Seja bem vindo, boa leitura, será um prazer teu comentário.
Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
PrêmiosPrêmios
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
LinksLinks
Meu Diário
30/04/2012 16h17
Combater as drogas

 

Estava assistindo uma entrevista, onde um jornalista criticava veementemente a imprensa que é por ele, intitulada de Partido da Imprensa Golpista (PIG). Segundo ele, esta imprensa visa desestabilizar o governo, mas com ênfase ao Legislativo, ou seja, desacreditar uma instituição que, por si só, já é desacreditada pela sociedade, por ser um Poder da Republica composto de usurpadores do Poder. Por ter políticos que legislam em causa própria. Por ser um Poder que não fiscaliza o Executivo e, de certa forma, é capacho dele, etc. etc.
 
Porém, segundo ele, o PIG não questiona e não promove a consciência política dos cidadãos, para que ao votarem escolham melhores seus representantes. O que o PIG não promove são debates, onde possa melhorar a qualidade dos políticos através de uma educação que ela poderia promover, pois se é uma formadora de opiniões, certamente, poderia também ajudar colaborando na educação cidadã da sociedade. Por que o PIG, não promove este tipo de educação? Simplesmente, porque deseja que cada vez mais, haja uma repulsa da sociedade contra o Legislativo, e assim, os parlamentares enfraqueçam e suas influencias, tornem-se menos, dentro de suas atribuições.
 
Quanto mais desacreditado o Legislativo for, cujo seu papel é de fundamental importância para a democracia, maior o domínio econômico daqueles que possuem grandes fortunas e também daqueles que detém o poder da comunicação. Ou seja, para o PIG, é necessário que a sociedade repudia e desacredite de um Poder essencial, cujo é a casa da sociedade, para que um grupo exerça o domínio sobre o Executivo, através dos grupos de lobistas, qual objetivo é defender seus interesses, ainda que eles produzem mais misérias, desigualdades, injustiças, preconceitos, etc.
 
Não há duvidas que temos um legislativo fraco, corrupto e sectário, onde 10% dos parlamentares hábeis manipulam o restante dos 90%, que muitas vezes, nem sabem o que estão fazendo lá, ou melhor, sabem que estão defendendo seus salários e mordomias, enquanto que os 10 % é que de fato estão governando o País, segundo os interesses de seus respectivos lobistas. Porém, é necessário o trabalho de fortalecimento desta Instituição e não o seu desmonte, a sua descredibilidade. O Congresso Nacional, como colocado acima, é a casa que fortalece a democracia. É o Poder onde a sociedade é representada bem ou mal, mas é. É fundamental o seu fortalecimento e um trabalho intenso de educação para que a sociedade saiba escolher bem seus representantes, pois são eles (parlamentares) quem garante o enfrentamento político; a criação de leis; a fiscalização e a destinação do orçamento da União. É um Congresso Nacional forte que enfrenta os lobbies do interesse dos grandes empresários; dos grandes detentores das mídias poderosas, enfim, é um Legislativo forte que enfrenta o poder econômico.
 
Jamais podemos cercear o direito da noticia, é preciso conhecer as duas faces das noticias. É essencial as denuncias virem a tona. Tivemos recentemente baixas de vários ministros de Estado que somente ocorreram devido as denuncias dos meios de comunicação; das mídias consideradas pelos esquerdistas de o PIG. No entanto, é fundamental, que a sociedade não deixe-se ser manipulado pela imprensa para que ela não exerça um poder de domínio, usando toda sua força de manipulação para não promover a democracia em nome dela (democracia). Ou seja, a mídia, é fundamental para que cada vez mais a sociedade possa ser educada para a democracia e que de fato o Brasil, seja de todos e não de alguns grupos políticos e econômicos.

Publicado por Ataíde Lemos em 30/04/2012 às 16h17
 
05/03/2012 17h37
Dependentes e seus familiares no tratamento

 

Gostaria de abordar um tema que é muito delicado, mas infelizmente, é corriqueiro ocorrer com os dependentes químicos quando estão em tratamento nas comunidades terapêuticas que é; o abandono de seus familiares.
 
É natural – porém, não justificável – que os familiares acabam-se desgastando com seus entes dependentes que se adoecem a tal ponto de não se importarem mais com eles, ou seja, acabam abandonando-os, como se eles não fizessem mais parte da família.
 
O tratamento de um dependente químico se dá através da participação da família, ou seja, para que de fato, um dependente consiga manter sobriedade é fundamental contar com o apoio de seus familiares, bem como é essencial para os familiares participarem do tratamento de seu ente, pois eles também estão doentes, e como toda doença, para que atinja sua cura é preciso que todos os órgãos afetados sejam tratados. Portando, não basta que o dependente esteja numa clinica em tratamento se seus familiares não estejam inseridos também nele.
 
O que muitas vezes, vemos ocorrer é que a família ao colocar seu ente numa clinica, esquece dele lá. É como se estivesse tirando um peso de seus ombros transferindo-os para a instituição. Em muitos casos, elas sentem se aliviadas, pois sabem que na entidade eles estão sendo cuidados, ou seja, não estão jogados nas ruas, não estão dando preocupações. Estão sendo bem alimentados, etc., esquecendo que na instituição é por um período transitório, isto é, um dia ele sairá de lá e voltará para as ruas e tudo recomeçará de novo se de fato não estiverem sóbrios.
 
A grande maioria dos dependentes que dão entrada nas comunidades terapêuticas – instituições mais pobres – ocorre através da assistência social do município; entidades civis de acolhimento, por indicação de pessoas caridosas. Ou seja, estes dependentes já estão descartadas pela família, e naqueles casos onde a família que procura internação, parte delas só aparece na entidade para internar depois desaparecem. Sendo assim, é um trabalho árduo o tratamento deles, pois lhes falta o essencial que é a presença dos familiares.
 
Durante muitos anos, atuando no tratamento de dependentes químicos, o dia mais triste era o dia da visita dos familiares, pois, na maioria das vezes, nem 10% dos internos recebiam visita. Ou seja, no único dia que a família tinha para visitar e dar força para seu ente internado ela não comparecia.
 
Ainda é preciso dizer, que no estatuto, no regimento da maioria das comunidades terapêuticas, há uma norma que exige a participação da família no tratamento. Este comparecimento é para que ela saiba como está o processo de recuperação de seu ente, para participarem de palestras sobre co-dependência. Há também uma norma que exige que a família participe de algum grupo de mutua ajuda, no entanto, a imensa maioria delas, não participa. Então, as instituições ficam num dilema, ou dispensam os recuperando cuja família não cumpra tais normas, ou os mantém em tratamento. Muitas delas, optam por mantê-los, pois o amor por eles, sobressai ao regulamento.
 
Enfim, é fundamental que as famílias de dependentes químicos, não permitam que a doença os faça tornar-se frias a ponto de abandonar seus entes doentes (dependentes químicos), pois esta atitude já é um sinal claro que de elas estão doentes também. É importante frisar que a cada internação deve-se brotar uma esperança, ainda que possam ser varias internações. Cada dia é um novo dia, e cada momento é momento novo. Também é importante, que as famílias não veja uma instituição de tratamento como algo que vai dar ao seu ente mais dignidade ou proporcionar uma tranqüilidade para ela. Evidentemente, é infinitamente melhor estar numa clinica do que estar nas ruas, passando frio, fome, se drogando e a tensão da má noticia a qualquer hora, porém, é fundamental que a família participe do tratamento de seu ente. É importante que a família se insira no tratamento, para que possa curar de sua co-dependência que há.Uma doença tão grave quanto à própria dependência.
 
Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Autor do livro "O Amor Vence as Drogas"
Adquira o seu entrando em contato

Publicado por Ataíde Lemos em 05/03/2012 às 17h37
 
13/12/2011 11h51
Como vencer as drogas mantendo-se a sobriedade

 

               Acredito que o conhecimento que se tem em relação ao mal que a droga provoca biologicamente; o conhecimento da dependência em termos psico-social , a força de vontade que deve existir dentro do dependente através de um retrospecto da vida antes e após uso (as perdas após consumo), são fatores essenciais para fortalecer em não fazer seu uso. Somente o dependente pode vencê-la, esta vitória ocorre a partir do momento que o dependente comece a viver só por hoje, ou seja, por hoje não vou usar drogas; por hoje vou me amar mais; por hoje vou buscar mais a presença de Deus; por hoje vou viver mais minha família e por ai em diante... "só por hoje". Mesmo sabendo que a droga é uma droga perigosa, procurar por um lado teme-la, mas por outro, não vivê-la, isto é, procurar construir uma qualidade de vida. Procurar preencher os espaços físicos e emocionais vazios que surgem constantemente na no dia a dia com coisas saudáveis e colocar cada dia nas Mãos de Deus. É fundamenta também Procurar participar de grupos de ajuda tanto na internet quanto em sua cidade, ajudando as pessoas através de sua história de vida, isto é também uma maneira de superar as suas fissuras. Há doenças que os medicamentos são fármacos há outros que é o remédio está dentro de cada um. Enfim, procurar tirar do psicológico a prioridade que é a droga e colocar em seu lugar outras prioridades, por fim, viva um dia de cada vez.

 

               Se desejar saber mais sobre este tema convido adquirir o livro O Amor Vence as Drogas. Entre em contato 


Publicado por Ataíde Lemos em 13/12/2011 às 11h51
 
11/09/2011 17h02
O desafio para tratar-se um dependente químico

As pessoas são subjetivas, ou seja, cada um, é cada um, porém, o tratamento para dependência química em grupo segue uma metodologia coletiva, isto é, um tratamento igual para todos.


Alguns parâmetros precisam ser considerados antes de se questionar o tratamento que são: as características da doença e o propósito de quem procura um tratamento.
 
Ø      Características da doença:
 
É preciso levar em consideração que a doença da dependência química é bio-psico-social. Isto significa dizer, que ela é ao mesmo tempo uma doença que provoca disfunções orgânicas, psicológicas e tem também consequencias sociais para aquele que contrai a dependência.
 
Quanto à questão psicológica seus efeitos influenciam no comportamento. Influem na construção novos traços na personalidade (alguns dizem, defeitos de caráter), que leva o dependente a ter uma nova visão de mundo, de sociedade. Visão esta que vai contra certos valores, princípios de convívio social tendo perdas sociais e uma disfunção psicológica e ainda, é preciso ressaltar que estas mudanças também são sintomas provocados pela dependência, ou seja, pela necessidade de drogar-se.
 
Portanto, seus efeitos e mudança de comportamento, segundo meu ponto de vista, é um dos fatores mais complexos para busca de um tratamento e para sua manutenção no mesmo.Muitos dependentes acabam buscando tratamento por questões sociais e biológicas, no entanto, como seu psicológico não está preparado não permanecem. O índice de pessoas que abortam o tratamento chega a quase 90%. Há dependentes que entram e saem no mesmo dia de uma clínica, outros permanecem uma, duas semanas e quando aperta a crise de abstinência não resistem. Já alguns até ficam 2, 3 meses, mas como não conseguem trabalhar o psicológico acabam abortando alegando vários motivos.
 
 
Ø      Propósito
 
O propósito está muito ligado a questão psicológica, ou seja, não tem como se manter num tratamento sem vontade. Pois, ninguém faz o que não deseja. Não há como exigir de uma pessoa mudança de vida, de comportamento se ela não quer.
 
Na maioria dos casos conversando com dependentes em recuperação eles são claros ao dizerem; “agora eu quero, já internei varias vezes, mas na verdade em nenhuma delas eu quis recuperar”, “eu me internei para livrar de uma situação lá fora”, “me internei para dar uma recuperada biológica, pois andava muito doente e quis dar um tempo”. Enfim, estes e tantos outros argumentos ouço de muitos que buscam tratamento. Isto é, não existe o propósito de uma mudança de vida, ou melhor, de deixar as drogas de verdade. Portanto, para estes, não deixarão as drogas mesmo.
 
Pois bem, partindo das colocações acima, sou contrariamente a internação involuntária, por acreditar que se alguém, não quer se tratar não há como força-la, pois o dependente pode até se internar, mas não permanecerá na instituição, e ainda é preciso levar em consideração que esta pessoa colocará em risco aqueles que de fato estão a fim de tratamento de verdade.
 
Muitos podem dizer: “Mas o que fazer com aqueles que não querem tratar-se?” Ou “Como fazem os familiares destes dependentes que não querem trata-se?” Acredito que para os pais o fundamental é procurar ajuda profissional ou participações em grupos de mutua ajuda. Não adianta questionar, lamentar-se sem ter atitude de procurar orientações, informações e tratamentos também, pois, grande maioria dos pais estão doente juntamente com seus entes, a doença da coodependencia.
 
Para os jovens dependentes que estão se drogando e não querem se tratar é preciso que haja entidades governamentais e da sociedade cível que tenham projetos que levem estes dependentes buscarem tratamento de forma voluntária, ou seja, projetos direcionados a aqueles que são dependentes e que não se deram conta que precisam trata-se.
 
O que a sociedade precisa cobrar do Poder público são projetos neste sentido, ou seja, casas de acolhimentos onde haja equipes interdisciplinares que visam os dependentes que estão nas ruas que não querem se tratar poderem através de abordagem de acolhidas e ao mesmo tempo de informações promoverem a consciência neles da dependência, e assim, que este desejo for manifestado ter entidades para os encaminharem. O que vemos hoje são jovens desejando internação para o tratamento e o Poder público sem ter como encaminha-los devido ao descaso as entidades de tratamento.
 
Ataíde Lemos
Autor dos livros 
Drogas, um vale escuro e grande desafio para familia 
O Amor Vence as Drogas
Se desejar adquirir basta entrar na página livros a venda 
 

Publicado por Ataíde Lemos em 11/09/2011 às 17h02
 
28/06/2011 16h51
Um dos males das drogas é a questão referente às classes sociais
Sou um defensor contra a legalização das drogas, por trabalhar com dependentes químicos em tratamentos. Por ver e ler o mal que elas provocam tanto para aquele que faz uso, como indiretamente a família e a sociedade. Enfim, as drogas destroem o homem e a sociedade. Acredito que esta posição é também da imensa maioria  daqueles que atuam na área de prevenção e de tratamento a dependentes químicos.
 
Muitas vezes se usa o discurso de que algumas drogas são leves e poderiam ser legalizadas e assim questionam: se tais drogas como, por exemplo, a maconha não pode ser legalizada, por que o álcool e o tabaco que são drogas lícitas altamente prejudiciais, até mais que algumas ilícitas são liberadas? Para esta indagação, tenho apenas uma única resposta: não há como controlar uma droga utilizada por mais de 90% da sociedade e o tabaco que também possui um alto percentual de fumantes. É inviável, é utopia querer torná-las ilícitas.
 
Por outro lado, tal questionamento é incoerente e serve como base para a não liberação da maconha e outras  ilícitas, haja vista, que se as licitas fazem este grande estrago na saúde das pessoas e da sociedade, por que liberar as outras? Sendo que seus consumidores são uma parcela pequena da sociedade? A maconha não atinge 8 % de usuários, a cocaína, menos de 4%, ou seja, se um governo não pode controlar este uso é melhor pegar o boné e pedir demissão ou renunciar.
 
Enfim, este é um fato que se constata o porque sou contra a legalização das drogas, além do que, é preciso levar em consideração do interesse que está por trás em querer a legalização da maconha, pois, é apenas o inicio da legalização das outras drogas.
 
Quando se diz que a droga provoca violência, ninguém questiona este fato. No entanto, é preciso ressaltar que a violência das drogas não está apenas na questão do tráfico, mas também no consumo, ou seja, como ela altera a consciência,  muitos sobre seus efeitos acabam provocando um grande índice de violência. Mas uma vez, devemos analisar as drogas licitas, o consumo de álcool é responsável por um numero expressivo de mortes fúteis e a violência domestica. Portanto, a questão da violência provocada pelas drogas é relativa.
 
No entanto, meu objetivo é também entrar num outro aspecto, que me causa indignação, ou seja, a maneira diferenciada de interpretação da Lei sobre drogas pelas autoridades os quais tratam os usuários e dependentes químicos . Infelizmente, vemos que o grande problema da ilegalidade das drogas, não está nela em si (drogas), mas nas classes sociais que as usam. Isto é, os pobres são tratados completamente diferentes dos das classes A em relação à Lei sobre Drogas.
 
Dias atrás uma manchete de mídia dizia: “A policia prendeu mais um traficante de drogas”. Pois bem, fiquei atento para a matéria; ao ouvir a noticia tinha o seguinte conteúdo: “A policia militar prende um traficante, com ele foram pegos 4 buchas de maconha e uma quantia de R$ 5,00”. Seria cômico se o desfecho deste pobre usuário ou dependente não fosse trágico. Enfim, um usuário, no mínimo da classe pobre, é considerado traficante porque estava com 4 cigarros de maconha e R$ 5,00 reais (dinheiro do tráfico) e os bacanas da Zona Sul. Os filhos dos da classe A são pegos com kilos de maconha, de cocaína e não passam de usuários. É muito triste observarmos que é assim que ocorre, ou seja, o problema da ilicitude das drogas está  relacionado aos da classe pobre. Estes sim, são violentados em seus direitos, tendo punições além da Lei.
 
Temos lido na imprensa que o governo do Rio de Janeiro vai abordar os usuários de drogas que estiverem consumindo ckac nas vias públicas e interná-los compulsoriamente para desintoxicação, ai fica o pergunta: todos serão internados? Os filhos dos da classe A que estiverem se drogando nas vias publicas serão internados? Pois, usuários de ckac, somente se conhecem suas identidades após averiguação. Será que os pais da classe A, os quais terão seus filhos apreendidos pela policia serão obrigados internarem seus filhos usuários de ckak para desintoxicação?
 
Em suma, é preciso acabar com esta hipocrisia e tratar as pessoas iguais. A Lei precisa ser igual para todos, acabando com o preconceito e a discriminação dos usuários de drogas das classes menos desfavorecidas economicamente dando tratamentos desiguais aos usuários de drogas, segundo suas classes sociais.


Ataíde Lemos

Escritor e poeta

Autor dos livros: O Amor vence as drogas

Drogas, um vale escuro e grande desafio para fámília



Publicado por Ataíde Lemos em 28/06/2011 às 16h51



Página 2 de 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » [«anterior] [próxima»]