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Ataíde Lemos
Palavras, uma viagem pelos sentimentos.
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Meu Diário
13/10/2008 17h57
Uma Reflexão Sobre as Drogas

             Dez anos completaram este ano (2008) que iniciei um trabalho social juntamente com um grande amigo. A entidade criada por nós visa tratar dependentes químicos sejam eles alcoólatras ou dependentes de outras drogas.

            Certamente uma longa caminhada onde podemos ter sido protagonistas, autores e expectadores de varias cenas e histórias que rendeu grande aprendizado como também, a certeza de que as drogas é um grande desafio para as famílias e a sociedade de um modo geral.

            Infelizmente, quando fazemos uma retrospectiva de 10 anos atrás aos dias atuais percebemos que, em relação aos frutos que a sociedade produziu no combate, no desenvolvimento de terapias para minimizar o sofrimento dos que são acometidos da dependência química é quase nula. Observamos que em 10 anos a atuação do poder público em relação a prevenção, ao tratamento é também nula – salvo em alguns estados ou municípios. Observamos que a atuação dos órgãos públicos em relação a prevenção não caminhou quase nada. Enfim, tudo está como há 10 anos atrás.

            As políticas públicas sociais hoje que visa dar proteção as crianças, apenas mantêm-se no papel. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), bem elaborado em Leis, mas que na prática não tem evitado das crianças viverem nas ruas, ociosas e abandonadas devido grande parte dele (estatuto) encontrar sem aplicação de ordem estrutural em sua implementação.

            As novas leis vieram para dar mais amparo e proteção às crianças, tirando-os do mercado de trabalho, já que a criança tem direito a educação, brincar, etc. No entanto, o que vemos são adolescentes ociosos e sem perspectivas de futuro pela falta da presença do estado que os deixa jogado nas ruas.

            Durante estes 10 anos o que pudemos ter observado é o estado por meio da ANVISA, ter colocado normas onde dificultou as entidades que atuam nesta área a desenvolverem suas atividades. Enfim, o estado além de não ter feito quase nada no avanço cientifico sobre drogas, não ter conseguido diminuir a demanda do aumento de usuários, não ter avançado no apoio as instituição que opera no tratamento não dando suporte logístico, de capacitação das entidades tem fiscalizado e pressionado as entidades adequarem suas instalações segundo as normas da ANVISA sem nenhuma contra-partida.

            Em suma após 10 anos de experiência nesta área, ainda vemos que estamos muito longe da luz do túnel e que, a sociedade caminha para o aumento da demanda. Que a sociedade de um modo geral está desinteressada sobre este tema, embora, mais de 20% sofre direta ou indiretamente com o problema das drogas em seus lares. Enfim, o que analisamos é que estamos atualmente no mesmo patamar de 10 anos atrás, ou melhor, estamos piores, pois temos muito mais usuários e dependentes químicos hoje do que no passado não devido ao aumento da população, mas sim, a demanda do uso de drogas.

            O único ponto positivo que não podemos deixar de ressaltar é a luta heróica de pessoas que, mesmo lutando contra a adversidade, mantém suas entidades abertas, muitas vezes sem recursos financeiros para atender seus pacientes. Muitos grupos de apoio que permanecem ativos ainda que fazendo reuniões com meia dúzia de pessoas. Pastorais Sociais que mesmo sem apoio dos seus pastores, não perdem o entusiasmo e continuam nesta luta desigual e sem fim. 

Ataíde Lemos

Faço palestras ( ataide@hardonline.com.br)
Autor dos livros 
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família 
O Amor Vence as Drogas


Publicado por Ataíde Lemos em 13/10/2008 às 17h57
 
23/09/2008 20h40
Qual a melhor maneira de tratar um dependente químico
          O que ajuda a pessoa que se encontra dependente a vencer a doença não é o nível intelectual do profissional que o assiste; não é a beleza ou o conforto de uma entidade clinica ou Comunidade Terapêutica; não é o passar de mão na cabeça de um recuperando ou dependente químico; não é hostilizando-o agressivamente com palavras de baixa auto estima, mas é um amor responsável; um amor coerente. É olhar para uma pessoa que precisa de ajuda e ser seu amigo sem cobranças, sem questionamentos. É levá-lo a perceber que ele é um Ser amado e importante apesar de todo caminho percorrido. É não ficar apontando dedos e defeitos; é ser ouvido e aproveitar-se das deixas levando-o a reflexão. 

          É evidente que esperar da família tais atitudes é exigir demais, pois ela encontra-se tão doente quanto a aquele que esta fazendo uso de drogas. É pedir demais em determinado momento, é ela que sofre todas as conseqüências de um ente dependente. 

         Uma pessoa que se encontra com problemas de dependência está carente, esta com sua auto estima baixa; esta com seu organismo disfuncional; está precisando desabafar.  

          Uma pessoa que se encontra dependente nos dias de hoje devido a tantas informações tem uma real consciência de sua situação. Ela pode até querer passar uma outra imagem, no entanto, sabe que as coisas não estão bem para ela. O que ocorre é que estão doentes e não encontram pessoas para ajudá-los, só recebendo criticas, lições de moral, como se eles não soubessem que tudo que lhe falam é verdade, porém, isto não resolve, o que pode ajuda-los é encontrar pessoas que lhe aponte caminhos; que lhe mostre horizontes; que vê suas recaídas como algo profundamente natural e tente ajudar a levantá-lo. 

         Vivemos uma sociedade ainda cercada de mitos, que cobra, mas é inerte em apontar soluções. Que ainda não tem em profundidade o conhecimento sobre drogas porque ainda é extremamente ignorante no assunto, não por falta de informações, é ignorante por não se informar.

          Cria-se enormes dificuldades e barreiras para aproximar de alguém que está com problemas com drogas. Exigindo isto, aquilo, olhando ele como se fosse um Ser extra terrestre e que somente determinadas pessoas são habilitadas para lidar com elas, como se o fosse um aparelho eletrônico, um automóvel que somente um especialista pode resolver seus problemas. Em dependência não é bem assim que funciona.

          O que leva alguém a deixar as drogas é ser seu amigo; é não discrimina-lo; é ajudá-lo na sua integração social; é não excluí-lo como se dependência fosse algo contagioso; é ter certo conhecimento sobre o Ser Humano; é ter um mínimo de noção das características da dependência química; é ter a simplicidade das palavras. Enfim, é ter muito calor humano.

          Vemos tantas pessoas que conseguem deixar a dependência química sem necessidade de internação, sem necessidade de ficarem horas e horas em divãs sendo analisados. Isto vem demonstrar que é na simplicidade, na amizade, na solidariedade, no compromisso com o Ser humano que se tem ajudado muitos vencerem seus males psíquicos e orgânicos. 


Escritor e poeta
Livros publicados
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos

Ataíde Lemos
Publicado no Recanto das Letras em 28/09/2005
Código do texto: T54675

Publicado por Ataíde Lemos em 23/09/2008 às 20h40
 
28/07/2008 20h42
Falando sobre drogas

             Quando falamos em tratamento à dependência química, falamos na verdade de um tratamento preventivo, isto é, aquele que procura um tratamento não encontrará a cura, mas sim, meios para que evite o primeiro gole, ou uso de outra droga. Certamente, este tratamento é uma Educação.

            Neste sentido fica difícil dizer que um tratamento é bom e o outro é ruim, pois na verdade, esta educação está baseada numa estrutura emocional do dependente, seu histórico de vida, as drogas e o tempo de consumo, a idade, a estrutura familiar que ele possui como o conhecimento sobre dependência (família) e também o grau de dependência que este se encontra. Enfim, o que leva realmente a pessoa manter-se sóbrio é um conjunto de fatores.

            Embora saibamos que são poucos aqueles que atingem uma sobriedade plena, média de 3 a cada 100 que procuram tratamento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o grupo de mutua ajuda como também as comunidades terapêuticas conseguem um bom índice devido ser uma procura voluntaria. Evidentemente, quando há interesse daquele que se encontra dependente, a chance de êxito é sempre maior, independente o programa e a metodologia que se é aplicada.
 

            Outro dado interessante que podemos observar é que, todo processo de tratamento acontece pela absorção do candidato, sendo assim, dizer que determinados tipos de tratamento é alienatário é outro engano, ainda que o paciente (recuperando) se submeta a tratamentos ditos de condicionamento, a partir de certo tempo de sobriedade, ele vai se adequando a sua personalidade natural sem estar “condicionado”. Enfim, ainda que haja certo condicionamento ele é transitório. 

            Os profissionais de saúde sérios que são especialistas nesta área posicionam contra o uso de medicamentos, acreditando que sua ingestão somente é indicada em ultimo caso, neste sentido, evitar tratar um dependente químico com medicamentos é recomendável, por ser mais saudável, pois o uso é um dos grandes fatores de deixarem seqüelas psiquiátricas. 

            Em suma, o tratamento para dependentes químicos é um expediente usado para minimizar na solução do problema, no entanto, é um processo difícil por exigir de alguém completamente comprometido psicológico, orgânico e socialmente bem como todos seus familiares. Todas estas adversidades é que leva a OMS através de dados apresentar a proporção de 3 recuperados para cada 100 que busca tratamento – isto não é dados alienatários é fato. 
 

            Sendo assim, as entidades que atuam no tratamento procuram desenvolver trabalhos preventivos, seja por meio de palestras aos pais, jovens. Seja através da mídia televisiva, falada ou escrita no sentido de despertar uma consciência na sociedade, pelo grave problema das drogas que vemos aumentar sua demanda. 

            É inevitável que, quanto mais a sociedade se evolua os problemas emocionais como carências, a própria liberdade individual exige do Ser humano anestésicos seja para suprir o estresse e/ou para seu entretenimento. Certamente chegará um dia que será inevitável proibir as drogas, pois a própria pessoa produzirá a sua sem necessidade de comercialização. O Ser humano não procura uma droga especifica (marca), mas algo que lhe supre suas necessidades e sendo assim, ela pode inventar sua própria droga.  Então, somente a conscientização e o não da pessoa que será o fator para não buscá-la. 

Ataíde Lemos 

Escritor e poeta
Livros publicados
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos


Publicado por Ataíde Lemos em 28/07/2008 às 20h42
 
08/06/2008 10h59
Desafio dos pais na educação sobre drogas


 


            O inicio nas drogas sempre acontece entre os amigos. Quando se procura determinadas amizades e há certa empatia, comumente ocorrem raízes entre ambas e isto os leva a ter os mesmo gostos, e, por conseguinte, estarem sempre juntos partilhando das mesmas vontades. Até mesmo em nossas amizades é comum observarmos isto. Quando identificamos com determinadas amizades aproximamos significativamente delas.  


            A realidade atual, não se permite que as pessoas se apartem, e nem deve educar neste sentido, pois, agir assim é ser preconceituoso, é educar para o egoísmo. No entanto, sabemos que as drogas ilícitas estão à disposição dos nossos filhos em todas as esquinas, as drogas licitas nem se fala; os jovens têm a sua disposição bebidas, tabaco a vontade. Embora existam leis que restringe tais drogas, sabemos que isto está apenas no papel.  


            Pois bem, diante esta realidade, isto é, a convivência de nossos filhos com adolescentes usuários, a abundante oferta de drogas como evitar que eles acabem experimentando e também tornando se dependentes? Em meu ver há somente uma saída que está na educação familiar e institucional.


            Quero me ater na educação familiar. Diante deste desafio é fundamental que haja atualização do diálogo entre pais e filhos. Certamente, é preciso que os pais comecem a trabalhar e conhecer mais os filhos para orientarem e formarem quanto à necessidade de saber lidar com o emocional. Ampliar o diálogo de assuntos que ainda se vê como tabu para muitas famílias que é a sexualidade, drogas e outros temas complexos. Ainda outro grande desafio são os pais adaptarem a linguagem dos filhos sem perder a referência de valores fundamentais para uma boa educação. Enfim, há necessidade de uma adaptação e uma pedagogia atualizada de como educar os filhos dando lhe segurança para enfrentar os desafios seja de ordem emocional ou social.  


            Sabemos que muitos fatores levam as pessoas experimentarem drogas, e estes, em sua maioria são relacionados de ordem emocional como carências, complexos, sexualidade entre tantos outros. Quando estes fatores não são resolvidos, a tendência natural é haver empatias com pessoas cujo emocional passam pela mesma situação, quando estas amizades já são usuárias acabam sendo incentivadoras. Talvez aqui seja o porquê sempre dizermos que a amizade é um dos grandes fatores, porém, é preciso ressaltar e entender que estas amizades ocorrem pela empatia como foi dito acima.


            Finalizando, no meu entender vejo como grande desafio dos pais esta nova educação que se faz necessária consiste em; aproximação mais dos filhos; atualização da linguagem; vencer as barreiras do tabu e dialogar mais sobre tais assuntos, não deixando somente para as escolas, governo, sociedade; a necessidade dos pais conhecerem as carências, os complexos dos filhos para ajudarem e por fim, uma educação ao qual vejo como grande necessidade que é a formação espiritual. Cada vez se exige uma educação familiar de informações mais precoce aos filhos.  


 


Ataíde Lemos da Silva

Autor dos livros

Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família

O amor vence as Drogas

Palavras Expressão dos Sentimentos ( Poesia)


Publicado por Ataíde Lemos em 08/06/2008 às 10h59
 
01/06/2008 10h20
Deus é a motivação para tratamento às drogas

 

      O homem é um Ser livre por excelência, esta liberdade o leva a construir caminhos seguindo sua vontade, fazendo dela o seu destino. Dentro desta liberdade ao longo do tempo vai fazendo suas escolhas; vai criando sua independência ou dependência e assim, trilha sua história.


            Quando um jovem conhece as drogas, para alguns ela o completa, levando-o a tornar-se usuário sendo beneficiado orgânica e psicologicamente pelo uso, passa a ter um estilo de vida segundo as características do tipo de droga escolhida.

            Por mais que tentamos mostrar ao usuário e dependente os malefícios e as conseqüências que elas causam dificilmente conseguiremos, será um esforço em vão, com raras exceções.

            Infelizmente, depois que alguém sentiu a experiência, o prazer da droga em seu organismo e em seu psíquico, havendo empatia é uma tarefa quase impossível convence-lo deixar de usá-la.
 

            Pois bem, quando este usuário se torna dependente o uso passa a ter uma conotação totalmente diferente em sua vida. Este uso transforma-se numa necessidade orgânica e psíquica, pois, a fissura, a ansiedade, a compulsão, a angustia, só ameniza ao usá-la. 

            Exemplificando; alguém que todos os dias toma calmante para dormir, quais os sintomas que sentirá quando lhe falta? Não dorme, seu estado psicológico altera significativamente, o dia seguinte é horrível.  Desta mesma maneira poderíamos usar um outro exemplo, um fumante sem cigarro fica instável, depressivo, altera seu humor, compulsivo, come o que achar pela frente... porém, num trago muda completamente, voltando ao seu estado emocional normal.

            Por estes dois exemplos podemos entender a dificuldade que é uma pessoa dependente deixar o uso. Se no primeiro momento o bem-estar, o prazer da droga o leva a não ouvir as pessoas e continuar usando-as, por outro lado, quando já dependente todo o mal-estar pela falta o impede de parar. 

            Porem há dependentes que sofrem e têm grandes percas sociais, seu organismo fica debilitado. Neste momento, parar já não é mais um desejo, mas sim uma necessidade. No entanto, torna-se impossível diante tantas conseqüências e reações orgânicas, psíquicas devido à síndrome de abstinência e outros fatores de ordem emocional. Quando o dependente atinge este quadro crítico, não conseguindo por outros meios deixa-la, é comum buscarem a força espiritual. Há vários dependentes químicos que somente conseguem libertar-se das drogas vencendo as crises de abstinência através do desenvolvimento espiritual. 

            O apegar em Deus lhe proporciona uma força extra sobrenatural capaz de ajudá-lo superar a dependência mudando radicalmente seu estilo de vida. Para nós que atuamos no tratamento por meio da espiritualidade podemos observar a facilidade que o recuperando encontra-se em abrir seus sentimentos, expondo sua vida com os profissionais de forma serena, em momentos crucias de um tratamento. 

            Quando falo desta experiência de Deus e o desenvolvimento espiritual, refiro-me uma experiência de um Deus misericordioso, isto é, a importância que nós temos para Ele, e não, uma experiência de um Deus que castiga que vê o homem como algo simplesmente carregador de pecados, pelo contrario, um Deus que acolhe. É sem duvida este acolhimento é o fator fundamental para a entrega no tratamento.

Ataíde Lemos

    

 
Escritor e poeta
Livros publicados
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família
O Amor Vence as Drogas
Livro de poesia Palavras Expressão dos Sentimentos
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Publicado por Ataíde Lemos em 01/06/2008 às 10h20



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