucos são as cidades de atendem este tipo de doença. No entanto, o governo pensa apenas em lucrar com as drogas lícitas, sem compromisso em reverter grande parte dos impostos destas drogas para promover a saúde dos que acometem doenças provenientes do uso. Em suma, as empresas e o Estado lucram bilhões e a sociedade fica com o ônus do tratamento e do caos social proveniente das drogas.

     O governo agora pretende trazer para discussão pública a descriminalização das drogas ilícitas. É interessante que esta vontade surge a partir dos fatos que vem ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro, ou seja, a partir do momento que o Estado começa um desmonte dos traficantes, parece que deseja entrar no negocio, pois, já que está diminuindo a concorrência, porque não lucrar com isto, já que as pessoas não vão parar mesmo de usar drogas? Enfim, o governo, com uma discussão demagógica procura incitar a sociedade para aceitar o consumo de drogas ilícitas sem se importar com o problema maior que é a questão de saúde e da desestrutura social e familiar que as drogas provocam visando apenas lucrar com os altos impostos, pois, certamente taxará tais drogas com a mentira que tais taxas é para promover a saúde dos dependentes.

     As entidades de saúde e sociais que atuam nesta área sejam aquelas que trabalham na prevenção ou as que promovem tratamentos e também as entidades religiosas precisam ficar atentas com a manobra que o Estado procura fazer, pois para ele, não importa os efeitos das drogas em termos de saúde ou mesmo social, mas sim, os bilhões que entrarão nos cofres públicos para enriquecerem com maior caixa para a corrupção.

Ataíde Lemos
Poeta e escritor

Publicado por Ataíde Lemos em 05/01/2011 às 21h42
 
02/01/2011 18h36
A violência das drogas e sua legalização

          Gostaria de abordar um tema sobre as drogas e a violência gerada tanto pelo tráfico quanto aquela que ocorre pelo seu consumo e a sua legalização. 
 
            Uma das bandeiras levantadas por aqueles que defendem sua legalização, está na violência que a ilegalidade provoca, porém, não pelo seu consumo, mas sim, pelo tráfico, ou seja, a droga gera muitas mortes, alicia muito jovem e adolescente ao mundo do crime. Estes são os argumentos pelos defensores da legalização.
 
            No entanto, com o que está havendo na cidade do Rio de Janeiro em relação à ação do Estado junto aos traficantes este argumento – violência gerada pelo tráfico – começa a cair por terra, pois até o presente momento, podemos observar que este tipo de violência diminuiu sistematicamente nas principais regiões dominadas pelos traficantes. Lugares estes que haviam uma enorme violência devido ao tráfico de drogas.
 
            Por outro lado, sabemos que nem os consumidores de drogas e nem os dependentes químicos deixaram de fazer seu uso, ou seja, a violência que ela provoca devido ao seu consumo se mantém. Violência que está na família, nas comunidades, no trânsito, etc. A violência que desestabiliza a sociedade e, por conseguinte, a todos e o qual o Estado não tem como exercer uma ação em curto prazo, mas somente a médio e longo tempo trabalhando efetivamente para a diminuição da demanda por meio de projetos de prevenção e também na ação imediata oferecendo tratamento aos dependentes químicos e na contínua tarefa de combater o tráfico de drogas.
 
            A violência que as drogas provocam devido ao seu consumo é infinitamente superior e mais prejudicial à sociedade que a provocada pelo tráfico, haja vista, que a violência provocada pelo consumo destrói a família que por, consequencia, vai degradando toda uma sociedade ao longo do tempo, destruindo valores essenciais e fundamentais para a dignidade humana. Ceifando adolescentes e jovens, bem como, destruindo toda uma sociedade em seus valores culturais, sociais e espirituais. 
 
            Outro fato importante a se destacar está na imposição por meio de leis para diminuir a violência das drogas, isto somente não funciona, mas sim, uma imposição somando com trabalhos de educação, ou seja, leis apenas não funcionam se não haverem projetos de nível educacional para a formação e conscientização da gravidade que são as drogas e a responsabilidade que deve haver ao ingerir drogas lícitas como o álcool e o tabaco. Um exemplo clássico e recente que se pode citar sobre a violência provocada pelo consumo da droga licita (álcool) é a lei denominada Lei Seca. Está evidenciado que, embora, foi feito um grande marketing em sua implantação, não fez com que os motoristas parassem de ingerir álcool e pegar no volante, pois, aquele que bebe e não tem responsabilidade ou aquele que tem problemas de alcoolismo continua a pegar o carro embriagado. É notória a quantidade de mortes que estão sendo provocados pela mistura de álcool e volante.
 
            Finalizando, a discussão da legalização das drogas ilícitas a despeito da violência que ela provoca sobre a ótica do trafico acaba de ser derrubada quando observamos que esta violência diminuiu sistematicamente no Rio de Janeiro, no entanto a violência provocada pelo seu consumo continua num estado crescente, por isto, não a sua legalização.
 
Escritor e poeta
Para conhecer meus livros acessar
http://www.ataide.recantodasletras.com.br/livros.php


Publicado por Ataíde Lemos em 02/01/2011 às 18h36
 
01/12/2010 22h56
A guerra das drogas deu uma trégua.
     Muitas pessoas estão felizes com o que houve no complexo do Alemão e tantas outras comunidades em relação à intervenção do Estado na cidade do Rio de Janeiro, acabando com o reduto dos traficantes. Realmente, foi um golpe dado a eles que mandavam naquelas comunidades e também acabando com o poderio deles.

     Porém é importante saber que toda esta realidade que se criou de paz transparente é uma situação provisória, por uma razão muito simples, ou seja, destruiu, desmontou, desarticulou estes donos do trafico, mas infelizmente, surgirão novos traficantes, pois se eliminou os que vendiam as drogas, mas os usuários e dependentes continuam a existir e continuarão, portanto, outros traficantes surgirão para manter seus prazeres e dependências.

     É importante, olhar para esta realidade voltando a alguns fatos do passado, inclusive que ocorreu no Rio em relação ao jogo do bicho. Muitos bicheiros foram presos, outros morreram e pergunto: acabou o jogo do bicho? Certamente que não, pois muitos são viciados em jogos e não deixam de fazerem suas fezinhas. Mas, o interessante é nunca mais se falou neles, como se tivessem acabado com a jogatina.

     Em relação às drogas é a mesma situação e ainda pior, ou seja, há muitos usuários de drogas que tem grande poder aquisitivo. Há muitos políticos, empresários, artistas que continuarão usando drogas e pagarão o preço que o mercado exigir para manter seu uso. Com a queda de muitos traficantes a cotação da droga triplicará estimulando muitos empresários a investir neste negocio ilícito suscitando novos traficantes.

     Como este comercio ressurgirá não há como prever. Em que Estados firmarão suas bases também não da para saber, mas algo sabe, ou seja, ela ressurgirá, pois como os usuários e dependentes continuarão e há muitos empresários que gostam de lucros fáceis e há muitos policiais e pessoas do poder público que se corrompem com facilidade.

     O grande trabalho do Estado é minimizar no máximo o quadro de violência que o trafico produz, ou seja, é fundamental que o Estado trabalhe para que adolescentes não sejam novamente recrutados tornando soldados dos novos traficantes que surgirão. É necessário que o Estado intervenha promovendo políticas de saúde, sociais, cultural para esta população de risco afastando-as o máximo do pode dos traficantes. Não há duvida que a situação do Rio de Janeiro tornou-se insustentável devido ao descaso do Estado, que preferiu compactuar com o crime através de sua omissão.

Publicado por Ataíde Lemos em 01/12/2010 às 22h56



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