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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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18/05/2008 10h54
Drogas uma questão de prevenção
         O expert em dependência química Dr. George Vaillant, psiquiatra e psicanalista, que trabalha em Harvard, é mundialmente conhecido por seu livro "The Natural History of Alcoholism", diz ele que, não há tratamento definitivo para dependência química. Isto é, aquela pessoa que seja dependente não supera definitivamente sua doença através de um medicamento ou tratamento terapêutico podendo voltar a beber socialmente. Segundo ele, todo tratamento químico existente tem na sua essência o sentido preventivo.

          Quando atuamos nesta área vemos que sua colocação tem um grande sentido. Na verdade, tudo que se trabalha sobre drogas é visando à prevenção. Esta prevenção é primaria, secundaria e também quando alguém se encontra dependente ela é trabalhada no tratamento, ainda que possamos ter outras conotações e metodologias. Porque prevenção? Por que na realidade se trabalha para que não ocorra o primeiro gole ou que a pessoa que tenha problemas com drogas não venha a recair, retornando ao consumo por meio do primeiro uso.

          Observamos que tudo que se faz no sentido de prevenção realizado com crianças e adolescentes através da Educação, é visando levar todas as informações necessárias para que o adolescente não faça uso das drogas ilícitas, procurando incultar nelas todas as conseqüências do consumo. No caso do álcool uma droga inevitável de não ser consumida, visa-se retardar ao máximo seu consumo para uma faixa etária onde o consumidor já esteja emocionalmente estruturado e com condições de trabalhar o uso caso sinta-se potencialmente sujeito a tornar-se dependente. Também podemos observar que na maioria das vezes a atuação da Saúde quanto à questão das drogas também é preventiva, levando a sociedade conhecer todos os malefícios e conseqüências das drogas no orgânico e no psíquico.

          No caso do tratamento com pessoas já dependentes o trabalho preventivo ocorre por meio de informações seja por experiências repetidas; empatias de pessoas que viveram as mesmas experiências e se unem para conhecerem mais sobre o assunto através de grupos de mutua ajuda; seja pela atuação de profissionais da área de psicologia ajudando-os, se encontrem emocionalmente, e assim, vençam os desafios e superem os bloqueios psicológicos. Toda esta dinâmica e metodologia visa a pessoa ter estrutura emocional; conhecimento teórico e experiência de grupos para conseguir resistência ao primeiro uso. Esta resistência ocorre pela vontade de não voltar ao consumo devido uma reformulação de vida que o dependente desenvolve para si.

          Finalizando neste artigo coloco que, o fundamental para que se enfrente a dependência química seja aqueles aqueles que não conheceram as drogas, isto é, as crianças e os adolescentes é receber cada vez mais informações em todos os aspectos sobre as drogas, e para aqueles que se encontram dependentes é procurar todos os meios disponíveis de informações via tratamentos psicológicos para que possam através do auto conhecimento e a construção de uma nova filosofia de vida conseguem tirar de seus psicológicos a prioridade que é a droga, diminuindo o vazio provocado por ela após ter parado,e assim, não recaír através do primeiro gole.


Sou autor dos livros
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Familia
O Amor Vence as Drogas
Caso interesse em adquiri-los entrar em contato

Publicado por Ataíde Lemos em 18/05/2008 às 10h54
 
04/05/2008 21h09
Sobre legalização da maconha

 

            Um tema que escrevi vários artigos é a questão da legalização das drogas. Atuo na área de prevenção como também de tratamento à dependentes químicos, tenho alguns livros publicados sobre o tema drogas, não me vejo como alguém fechado a questões no sentido de ser o dono da verdade, respeito opiniões contrarias as minhas, no entanto, não há como ser favorável a legalização da maconha como também a legalização de qualquer droga ilícitas, por vários fatores que vão desde a questões de saúde, as questões sociais, etc. 
 

            O conceito de que, tudo que é proibido, as pessoas são motivadas a usarem é errado no caso das drogas, pois o maior índice de dependência sabemos que está no álcool que é uma droga licita.  Outro conceito de que a maconha não vicia tanto quanto as outras drogas são equivocadas, já há estudo que dizem o poder de dependência e a dificuldade do dependente deixa-la. Além do mais, é importante que saibamos que uma droga não é proibida tão somente por causar dependência, mas sim, pelo mal que ela provoca no organismo. Sendo assim, já está comprovada que no organismo o uso de maconha causa varias doenças seja de ordem orgânica, psicologia, desencadeadora de varias doenças mentais àqueles que tenham alguma predisposição. 

            Já é sabido que o álcool é a porta de entrada das drogas, no entanto, também podemos dizer sem medo de errar que a maconha é a porta de entrada das drogas ilícitas. Sendo assim, a grande maioria dos que dão entradas em clinicas para tratamento também são usuários e dependentes de maconha, ainda que sua droga de eleição seja outra como cocaína, crack, heroína, etc. Ainda não atendi nenhum dependente que dentre as drogas usadas também não havia sido usuário de maconha.  

            Legalizar a maconha é algo sem fundamento se partimos do pressuposto que ela não traz nenhum beneficio concreto ao usuário, apenas ilusório. Sendo assim, legalizar a maconha é colocar uma arma carregada de munição nas mãos de alguém que certamente se destruirá, bem como toda sua família. 

            Há questões sérias que não podem ser vistas sob o ângulo emocional, mas sim racional e olhado por vários aspectos. Quanto mais a ciência vai evoluindo, mais vai se tornando claro que ao proibir o consumo de tais drogas como a maconha, por exemplo, é uma decisão correta e não é cercear o direito a liberdade daqueles que desejam fazer o uso. 

            O fundamental é que entendamos que a droga não atinge tão somente o usuário, mas a sua família, e a sociedade como um todo. E como questão de saúde publica não pode ser vista apenas focalizando pensamentos filosóficos, mas sim o de saúde publica.  

Ataíde Lemos
Escritor e poeta
Livros publicados
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos


Publicado por Ataíde Lemos em 04/05/2008 às 21h09
 
01/03/2008 09h17
Sobriedade

 

            Certa vez ouvi uma frase que diz: “Parar de beber, de usar drogas, de fumar tabaco é fácil, uns param por horas, outros por dias, outros semana, meses. O problema é manter sóbrio, isto é, não usar mais”. 

            O que leva alguém a se tornar dependente é a predisposição do organismo (beneficio orgânico e emocional). Pois bem, o tratamento da dependência, não se trata as conseqüências, mas sim as causas. Isto é, se procura levar o recuperando a trabalhar seu emocional, para que possa manter a sobriedade. Este é o ponto mais complexo e o fundamento do tratamento de dependência química, pois depende de muitos fatores emocionais envolvido em todo histórico de vida do recuperando e como ele vê e lida com estas questões. 
 

            Há certos fatores emocionais complexos de serem trabalhadas como, por exemplo, a sexualidade, o tempo de consumo de álcool ou outras drogas somadas ao estilo de vida que este adicto construiu ao longo do tempo de adicção. As perdas sociais e familiares, bem como a habilidade que cada um tem de se auto manipular.  

            Quando se diz que o percentual de pessoas que vencem as drogas são poucas é baseando toda esta complexidade. Pois algo de fundamental entender é que, ninguém tem o poder de convencer ninguém, isto não existe, todas as atitudes e decisões partem de uma vontade pessoal, o que ocorre é que, a partir de uma ajuda, orientação, reflexão a pessoa tome uma iniciativa.  

            Pode ser paradoxo, mas o homem ainda que dependente é livre para fazer sua opção. Porque é ele quem dá a ultima palavra para si. 

            O que observamos constantemente e nos enganamos é que, o dependente é manipulador. Ele consegue com facilidade passar falsa impressão de que está interessado num tratamento, porém, muitas vezes esta atitude está relacionada a um quadro clinico biológico grave ou mesmo qualquer outra situação momentânea.  

            Quando alguém está na ativa (usando drogas) e se vê diante qualquer obstáculo se refugia nas drogas. É nela que ele expõe sua sombra, foge da dor, realiza seus desejos, esconde seus medos, expõe seus sentimentos, etc. 

            Pois bem, manter se sóbrio é agir contrariamente nestes momentos, é enfrentar os desafios sem se refugiar ou esconder. É admitir seus medos e enfrentá-los, ter a certeza de que a sombra precisa manter-se na sombra. 

            Enfim, é somente sanando a causa da dependência como também aprendendo a lidar com os momentos das crises (fissuras) que de fato pode obter uma maior resistência às recaídas. 

            Sem esta consciência, sem querer buscar a sobriedade definitivamente. Sem este convencimento interior de que quer manter uma sobriedade permanente o adicto vai viver toda sua vida tentando parar sem conseguir, agindo apenas com paradas estratégicas, isto é, apenas por períodos um, dois dias, uma semana, um mês, mas sem jamais atingir uma sobriedade plena. Enfim, quando der sede (vontade de usar) recai novamente.

Sou autor dos livros
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafío para Familia 
O Amor Vence as Drogas
Palavras Expressão dos Sentimentos ( poesias).
Para adquirir é por meio de contato


Publicado por Ataíde Lemos em 01/03/2008 às 09h17
 
16/02/2008 13h20
Tratamento químico, vontade e determinação

            Quando desejamos atingir um objetivo, o primeiro passo é traçarmos metas e depois seguirmos passo a passo. E assim, nossa vida acaba sendo direcionada à este objetivo.

            Não se chega a ponto algum se não houver vontade transformada em dedicação, conhecimento sobre o que se deseja atingir. Enfim, não chega ao objetivo se não haver perseverança, suor e lágrimas.

            Pois bem, este inicio de comentário é para falar sobre o tratamento à dependência química. Na verdade, aquele que deseja sair das drogas precisa ser consciente e realmente assumir um tratamento, tendo alguns parâmetros fundamentais para que consiga atingir o que espera.

            O primeiro passo fundamental para vencer as drogas é a VONTADE, pois é ela que vai impulsionar o tratamento. É a vontade que vai levar o recuperando a assumir o tratamento buscando todas as armas necessárias e dedicando o tempo todo à este objetivo.

            Quando vai lutar contra algo, deve-se conhecer primeiramente o potencial do inimigo e também conhecer seu próprio limite. Para se tratar da dependência química deve conhecer a doença; quais são suas características, como age no sistema nervoso central. Enfim, ter um conhecimento de como a droga age biológica e psicologicamente no organismo e no emocional..

            Outro fator necessário para aquele que realmente está com propósito de deixar as drogas é iniciar um processo de auto conhecimento. Isto é, as drogas na verdade, são muletas usadas para superação de problemas emocionais. As drogas elas trazem “benefícios” emocionais e orgânicos para aquele que é predisposto, e assim, ela sempre é recorrida pelo usuário, ao ponto que, quando a pessoa se torna dependente, ela (droga) passa a ser o combustível para sua vida.  

            O auto conhecimento buscado no tratamento é no sentido de descobrir e trabalhar estes fatores, que são portas que provocam a ansiedade, a angustia, o medo, a insegurança, etc características da dependência psicológica, e assim, trabalhar o emocional.

            Uma característica da dependência química como foi dito acima é a dependência psicológica que está intrínseca em todas as drogas. O trabalho psicológico é no sentido do dependente conseguir perceber que muitas de suas sensações estão ligadas a dependência psicológica, e então, dominá-la.  

            Outro fator fundamental que é necessário ser desenvolvido é o crescimento espiritual. O homem sente a necessidade de um sentido para sua existência. Certamente, é por meio da espiritualidade que ele vai encontrar este sentido. Esta descoberta é que lhe proporcionará força interior para trabalhar em seu todo. É o desenvolvimento espiritual que será o alimento para trabalhar seu emocional e superar as angustias, os medos, as fantasias, etc. Enfim, é este desenvolvimento que dará todas as diretrizes para um novo estilo de vida.

            Na verdade, é a VONTADE aliada ao crescimento ESPIRITUAL daquele que deseja não fazer mais o uso de drogas que irá dar forças para conseguir superar todos os desafios inerentes ao tratamento da dependência química como, por exemplo, entrar de cabeça num tratamento vencendo a dependência psicológica e fisica , bem como ser transformado interiormente consciente de si mesmo.  

Ataíde Lemos
Autor dos livros
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família 
O Amor Vence as Drogas 
Livro de poesia: Palavras Expresão dos Sentimento   
 


Publicado por Ataíde Lemos em 16/02/2008 às 13h20
 
08/02/2008 13h10
Tratamento Químico Através de Comunidade Terapêutica

             As comunidades terapêuticas atuam no tratamento à dependência química abordando dois aspectos fundamentais do homem a questão psicológica e a espiritual. Gostaria de fazer algumas colocações – segundo meu entendimento – porque este tipo de tratamento consegue obter êxito.


            Iniciaria colocando que a dependência química até o momento é considerada uma doença que não tem cura como não tem cura a diabete, hipertensão e outras. Sendo assim, ela precisa ser trabalhada constantemente para que, aquele que a adquire consiga atingir uma qualidade de vida mantendo-se sóbrio.


            Pois bem, como a dependência é incurável, precisa ser trabalhada o emocional, pois é através da consciência plena das características como, por exemplo, as conseqüências biológicas, sociais e psicológicas daquele que  adquiriu a dependência que ele vai  administrar sua vida, para que não faça uso de drogas (álcool e as outras drogas). Enfim, é necessário trabalhar o psicológico num sentido de mudanças de comportamentos juntamente com um novo estilo de vida que lhe proporcionará um bem estar, eliminando a ansiedade, a angustia que se abre pela ausência da droga.


            Ainda é preciso dizer que, o que leva as pessoas a consumirem drogas são conflitos emocionais diversos, isto é, o consumo da droga na verdade é uma muleta usada para a superação de traumas, complexos emocionais. É no processo de tratamento que isto é trabalhado.


            Aliada aos benefícios que levaram ao consumo de drogas, precisa-se também trabalhar no tratamento os danos psicológicos e sociais decorrente a ativa do dependente, outra questão dificultosa no processo de tratamento. Enfim, são varias disfunções emocionais à serem trabalhadas àquele que se propõe se tratar. Em suma, o tratamento é complexo, é lento e exige muita determinação e perseverança.


            É importante ressaltar que as comunidades terapêuticas normalmente são fundadas por pessoas de espiritualidade vivenciadas, isto é, pessoas que estão vivendo de forma praticante sua fé sejam ex-dependentes ou não. A pratica desta espiritualidade é o amor ao próximo, é a luta pela vida. Certamente esta vivencia da fé levam pessoas criarem entidades com fins sociais ligada ao Ser Humano.


            Para as pessoas espirituais o homem se divide em biológico e espiritual. Neste sentido ele precisa ser trabalhado em seu todo para superação de seus desafios como as doenças, por exemplo, sejam as físicas ou emocionais.


            A espiritualidade é o que dá sentido ao existencial do Ser Humano. Sendo assim, é a partir deste existencial que a pessoa num tratamento da dependência química adquiri forças para superar os traumas; o entendimento da dependência... É por meio deste desenvolvimento espiritual que adapta há uma visão diferente da vida, levando-o a novo comportamento distanciando cada vez mais da angustia e ansiedade que fatalmente leva à recaída.  

Ataíde Lemos
 

 
Escritor e poeta
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Palavras Expressão dos Sentimentos
    

Publicado por Ataíde Lemos em 08/02/2008 às 13h10



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